quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dez coisas que todas as mulheres sabem


1. Todas as mulheres sabem que no fundo de si mesmas moram muitas outras figuras femininas. Algumas poderosas, outras frágeis; algumas velhas, outras bem jovens. Todas adoram falar e falar, como se o mundo antes de existir, precisasse ser dito.

2. Todas as mulheres conhecem a dor e nenhuma é estranha ao sofrimento. Mas, no final, quando a noite se retira solene, carregando seu véu, a maioria de nós espreguiça e recebe o dia com generosidade renovada e a mesma velha esperança sorrindo nos lábios.

3. Todas as mulheres um dia (ou muitos) se sentiram alheias a si mesmas. E perderam-se num mar de irritação, mau-humor e impaciência. Exaustas mergulharam num Lexotan, em vários copos de vinho, num maço inteiro de cigarros, numa banheira escaldante ou no mais puro desespero. Algumas sucumbiram, só algumas. Como resultado, todas nós carregamos no coração o silêncio desta perda. E reconhecemos com reverência o poder destes abismos.

4. Todas as mulheres, mesmo as muito jovens, sabem que ser mulher é um desafio. Ou sentem isso no próprio corpo. E no mínimo desconfiam que irão passar um bocado de tempo tentando provar coisas para o mundo. Nascer mulher, em boa parte do planeta, ainda é afirmar-se acima do destino biológico e apesar das circunstâncias.

5. Todas as mulheres pensam que sabem amar. Mas o amor insiste em rir de nós. E desafia nossas desajeitadas tentativas de dominá-lo ou compreendê-lo. O amor parece um gato que só vem para o nosso colo quando nós já cansamos de chamar. Aí, a gente ri e ele ronrona sua absurda liberdade enquanto recebe nosso afago no pescoço. Mas que ninguém se iluda, mal a gente se acostuma com aquele calor macio e peludo e ele pula de volta pra vida.

6. Nenhuma mulher deseja a felicidade assim de um jeito genérico. É o encantamento que sentimos quando cumprimos nosso destino de mulher que nós buscamos acima de tudo. E isto inclui muitas coisas bobas, como vestidos novos e cores e mais cores de sapatos, e tantas outras nada bobas, como filhos rechonchudos e gracinhas e... ele. De preferência, um ele apaixonado, mas não muito, bonito, mas não muito, inteligente, mas não muito, apaixonado por crianças, mas não tanto quanto por nós, e, o toque final: que surja sempre assim com aquele jeito heróico e descabelado de quem acabou de matar um dragão, por nós.

7. Todas as mulheres têm medo. Medo do primeiro beijo, do primeiro encontro, do primeiro emprego, medo de casar, medo de não casar, medo do parto, medo da traição, medo de não conseguir, medo de envelhecer, medo de dizer sim. A cada instante, nossos medos podem nos fazer trancar os dentes, afinar o olhar e ousar o salto. Ou podem nos empurrar encolhidas para dentro de uma caixa de sapatos. Onde ficamos grudadas, olhando o mundo por um buraquinho...

8. Todas nós temos um sonho. Nem sempre é um daqueles sonhos nobres, como o de Martin Luther King, que ansiava por um mundo no qual os seres humanos fossem iguais em suas múltiplas e coloridas versões. Não, nossos sonhos muitas vezes são pequenos como um jardim ou um carinho. Engraçados: usar toda a poupança para ficar com um bumbum igual ao da beldade de plantão na TV. Românticos: um cruzeiro pela Grécia, com um grego lindo e de peito largo, absolutamente apaixonado por nós. Impossíveis: passar pela vida sem sofrer por amor.

9. Todas nós temos uma sombra. Negra e densa. Ora ela aparece como um sabotador, que mina nossas energias e desmerece nossos esforços. Ora como uma mulher dura e fria, de palavras ásperas e julgamento impiedoso. Não importa como ela venha, você vai reconhecê-la sempre: a sombra tem o seu rosto. Também é fácil reconhecer aquelas entre nós que não ousaram olhar de frente para este rosto transformado. Elas parecem árvores ressequidas e seus ramos balançam sem alegria. Quem se alimenta dos frutos murchos destas árvores experimenta seu sabor ressentido e intolerante. Eventualmente, as tempestades partem ao meio troncos tão secos. Ninguém sente muita falta delas.

10. Todas nós sentimos vez por outra uma vontade de parar de bater as asas na vidraça e aquietar a alma. Esta é a hora de construir um templo para acolher nosso ser feminino. Um lugar onde a gente possa ficar só com nossos mistérios, nossas descobertas e pescar no fundo da alma o encantamento que vai nos tornar, de novo, tão orgulhosas de nós mesmas.

Adilia Belotti

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Castelos de areia


Sol a pino. Maresia. Ondas ritmadas. Na praia está um menino.

Ajoelhado, ele cava a areia com uma pá de plástico e a joga dentro de um balde vermelho. Em seguida, vira o balde sobre a superfície e o levanta.

Encantado, o pequeno arquiteto vê surgir diante de si um castelo de areia.

Ele continuará a trabalhar a tarde inteira. Cavando os fossos. Modelando as paredes.

As rolhas de garrafa serão as sentinelas. Os palitos de sorvete serão as pontes. E um castelo de areia será construído.

Cidade grande. Ruas movimentadas. Ronco dos motores dos automóveis.

Um homem está no escritório. Em sua escrivaninha, ele organiza pilhas de papel e distribui tarefas. Coloca o fone no ombro e faz uma chamada.

Como que num passe de mágica, contratos são assinados e, para grande felicidade do homem, foram fechados grandes negócios.

Ele trabalhará a vida inteira. Formulando planos. Prevendo o futuro.

As rendas anuais serão as sentinelas. Os ganhos de capital serão as pontes. Um império será construído.

Dois construtores de dois castelos. Ambos têm muita coisa em comum: fazem grandezas com pequeninos grãos...

Constroem algo do nada. São diligentes e determinados. E, para ambos a maré subirá, e tudo terminará.

Contudo, é aqui que as semelhanças terminam. Porque o menino vê o fim, ao passo que o homem o ignora.

Observe o menino na hora do crepúsculo.

Quando as ondas se aproximam, o menino sábio pula e bate palmas.

Não há tristeza. Nem medo. Nem arrependimento. Ele sabia que isso aconteceria. Não se surpreende.

E, quando a enorme onda bate em seu castelo e sua obra-prima é arrastada para o mar, ele sorri...

Sorri, recolhe a pá, o balde, segura a mão do pai e vai para casa.

O adulto, contudo, não é tão sábio assim. Quando a onda dos anos desmorona seu castelo, ele se atemoriza...

Cerca seu monumento de areia, a fim de protegê-lo.

Tenta impedir que as ondas alcancem as paredes. Encharcado de água salgada e tremendo de frio, ele resmunga para a próxima onda.

“É o meu castelo” diz em tom de afronta.

O mar não precisa responder. Ambos sabem a quem a areia pertence...

Talvez você não saiba muito sobre castelos de areia. Mas as crianças sabem.

Observe-as e aprenda. Vá em frente e construa, mas construa com o coração de uma criança.

Quando chegar a hora do pôr-do-sol e a maré levar tudo embora, aplauda.

Aplauda o processo da vida, segure a mão do pai e vá para casa.

...............

A vida tem sua dinâmica própria, e obedece a leis transcendentes que nem sempre conseguimos compreender totalmente...

Mas o certo é que a roda da vida gira e nos oferece lições importantes para serem apreendidas e vividas.

Resta-nos conhecer e confiar. Observar e aprender.

Por isso, vá em frente e construa, mas construa com o coração de uma criança.

E quando chegar a hora do pôr-do-sol e a maré levar tudo embora, aplauda.

Aplauda o processo da vida, segure a mão do Pai e vá para casa.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto homônimo, de Max Lucado, do livro Histórias para aquecer o coração2, organizado por Alice Gray, ed, United Press.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Em cima do muro...

“O muro é confortável.
Não queria admitir, mas eu gosto do muro.
Enxergo tudo aqui de cima...os dois lados.
Os dois extremos.
Os lados opostos.
Não sou extremista, queria que não existissem estes extremos.
Fico pendendo para um lado e para o outro.
Me equilíbrio um pouco e volto ao centro do muro.
De repente levo um susto e quase caio para um dos lados.
Tenho medo de um deles, mesmo parecendo tão mais emocionante.
O outro lado é maravilhoso, mas não consigo me encaixar nele.
Parece que nunca vou conseguir.
Mas sei que é o lado certo e aquele em que eu já deveria ter me estatelado faz tempo.
Mas não consigo sair do muro.
 Entendam a minha dificuldade.
Fui pressionado minha vida inteira, por ambos os lados, mas me mantive em equilíbrio.
Em um deles sinto um conforto muito grande e do outro sinto uma atração que posso considerar "fatal", literalmente.
Tenho medo de perder o equilíbrio.
Eu sei que vai acontecer, mais cedo ou mais tarde.
E outra pessoa vai ocupar o meu lugar no muro... a fila é grande.
Vou ser mais útil fora dele...”

viajante no mundo

domingo, 12 de setembro de 2010

Olhando para dentro de voce

Se você está com olhos bem abertos, experimente fechá-los...

Agora abra-os somente para o lado de dentro.

Chegou a hora de visitar por uns instantes seu mundo interior.

Passeie calmamente aí por dentro de você, detendo-se longamente às boas imagens que você tem guardadas.

Não há qualquer problema em visitar o seu arquivo, ou o seu velho baú, desde que seja para buscar inspiração no passado, alimentar e dar força ao presente. Atenha-se ao que de mais precioso você viveu.

Alguém especial vem se formando e se moldando pelo tempo e pela história desse tempo.

Você é feliz pelo sonho de criança que você vem cultivando dia após dia, ano após ano.

Se quiser abrir os olhos, abra-os bem e procure revelar a criança que ainda brilha em você.

Agradeça.

A vida continua.

Hoje vai ser mais um dia na construção da sua história.

As cenas do dia que começa também vão ficar marcadas, e você poderá visitá-las.

Hoje você escreve mais uma boa página nessa história.

Está no ar a criança que você sempre preservará dentro de si.

Coração aberto, sorriso pronto, abraço fácil, beijo sincero.

Na rua, no trabalho, em casa, todo mundo vai notar que está diante de alguém muito especial.
 
 Carlos D. Andrade

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O olhar que beija


O poder da mídia é inquestionável e ao mesmo tempo assustador. Através de mensagens diretas ou subliminares, recebemos em média trezentas sugestões diárias de como tornar nossa vida melhor e sermos mais felizes. Quase todas indicando dois endereços bem pontuais: consumo e beleza física. Quanto maior a capacidade de consumo e proximidade da perfeição estética, maior também será o grau de satisfação pessoal e a admiração dos outros. Certo ou errado? A pretensão aqui não é entrar no mérito dessa discussão, apenas comentar as implicações desses comportamentos nas relações afetivas.

Uma mentira repetida mil vezes pode acabar parecendo verdade. Depois de bombardear o público durante um mês com o comercial do pop-star vendendo determinado produto ou estilo de vida, a mensagem acaba sendo assimilada e o desejo de compra passa a ser uma consequência lógica. É mais ou menos assim que somos induzidos à mudança de hábitos ou comportamentos.

Quase tudo nos é oferecido de maneira instantânea, com promessa de satisfação imediata. Cada vez mais as pessoas utilizam seu tempo livre para navegar em sítios de compras, de sexo explicito, salas de bate-papo, interagindo apenas virtualmente. Um olho no monitor e outro no teclado, buscando o imediatismo, o já, o agora.

Esta instantaneidade invadiu também as relações afetivas, uma vez que a escolha do sujeito da cobiça amorosa tem se restringido a um simples passar de olhos, um relance, com vista apenas, na maioria das vezes, em patrimônio, medidas de busto, coxa e quadril.

Um outro tipo de olhar foi esquecido. Aquele olhar que não tem pressa, porque sabe que vai precisar de tempo para atravessar a retina, sondar a alma, devassar os segredos, deixar seu recado e buscar o brilho ou a escuridão do retorno. Enquanto a pupila de um vai pedindo licença, a do outro vai dilatando, e vão se deixando conhecer, abrindo passagem, esquentando, querendo, gostando, encaixando. E ‘clac’.

Sustentar o olhar do outro não é para qualquer um, ou quaisquer dois. É preciso parceria, a verdade de um olhar encontrando eco na verdade do outro, e novamente refletindo para dentro de cada um.

Notem como hoje se tornou mais fácil beijar, tirar a roupa, se deixar tocar, ficar, comprar, viajar, fazer cirurgia plástica do que sustentar por mais de dez segundos o olhar de alguém. Ao que tudo indica, nesta nova ordem da instantaneidade e felicidade comprada, pode-se adquirir, mostrar e tocar quase tudo, menos o olhar.

Qual seria, então, a parte mais sedutora e, se tivesse preço, mais cara do ser humano hoje em dia? Sem dúvida que seriam os olhos. Aquele olhar de quem se entrega, conseguindo assim falar melhor que a boca, escutar além das palavras, sentir acima e abaixo da pele e enxergar bem mais que as aparências. Quando esse brilho atinge o outro, é chegada a hora de fechar as pálpebras e deixar que os lábios se busquem, para de outra forma enxergar o que os olhos já haviam visto.

Beijar sem antes olhar fundo é como comprar no escuro. É um beijo roubado. Beijar com a luz apagada, então, é um assalto. Beijar de olhos fechados só tem sentido se antes houver o espelhamento das retinas. Encarar antes e depois de um beijo é um prazer tão grande, que talvez palavras não consigam expressar, mas chega a ser melhor que o próprio beijo. Enfim, acertar o foco é uma questão de tempo, direcionamento do olhar e mais do que tudo, vontade de enxergar e se ver ao mesmo tempo.

 Maria Janice Vianna e Ildo Meyer

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A cilada de acreditar no falso amor

Viver um relacionamento por medo de ficar sozinho, ser rejeitado, ou por causa de uma baixa auto-estima, pode ser devastador para a vida emocional.

Viver um relacionamento por medo de ficar sozinho, ser rejeitado, ou por causa de uma baixa auto-estima, pode ser devastador para a vida emocional. Quando os relacionamentos não são regidos pelo amor, a frustração vem a reboque. Entre as conseqüências de ser dependente de um relacionamento a dois, estão:

Falta de autoconhecimento:

Pessoas que não se dão a oportunidade do autodescobrimento acabam se afastando demais do seu verdadeiro ser. Isso ocorre porque, levada pelo medo de estar só, se distanciam cada vez mais das suas emoções e perdemsão a noção das suas reais necessidades, seguindo pela vida sem saber quem são, verdadeiramente.

Viver na ilusão:

Os viciados em amor se iludem querendo acreditar nas fantasias que criam. Isso faz com que percam a capacidade de perceber a outra pessoa de um ponto de vista realista. O resultado aparece em forma de uma série de frustrações.

Impedir que novas e boas surpresas aconteçam:

Estar ao lado de alguém sem uma real satisfação é como se deixar ficar na água parada sem experimentar as alegrias de seguir o rumo da correnteza. Somente quem se mantém aberto e receptivo está disponível para receber as surpresas e as oportunidades que a vida tem a oferecer.

Tornar-se vítima do destino:

Quem acredita que o destino é o culpado por não encontrar aquela pessoa ideal, com que sempre sonhou, está abrindo mão do poder sobre a própria vida. Para conquistar sonhos e viver um relacionamento pleno é preciso se movimentar numa determinada direção, mantendo o foco no objetivo. A dependência amorosa impede que se tome uma atitude proativa, fundamental para quem pretende encontrar o amor.

Agir no piloto automático:

Por não estarem conscientes de quem são, do que precisam e desejam, algumas pessoas armam ciladas para si próprias. Casam-se sem estar amando, se relacionam com pessoas problemáticas, aceitam ser maltratadas, não valorizadas e, freqüentemente, abrem mão da sua personalidade.

A falta de autoconhecimento pode levar uma pessoa a agir de maneira impensada. Isso acaba gerando angústia e desilusão. Principalmente porque a tendência dessas pessoas é acreditar que estão tristes e infelizes porque o parceiro fez ou deixou de fazer isso ou aquilo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ousar

O passo a mais, que longe, muito longe damos a cada caminhada é o que nos coloca mais próximos de tudo o que ainda podemos ser.

A tentativa, além, um pouco mais além, de todas as que já fizemos é a que mais claramente revela do que somos capazes e até onde podemos chegar.

Quantos de nós nos entregamos antes mesmo de tentar. Pela simples dificuldade de perceber que é possível ultrapassar o limite do círculo que em torno de nós, ao longo da vida, traçamos.

Quantas vezes estivemos na iminência de girar a maçaneta da porta que nos levaria da escuridão à claridade e não o fizemos, simplesmente por não aceitar o impulso livre, soberano e intuitivo que conduzia nossas mãos a girar. Por não crer na liberdade, nos impulsos da alma e na própria intuição.

Quantas vezes hoje você ouviu seu coração? Sem temer, sem limitar, sem pré-conceber, sem pré-julgar, sem se render, deixando-se levar pelo prazer de descobrir, correr riscos e realizar...

Pobre de quem põe a nuvem do medo diante dos olhos.

Que prefere fugir a se dar o direito de praticar o sonho.

Tem aquele que, "sem saber que era impossível, foi lá e fez". Esta é sua vez.

O verdadeiro poder é de quem ousa.

Ouse fazer.

Ouse voar.

José Oliva

O amor a si mesmo

Algumas pessoas não entendem muito bem quando falo do amor a si mesmo. Aprendemos desde cedo que amar a si mesmo é uma forma de egoísmo ou egocentrismo. A grande maioria de nós não conhece o amor verdadeiro, o amor recebido por sermos exatamente o que somos o amor que tem o poder de aquecer nossos corações e nos colocar em contato com nossas almas.

Nascemos e aprendemos uma série de coisas a respeito da vida e muitas vezes nos ensinam coisas a respeito de nós que, somente quando adultos percebemos que grande parte do que aprendemos é reflexo das fantasias e frustrações de nossos pais.

Crescemos pressionados pela necessidade de atender anseios que não são nossos, de cumprir funções e tarefas que não contém nem uma gota sequer de identificação com o que de fato somos ou queremos para nós. Como sobrevivemos a tantos padrões, tantos recalques e frustrações, tanta angústia?

Aprendemos, sim, a sufocar nossos desejos mais caros, nossos mais belos sonhos, nossas mais raras fantasias, em nome da aceitação, da sobrevivência, da necessidade de sermos aceitos e amados. E, assim, aprendemos a respirar pouco, a não exteriorizar nossos desejos, a não nos amar de fato.

Todos possuem marcas profundas em nossos corações produzidas pelo desamor e pela falta. Até o dia que tudo em nós começa a adoecer. Nossos olhos perdem o brilho e nossa vontade se enfraquece. Como amar a si mesmo? Como faço isso?

Amar a si mesmo é como uma viagem de aventuras, de descobertas, pelo menos deveria ser. É uma tarefa dolorosa muitas vezes, pois nesse percurso quase sempre nos deparamos com todos os limites que impusemos a nós, por não acreditarmos em nossas capacidades, em nossos verdadeiros potenciais, por termos paralisados de medo de viver e de morrer.

Amar a si mesmo é muito, muito difícil, porque quase sempre esbarramos em estereótipos criados pelo status que, por antigas vozes e olhamos no espelho na tentativa, às vezes desesperada, de entender e quem sabe descobrir alguma qualidade que mereça admiração. Mas muitas vezes encontramos somente o desespero e a tristeza, resultado do vazio que inventaram e chamaram de vida.

A maioria das mulheres aprendeu durante sua história a amar seus filhos, seus maridos, seus pais, a Deus, mas nunca a si mesmas. Muitas mulheres ainda hoje buscam em si a imagem da mulher ideal para que lhes seja permitido o amor. E os homens, assim que nascem, aprendem que para serem honrados como homens devem amar e sustentar suas famílias, seus pais e seus trabalhos.

Muitas pessoas escrevem para mim, na esperança de que eu tenha uma resposta clara e efetiva com relação ao amor e relacionamentos. Penso muito sobre toda dificuldade que existe na maioria deles, mas cada vez mais me convenço que depende do quanto cada um está disposto a amar a si mesmo, para que o amor deixe de ser algo tão complicado.

Como já disse, amar a si mesmo é uma viagem de aventuras. E para embarcar nessa aventura é preciso estar disposto a encarar toda sorte de acontecimentos interiores e conforme nos ensina a lei da sincronicidade, exteriores também. Todo amor que conhecemos envolve desejo e paixão, e muitos de nós fecham seus corações na esperança de se protegerem. Mas o que a maioria das pessoas não sabe é que se nos fecharmos e fugirmos do amor e do possível sofrimento que ele pode nos trazer, nos fechamos para a possibilidade maior, de nos tornarmos um canal do amor maior, nos impedimos de amar o Todo, a humanidade.

Aprenda a amar a si mesmo, não um amor narcisista, mas o amor e o respeito gentil àquilo que você é e ao Deus que vive aí dentro. Aprenda a ser amoroso consigo, a se fazer mais carinho, a permitir fazer o que gosta, a se olhar como um ser sagrado que é. Você é uma fonte criadora em conexão direta com a Fonte Maior. Quando não ama a si mesmo, Torna-se um mentiroso com relação ao amor maior.

Não permita que outros te façam sentir menos do que realmente é: um ser sagrado. Aprenda a se amar, sinta a energia que pulsa em torno de si, procure observar suas reações, sentimentos e pensamentos e transforme-os, caso estejam impregnados de desamor. Esqueça tudo o que ouviu a seu respeito e construa uma opinião própria, agora baseada na consciência, no auto-conhecimento e na auto percepção. Comece o dia agradecendo quem é, o que conseguiu com seus esforços. E se ainda não se sente como gostaria, pare neste exato momento de focar sua energia naquilo que não conseguiu na falta, nos buracos que a vida deixou pela ausência absoluta de amor e consciência.

Olhe sem medo para o que deseja ser e fazer, e planeje a forma que deseja construir de fato a sua felicidade. Você já se condenou demais, pare já de se machucar, auto-punir, culpar. Quando você se olha e enxerga além de seu corpo físico, consegue entender que todo Universo é feito da mesma energia e que fazemos parte desse Todo, o auto-respeito e o amor próprio começam a brotar como uma plantinha pequena e delicada dentro de seu coração.

Compre uma imensa tela e comece a pintar a sua nova história que começará a ser criada quando você decidir arregaçar as mangas e começar a trabalhar na construção de uma nova realidade. Você só precisa acreditar que tem esse poder e se permitir, por amar a si mesmo, uma vida repleta de paz, amor, saúde e prosperidade.

Ame-se e seja quem realmente é!

Helena Martins Daniel

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O "eu" que os outros veem

Você podem vislumbrar sua auto-imagem olhando as pessoas que o cercam. Todos nós travamos relacionamentos com pessoas que nos tratam da maneira como acreditamos que merecemos ser tratados. Pessoas com uma auto-imagem saudável exigem respeito daqueles que as cercam. Elas tratam bem a si mesmas, estabelecendo um exemplo do modo como os outros devem tratá-las.

Se você tem uma auto-imagem ruim, irá se confrontar com todos os tipos de maus tratos e aborrecimentos vindos de praticamente todo o mundo. As pessoas nos tratam do modo como nos tratamos. Aqueles com quem nos relacionamos percebem rapidamente o quanto respeitamos a nós mesmos. Se há respeito próprio, todos seguem fazendo o mesmo, respeitando-nos!

Quando estamos nos sentindo mal a nosso próprio respeito, por exemplo, tendemos a descontar a insatisfação em nós mesmos. Isso pode se manifestar de várias maneiras, tais como surtos de comilança de “besteiras”, acidentes, doenças, privação de comida, etc... O fato é que o modo como nos tratamos é um reflexo do quanto estamos gostando de nós mesmo em um determinado momento.

Uma auto-imagem ruim diz: “Eu mereço”. E isso leva a pessoa a sabotar subconscientemente a própria felicidade. Por isso, é de máxima importância que você faça tudo o que estiver ao seu alcance para manter pensamentos positivos em sua mente. Isso irá assegurar que você se mantenha feliz como pessoa.

E para você melhorar o modo como se sente em relação a seu próprio respeito: aceite elogios, elogie, fale bem de si mesmo, valorize-se, trate bem do seu corpo, faça com que as pessoas saibam como você deseja ser tratado, cerque-se de boas pessoas, use afirmações positivas e tenha sempre em mente a imagem daquilo que você deseja ser e não daquilo que você é.

Em poucas palavras: ame-se! E lembre-se sempre disso: você merece amor e respeito pelo simples fato de você ser você!

Andrew Matthews

domingo, 5 de setembro de 2010

Alerta...

Prestem atenção neste alerta colocado na porta de um espaço terapêutico.

Muitas vezes :

O resfriado escorre quando o corpo não chora.

A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.

O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.

O diabetes invade quando a solidão dói.

O corpo engorda quando a insatisfação aperta.

A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.

O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.

A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.

As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.

O peito aperta quando o orgulho escraviza.

A pressão sobe quando o medo aprisiona.

As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.

A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

E as tuas dores caladas ? Como elas falam no teu corpo ?

Mas cuidado....escolha o que falar, com quem, onde, quando e como !!!

Crianças é que contam tudo , para todos, a qualquer hora, de qualquer forma.

Passar relatório é ingenuidade.

Escolha alguém que possa te ajudar a organizar as idéias, harmonizar as sensações e recuperar a alegria.

Todos precisam saudavelmente de um ouvinte interessado.

Mas tudo depende, principalmente , do nosso esforço pessoal para fazer acontecer as mudanças na nossa vida !!!

sábado, 4 de setembro de 2010

A árvore torta


Um dia, diante da velha árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que conseguisse ver o pinheiro na posição correta".

Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria "enxergar o pinheiro na posição correta"?

O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista.

Ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso, que ver aquela árvore em sua posição correta era "vê-la como uma árvore torta".

Só isso!

Nós temos em nós, esse jeito, essa mania de querer "consertar as coisas, as pessoas, e tudo mais" de acordo com a nossa visão pessoal. Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é. Se você tentar "endireitar" a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer, por isso é fundamental aceitá-la como ela é.

Nos relacionamentos é comum um criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele "sonha" e não o que o outro pode oferecer. Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão alcance dos outros.

Porque temos essa visão de "consertar" o que achamos errado.

Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.

Os pais sofreriam menos com os seus filhos, pois conhecendo-os, não
colocariam expectativas que são suas, na vida dos mesmos, gerando crianças doentes, frustradas, rebeldes e até vazias.

Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor. O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer.

Não criei mais dificuldades no seu relacionamento, se vemos as coisas como elas são, muitos dos nossos problemas deixam de existir, sem mágoas, sem brigas, sem ressentimentos.

E para terminar, olhe para você mesmo com os "olhos de ver" e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez. Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais frutífera, a mais bonita, a mais perfumada da região, e isso, não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você.

Pense nisso!

Paulo Gaefke

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O amor é sempre inclusivo

Quando o amor é possessivo, ele se torna exclusivo. Então "esta mulher é minha, e exclusivamente minha" - e então ela não pode rir com mais ninguém, não pode ficar de mãos dadas com mais ninguém, e então não pode mais olhar nos olhos de mais ninguém.

Que coisa sem sentido! Por quê? Quem sou eu para possuir? E como o amor pode ser possessivo?

O amor é sempre inclusivo, nunca pode ser exclusivo. Se eu amo uma mulher, vou amar vê-la feliz de mil e uma maneiras, com mil e uma pessoas. Gostaria que ela fosse feliz. Essa será minha alegria.

Se ela estiver feliz dançando com outra pessoa, eu não deveria ficar com ciúmes — eu a amo, como posso sentir ciúmes? Deveria estar satisfeito por ela estar feliz. Mas quando diz que ela é sua esposa, então não pode permitir isso. Começa a controlá-la. E ela começa a paralisar você como vingança. Vocês dois se tornam destrutivos um para o outro.

O amor é a maior energia criativa, mas até agora tem sido um azar, o maior azar. As pessoas não tem sido mortas por causa do ódio: as pessoas têm sido mortas por causa do amor. A vida ficou tão amarga, não por causa da raiva: ficou tão amarga por causa do amor.

Você briga pelo amor de um homem ou de uma mulher, você briga pelo amor de sua família ou de seu grupo. Você briga pelo amor à sua ideologia ou religião; você briga pelo amor à nação de sua mãe ou de seu pai, à sua pátria, à sua terra natal.

Você continua brigando por causa de seu amor! Todos os assassinatos, todas as matanças — todos os tipos de sofrimento existem por causa do seu tão famoso amor.

Alguma coisa está nitidamente errada com seu amor — seu amor é um amor de fixação, não é algo leve. É sério, é exclusivo, é possessivo. É repleto de estupidez. Uma pessoa deveria ser capaz de ver tudo isso — e, ao ver, você começa a relaxar.

Você vê razão nisso e começa a relaxar, e uma nova consciência surge em você.

Osho, em "Viva ao Máximo!"

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Afinidade

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento...

Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando falar, jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas, quanto das impossibilidades vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.

Artur da Távola

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O tamanho das pessoas

Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravada. É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: A amizade, o respeito, o carinho, o zelo e até mesmo o amor.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você. É pequena quando desvia do assunto. Uma pessoa é grande quando perdoa, quando surpreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês. Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas. Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo. É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... É a sua sensibilidade sem tamanho.

William Shakespeare

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Aceite o convite da vida para recomeçar

Osho, um dos maiores mestres indianos, disse que o tédio é uma das coisas mais importantes na vida humana. Ele simplesmente mostra que você está se tornando ciente da futilidade da sua vida, da constante roda repetitiva em que vive e que nada lhe acrescenta.

O tédio lhe chama a atenção para o fato de que você estagnou, parou de crescer e de evoluir – o que é algo totalmente contra a lei da vida. A própria palavra vida insinua evolução, crescimento, transformação. Por isso, quando paramos de crescer, morremos aos poucos. E o tédio aparece, para sinalizar que sua vida corre perigo. Em outras palavras, apesar de ser incômodo e desconfortável – ou talvez exatamente por isso −, ele é a primeira indicação de que uma grande compreensão está surgindo, sobre a insignificância da vida que você pode estar vivendo e dos caminhos que escolheu trilhar até aquele momento.

O tédio é o pai da insatisfação. Ambos caminham de mãos dadas. A insatisfação com sua vida atual é o sinal claro de que mudanças são necessárias e que é necessário decidir que tratamento dar a ela.

Tenha sempre em mente que quando a insatisfação se instala em seu dia-a-dia é preciso agir com urgência. Quando ela toma conta de seu dia-a-dia, é possível responder a ela de duas maneiras: uma, a mais comum de todas, é fugir dela, evitá-la, não a desafiar. A outra maneira é encará-la, assumir o desafio de enfrentá-la e a usar como estímulo para superar novos desafios e buscar novas razões de viver.

Quando a insatisfação chega, significa que você está sendo convidado a dar o próximo passo na estrada que o levará à realização plena de seu propósito de vida. É preciso aceitar esse convite e não se opor a adotar novos comportamentos e nem a abandonar velhos hábitos e falsos comodismos. Essa é a hora de encontrar disposição para promover novas guinadas em sua vida. É hora de mudar para devolver a si mesmo o direito de ser feliz.

As mudanças são necessárias para que possamos manter a nossa juventude, o nosso vigor nesta vida. Optar por uma vida dinâmica e bem vivida traz mais brilho ao nosso olhar.

Gilberto Cabeggi

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mergulhe para dentro de si mesmo

Nenhuma pessoa pode decidir o seu caminho, muito menos como você utilizará o potencial que habita no seu íntimo. Ninguém pode decidir a sua vida. Opte por você e tome as rédeas do próprio destino. Caso contrário a vida vai seguir batendo na sua porta e você nunca estará lá; estará sempre em algum outro lugar, vivendo alguma outra existência e correspondendo a expectativas que não são as suas. Assim, mergulhar para dentro de si mesmo é uma forma de estar presente na própria vida, é ter tempo para si mesmo, estar disponível para si mesmo. Medite sem medos, sem receios e perceberá surpreso a riqueza que habita no seu íntimo e os insights incríveis que estão lhe esperando de braços bem abertos! Compreenderá que cada pessoa, cada situação, cada dor e cada alegria tem uma função na sua jornada. Elas não precisam ser rotuladas como boas ou ruins, apenas como guias para novos aprendizados, basta estar atento. Você entenderá a enorme força que possui e o quanto não precisa de ideologias alheias, mas apenas ter mais fé em si mesmo, nas próprias crenças, percepções, sentimentos e escolhas. Isso lhe trará muita paz!

 Lígia Guerra

Acorde!!

Reclamações, frustrações e desânimo, esses sentimentos parecem ser o fio condutor na jornada de muitas pessoas. A autopiedade aniquila a possibilidade do movimento, no máximo impele a um padrão já conhecido e gera repetição. Aos que vivem se lamuriando vai um recado: Exorcize esses fantasmas, reaja, faça algum movimento. Quer ver paisagens novas? Que tal caminhar por outras estradas? O pior tipo de loucura é querer conquistar resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas. Ainda mais cruel do que essa atitude é ocupar o tempo com atividades estéreis só para não ter que entrar em contato com o próprio vazio existencial. O fazer ao qual me refiro não é o das agendas repletas, tampouco da ocupação alienante do mundo. O fazer tem que ter 'aquele algo a mais’, o realizar com plenitude. É vital tirarmos as máscaras e estarmos atentos ao que a sociedade tenta nos fazer engolir como verdades. Limpe a sua casa interior, jogue fora o que não usa, o que só toma espaço, o que nada vale... Só assim existirá espaço para o novo, para você!
 
 Lígia Guerra

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Gosto de gente

Gosto de gente com a cabeça no lugar, de conteúdo interno, idealismo nos olhos e dois pés no chão da realidade.

Gosto de gente que ri, chora, se emociona com um simples e-mail, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.

Gente que ama e curte saudade, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais. Admira paisagens, poeira e chuva.

Gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternuras, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si, emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser!

Gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam. Gente que colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.

Gente de coração desarmado, em ódio e preconceitos baratos. Com muito AMOR dentro de si. Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentoras suas lágrimas e sofrimentos.

Gosto muito de gente assim como VOCÊ e desconfio que é deste tipo de gente que DEUS também gosta!

Arthur da Távola

Voce pode mais!

Você pode mais cada vez que confiar na Proteção Divina e seguir adiante mesmo entre tantos percalços.

Cada vez que não permitir que o pessimismo faça morada em seu íntimo, mas sim, que as sementes do otimismo cresçam e se fortaleçam em seu ser.

Você pode mais cada vez que perseverar em superar uma fragilidade, sem se preocupar com o tempo que levará para isso, mas trazendo cravado no peito a certeza de que um dia triunfará.

Cada vez que ao acordar desanimado resistir às influências negativas e buscar sentir a eterna presença dos amigos espirituais ao seu lado lhe dando ânimo para que prossiga em sua caminhada.

Você pode mais quando ao cair, não ficar a crer que está vencido, mas olhando para o Alto, reencontrar a força necessária para reerguer-se.

Cada vez que o físico padecer e ao invés de se entregar a tristeza ou a revolta, adotar a paciência e a resignação, confiante de que a espiritualidade maior continuar a confortar seu Espírito.

Você pode mais quando sentir seus pés fragilizados para caminhar e buscar na prece sincera o combustível para fortalecê-los.

Cada vez que repassar sua existência e não ficar preso ao remorso nem a culpa, mas fazer dos enganos do passado, aprendizados que no hoje o orientarão em um novo caminho.

Você pode mais ao se encontrar confuso ou ao redor de sombras e silenciar-se, cedendo um intervalo em suas lutas diárias e permitindo que a Providência Divina aproxime-se de você, devolvendo-lhe o equilíbrio espiritual.

Cada vez que for surpreendido por uma difícil prova e não ceder à ideia de desistir, mas abraçando a esperança, recomeçar, ciente de que os emissários do Alto permanecem contigo.

E você pode mais quando não procurar apenas no exterior, mas voltar-se para dentro de ti e despertar a luz adormecida.

E com essa luz acesa, finalmente enxergar Aquele que permanece e sempre permanecerá a sua frente de braços abertos para ampará-lo por onde quer que você caminhe.

Assim, envolto no Amor e na Paz do Mestre Jesus, compreenderá que não importa a dificuldade que surja, mas aliado as forças do bem, você sempre poderá mais!

Sonia Carvalho

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O mais é nada

Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá. Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra. Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos. Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu. Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde. Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu. As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces. O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o! Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave! Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.
 
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela. Abra todas as janelas que encontrar e as portas também. Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho. Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho. Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
 
Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for. Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso. Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam. Olhe para o lado, alguém precisa de você. Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca. Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os. Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também. Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura. Arrependa-se, volte atrás, peça perdão! Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
 
Se achar que precisa voltar, volte!
 
Se perceber que precisa seguir, siga!
 
Se estiver tudo errado, comece novamente.
 
Se estiver tudo certo, continue.
 
Se sentir saudades, mate-a.
 
Se perder um amor, não se perca!
 
Se achá-lo, segure-o!
 
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada.
 
 Fernando Pessoa

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Te amo, sempre te amei e sempre vou te amar

Uma pergunta: Quando começa e quando termina um Amor?

Mas, se tem começo e fim, é Amor mesmo?

Dizer eu te amo é fácil... Mas quem pode realmente dizer que ama incondicionalmente, que “ama, sempre amou e sempre vai amar”?

Quem pode afirmar eu te amo, sem receio de errar, ou de ter de voltar atrás depois?

Quem pode dar-se o direito de dizer “eu te amava, mas não te amo mais”? Com que autoridade pode dar-se o direito de diminuir dessa maneira o Amor?

É assim que você vê o Amor? Será que pode mesmo acreditar que o Amor seja algo efêmero?

Pense: o Amor tem começo e fim, ou será que o Amor é algo que, quando existe, existe eternamente?

Disse Vinícius: “Que seja eterno enquanto dure”... Mas, com certeza ele se referia a um amor de verão, a uma paixão, ou algo assim. Mas nunca ao Amor verdadeiro, com “A” maiúsculo. Afinal, nosso “poetinha” soube falar do Amor como ninguém.

O que muitas vezes chamamos de Amor, mas que termina um dia qualquer, não é na verdade o Amor. Pode ser qualquer outra coisa: paixão, bem-querer, conveniência, ilusão, simbiose, dependência, sei lá... Qualquer outra coisa, menos Amor de verdade.

O Amor verdadeiro, sim, é eterno. Aliás, existe Amor que não seja verdadeiro? Se não é verdadeiro, então não é Amor. Amor é Amor e basta!

O Amor tem a dimensão da eternidade e da Criação. Amor é constante, duradouro e legítimo.

Só quem tem um grande Amor sabe dizer o que é o Amor. Mas, mesmo assim, sabe dizer apenas para si mesmo. Porque ninguém consegue explicar aos outros o que é o Amor. O Amor não se define com palavras.

O Amor transcende as épocas, os conceitos, os preconceitos. Transcende até mesmo a própria vida (como a conhecemos) e transcendo o tempo. O Amor não acaba. Vai além da vida e através das vidas.

Não é por acaso que se diz que Deus é Amor. Amor e Deus são dois conceitos que se completam. Uma palavra é sinônimo da outra. Deus é amor e Amor é Deus.

Então, se Deus é infinito e eterno, então o Amor também é infinito e para sempre.

Por isso não pode existir a frase “eu a amava, mas não amo mais”. Isso é apenas justificativa para explicar o término de um relacionamento entre duas pessoas que nunca se amaram de verdade.

Amor é para sempre. Quem ama hoje, já amou ontem e vai amar amanhã e depois, e depois, e depois...

Por isso, sempre que quisermos dizer a alguém “eu te amo”, precisamos ter a consciência de que estamos dizendo “eu te amo, sempre te amei e sempre vou te amar”.

Porque é assim o Amor... É como Deus: eterno!

Gilberto Cabeggi

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Lixos existenciais

Se é verdade que a cada dia basta a sua carga, por que então teimamos em carregar para o dia seguinte nossas mágoas e dores?

Há ainda os que carregam para a semana seguinte, o mês seguinte e anos afora...

Nos apegamos ao sofrimento, ao ressentimento, como nos apegamos a essas coisinhas que guardamos nas nossas gavetas, sabendo inúteis, mas sem coragem para jogar fora.

Vivemos com o lixo da existência, quando tudo seria mais claro e límpido com o coração renovado.

As marcas e cicatrizes ficam para nos lembrar da vida, do que fomos, do que fizemos e do que devemos evitar.

Não inventaram ainda uma cirurgia plástica da alma, onde podem tirar todas as nossas vivências e nos deixar como novos.

Ainda bem.

Não devemos nos esquecer do nosso passado, de onde viemos, do que fizemos, dos caminhos que atravessamos.

Não podemos nos esquecer nossas vitórias, nossas quedas e nossas lutas.

Menos ainda das pessoas que encontramos, essas que direcionaram nossa vida, muitas vezes sem saber.

O que não podemos é carregar dia-a-dia, com teimosia, o ódio, o rancor, as mágoas, o sentimento de derrota.

Acredite ou não, mas perdoar a quem nos feriu dói mais na pessoa do que o ódio que podemos sentir toda uma vida.

As mágoas envelhecidas transparecem no nosso rosto e nos nossos atos e moldam nossa existência.

Precisamos, com muita coragem e ousadia, abrir a gaveta do nosso coração e dizer: eu não preciso mais disso, isso aqui não me traz nenhum benefício e eu posso viver sem.

E quando só ficarem as lembranças das festas, do bem que nos fizeram, das rosas secas, mas carregadas de amor, mais espaço haverá para novas experiências, novos encontros.

Seremos mais leves, mais fáceis de ser carregados mesmo por aqueles que já nos amam.

Não é a expressão do rosto que mostra o que vai dentro do coração?

De coração aberto e limpo nos tornamos mais bonitos e atrativos e as coisas boas começarão a acontecer.

Luz atrai, beleza atrai.

Tente a experiência!...

Sua vida é única e merece que, a cada dia, você dê uma chance para que ela seja rica e feliz.

Letícia Thompson

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Para o resto de nossas vidas


Existem coisas pequenas e grandes, coisas que levaremos para o resto de nossas vidas.

Talvez sejam poucas, quem sabe sejam muitas, depende de cada um, depende da vida que cada um de nós levou.

Levaremos lembranças, coisas que sempre serão inesquecíveis para nós, coisas que nos marcarão, que mexerão com a nossa existência em algum instante.

Provavelmente, iremos pela vida afora colecionando essas coisas, colocando em ordem de grandeza cada detalhe que nos foi importante, cada momento que interferiu nos nossos dias, que deixou marcas, cada instante que foi cravado no nosso peito como uma tatuagem.

Marcas, isso... serão marcas, umas mais profundas, outras superficiais, porém, com algum significado também.

Serão detalhes que guardaremos dentro se contarmos para terceiros talvez não tenha a menor importância pois só nós saberemos o quanto foi incrível vivê-los.

Poderá ser uma música, quem sabe um livro, talvez uma poesia, uma carta, um e-mail, uma viagem, uma frase que alguém tenha nos dito num momento certo.

Poderá ser um raiar de sol, um buquê de flores que se recebeu, um cartão de natal, uma palavra amiga num momento preciso.

Talvez venha a ser um sentimento que foi abandonado, uma decepção, a perda de alguém querido, um certo encontro casual, um desencontro proposital.

Quem sabe uma amizade incomparável, um sonho que foi alcançado após muita luta, um que deixou de existir por puro fracasso.

Pode ser simplesmente um instante, um olhar, um sorriso, um perfume, um beijo.

Para o resto de nossas vidas levaremos pessoas guardadas dentro de nós.

Umas porque nos dedicaram um carinho enorme,outras porque foram o objeto do nosso amor, ainda outras por terem nos magoado profundamente, quem sabe haverão algumas que deixarão marcas profundas por terem sido tão rápidas em nossas vidas e terem conseguido ainda assim plantar dentro de nós tanta coisa boa.

Lá na frente é que poderemos realmente saber a qualidade de vida que tivemos, a quantidade de marcas que conseguimos carregar conosco e a riqueza que cada uma delas guardou dentro de si.

Bem lá na frente é que poderemos avaliar do que exatamente foi feita a nossa vida, se de amor ou de rancor, se de alegrias ou tristezas, se de vitórias ou derrotas, se de ilusões ou realidades.

Pense sempre que hoje é só o começo de tudo, que se houver algo errado ainda está em tempo de ser mudado e que o resto de nossas vidas de certa forma ainda está em nossas mãos.

Silvana Duboc

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O caminho da pratica

Para sustentar e dar suporte à nossa prática, cultivamos o reconhecimento da impermanência. Para qualquer lugar que olhemos, há uma mensagem de mudança. Não importa quanta felicidade ou tristeza, raiva ou regozijo experienciemos, precisamos reconhecer sua natureza no momento, pois também irá mudar.

É como o movimento de um dançarino. No decurso da dança, a face mudará, o corpo mudará. Precisamos evitar transformar cada gesto ou movimento em uma grande situação. Ao invés disso, reconhecemos sua natureza ilusória e mutável, e aplicamos esse entendimento em todas as nossas ações. Nunca negamos a importância do não fazer mal aos outros e do fazer bem a eles, enquanto ao mesmo tempo entendemos sua qualidade ilusória e mutável. Isso nos ajuda a apreciar a preciosidade de cada momento e do curto instante que temos para estarmos juntos.

Se, entretanto, como praticantes de qualquer busca espiritual, dissermos que "Meu caminho é o melhor" e desenvolvermos um orgulho tremendo sobre nosso caminho, nosso professor e nossa prática, essa falha irá envenenar nosso fluxo mental.

Não compete a nós julgar diferentes professores e diferentes práticas. Isso é como olhar para um peixe e dizer, "Ó, esse pobre peixe, está todo molhado. Deve ser realmente frio, então, irei cuidar dele e tirá-lo da água onde ficará seco e quente". Isso não irá fazer muito bem ao peixe. Ou o peixe poderia olhar para nós e dizer "Todos esse pobres seres humanos que estão lá fora, onde é tão seco, eu gostaria de vê-los felizes na água comigo". Essa não é a resposta.

Prática significa olhar para a própria mente e reduzir os venenos que ali encontramos. Precisamos respeitar cada pessoa e a prática de cada pessoa. Se não vemos as boas qualidades de uma pessoa, a falha se encontra na nossa percepção.

Se nossos olhos não estão bons, vemos algo incorretamente e dizemos "Bem, aquela coisa tem falhas". Não é o objeto que apresenta falhas, mas a nossa vista. O que necessita de correção é nosso ponto de vista.

O caminho espiritual é como um espelho, fazemos uso dele para nos enxergarmos. Não é como uma janela, pela qual olhamos para fora, julgamos e apontamos os outros. Se o nosso rosto está sujo quando olhamos o espelho, então precisamos limpar nossa própria face, não o espelho.

A vida é curta, então, ao invés de revisar os erros que tenhamos cometido, depositamos confiança no caminho e fazemos o que precisa ser feito, agora e no futuro. Em todos os nossos relacionamentos, só há tempo suficiente para sermos pacientes, amáveis e gentis. Se sairmos por aí pensando, "Eu sou um grande meditador", mas a raiva, a inveja e o orgulho permanecem os mesmos, se não piores, o quão bom é esse tipo de meditação? O benefício vem ao reduzir o auto-apego e os venenos da mente, e ao ser pacífico, compassivo e paciente com os outros.

Assim como os pássaros se empoleiram numa árvore, reúnem-se e então partem, a vida humana é breve. A coisa mais importante nos momentos que temos é ser amável e gentil em todos eles. Não importa se fizemos um retiro de três anos ou se o nosso professor é famoso. A medida de nossa prática é encontrada em nosso próprio fluxo mental. O Buddha Shakyamuni disse que a essência de cada um dos oitenta e quatro mil métodos que ele ensinou é o treinamento da mente.

Agora temos essa breve oportunidade que é a nossa vida. Nesse momento temos a capacidade de mudar nossa mente, portanto devemos usá-la bem, para criar benefício para nós mesmos e para os outros.

Chagdud Tulku Rinpoche, nascido em 1930, pertence à última geração de mestres que herdaram os tesouros dos ensinamentos e métodos Vajrayana.