terça-feira, 9 de outubro de 2012

Eu te amo, você é especial


Quem age de modo autodestrutivo pode estar carente

“Quando uma pessoa estiver agindo de modo autodestrutivo, em conflito, é preciso descobrir de que tipo de Carícia ela está precisando.”  Na sua luta diária pela sobrevivência, parece que é impossível viver bem com as pessoas que você ama. Ninguém dá atenção a ninguém.

Ninguém mais diz: “Puxa, como você é importante para mim”. E é aí que começam as carências, começam os conflitos.

No início de meu treinamento em Análise Transacional, tive a honra de aprender com um dos maiores especialistas da área: Cecílio Khermam. Certa vez, ele disse uma frase que ficou para sempre em minha memória: “Quando você não estiver entendendo o que está acontecendo com alguém, pense em termos de Carícias”. Assim:

• Um adolescente pode usar drogas como forma de dizer aos pais: “Preciso de sua atenção”.

• Uma jovem tem atos de rebeldia por talvez estar precisando de alguém que lhe diga: “Você é muito inteligente”.

• Um universitário que vive estressado para tirar a nota máxima pode estar sofrendo da necessidade de que alguém lhe fale: “Eu amo você independentemente da nota que você tirar”.

• Um chefe que para de falar com o subordinado pode estar dizendo: “Eu me sinto desvalorizado porque você está sempre atrasado”.

• Um funcionário exemplar que começa a atrasar pode estar dizendo: “Eu não me sinto importante aqui”.

• Uma pessoa que se tranca no quarto para ficar horas na internet pode estar totalmente incapaz de criar um vínculo afetivo pessoal.

• Um pessoa casada que busca sexo virtual em sites de relacionamento pode estar procurando a satisfação que não encontra em casa.

• Uma mulher linda que começa a ficar desleixada pode estar precisando ser vista como competente.

• Um marido que perde o desejo pela esposa pode estar dizendo que não se sente mais amado.

• Uma mãe com crise de alergia sem uma causa aparente pode estar dizendo que sente falta de carinho.

Quando alguém, em qualquer lugar, tiver um comportamento que não faz parte do seu jeito de ser, pode estar falando bem alto: “Preciso me sentir importante para você!”. Se fala alto e não é ouvido, começa a gritar. Se não recebe nada em troca, fica afônico. Tudo isso para chamar a atenção e pedir a sua atenção e o seu reconhecimento.

O corpo perde o viço, o olhar perde o brilho. A pessoa não consegue se sentir importante para quem ama ou quem considera importante e admira.

Quando uma pessoa estiver agindo de modo autodestrutivo, em conflito, é preciso descobrir de que tipo de Carícia ela está precisando.

A Carícia certa para ela será a sua Carícia Essencial.

Descobrir e dar a Carícia Essencial de que esse indivíduo precisa é a melhor maneira de esvaziar o comportamento distorcido dele, fazer com que ele volte ao eixo. E, sem dúvida, é a melhor maneira de ajudá-lo.

Essa orientação do meu professor me ajudou demais a ajudar muita gente. Vejo que neste mundo de cobranças desumanas as pessoas precisam, mais do que nunca, se sentir importantes e reconhecidas naquilo que fazem de melhor.

Quando esses sintomas aparecem, é hora de você agir, de sair do próprio umbigo e olhar para o outro com generosidade, e descobrir como você pode ajudá-lo a ser feliz.

Neste mundo, está fácil dar todo tipo de presente, do eletrônico que o filho pede a rosas para a mulher que se quer conquistar. O que não se encontra facilmente é alguém que nos ajude a nos sentirmos especiais.

E você pode ser essa pessoa na sua família, no seu trabalho, na sua roda de amigos. Você pode fazer a diferença e viver bem com aqueles que ama, com as pessoas que são realmente importantes para você.

Roberto Shinyashiki

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