quarta-feira, 17 de março de 2010

Ante as provas que surgem na vida

É normal que o sorriso não esteja estampado a sua face em todos os dias da sua existência...


Que haja momentos em que prefira parar a ir adiante...


Que as pedras do caminho machuquem bastante a ponto de até pensar se conseguirá resistir...


Que haja instantes em que esteja repleta de questionamentos e não saiba onde encontrar a solução...

Que olhe ao seu redor e sinta falta de companheiros que não mais compartilham da mesma estrada...

Talvez em alguns dias, sinta-se envolvida pela nostalgia dos tempos que não mais retornam...


Fique confusa diante de tantos caminhos e nenhuma garantia...


Por instantes, podem até nascer receios naturais diante da tarefa que surge e convoca sua participação...
Certa manhã, pode acordar e não conseguir vencer a angústia que queima em seu peito...


Não encontrar a saída que tanto busca...
Não saber como fazer para vencer a tristeza...


Nem como controlar a raiva que explode em muitos minutos...
Talvez sinta-se cercada por desafios...

Lágrimas podem nascer, causadas pela sensação de impotência diante do sofrimento que ainda não consegue contornar.


Resignação e paciência parecem tão distantes...
Em alguma curva pode ser que sinta-se perdida e passe a indagar o rumo de seus passos.


E talvez sinta-se mais confusa em não encontrar a resposta...
Em alguma hora no decorrer do seu dia, pode ser que encontre-se pensativa diante de tantos problemas que clamam por soluções...
Veja-se rodeada de incertezas...
Preocupada pelo estado em que se encontram entes queridos.
E com a crescente vontade de estar em um lugar onde só reinasse a paz...
Quantas situações podem tirar o seu equilíbrio?
Envolvê-la na agonia...
E criar a imagem de que está sem chão, sem rumo e sem esperança...


Sentir-se cada vez mais agitada, impaciente com quem está ao seu lado, apressada, tendo um monte de coisas para realizar e ficando com a sensação de que nada se resolve...


Talvez almeje mudanças, mas se aflija com a demora em vê-las concretizadas...


Com tantas adversidades, pode ser que sua confiança fique abalada...
Seja complicado demais reencontrar o ânimo....

E mais ainda perseverar pelos caminhos que lhe aguardam.


Quem sabe olhe ao seu redor e só enxergue sombras a se aproximar...
Espinhos por todos lados...


E uma cruz pesada demais para carregar...
Quantas noites pode vir a passar em claro enumerando o que não deu certo em sua vida...


As oportunidades perdidas...


Desilusões e rupturas que marcaram a sua história...


Em outras noites, pode ser uma dor física que lhe enfraqueça...


Ou talvez seja o coração apertado demais para permitir o repouso de seu corpo...
Acorde com a sensação de que nem descansou...
Fatigada fisicamente e perturbada espiritualmente...


Sinta-se presa ao pessimismo...


Desesperada diante dos conflitos familiares que estão a sua frente.
Assim como dos embates profissionais que necessita enfrentar...


Fardo pesado demais a ser carregado.
Como é difícil manter a fé acesa...
Pode ser que no agora o tempo pareça lento demais...


Ou mudanças inesperadas ocorram sem o seu consentimento...


Venha a ser ferida pela incompreensão...


Seus passos tornem-se vacilantes diante a tempestade que se aproxima...

Tenha dificuldades em conceder o verdadeiro perdão e sofra mais ainda...


Adote a descrença em seu dia a dia, deixando de lado a luz que traz em seu íntimo...


Não creia mais em seus talentos...


Esteja cansada diante de tantas batalhas que não cessam...


Cansada também, de a cada dia buscar dentro de ti a força para prosseguir mesmo diante de tantos infortúnios...


Falte-lhe paz...


Seus pensamentos diante de tantas quedas sofridas, tornaram-se sombrios...


Mantenha aceso à mente apenas a falsa idéia de que a renovação não mais ocorrerá.


Não consiga mais pronunciar uma prece...


Uma palavra ao Alto...


E realmente sinta-se desamparada sem forças para prosseguir...


Tendo a sua frente apenas a escuridão a assombrá-la diante das provas que surgem em seu caminho...


Provas...
Quantas provas...
Como superá-las?
Tantas provas...
Sonia Carvalho

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