sábado, 18 de fevereiro de 2012

Pedras e armaduras


O mestre PahNu caminhava pela montanha com seu discípulo Daniel quando, de repente, uma pequena pedra se soltou das partes mais altas e atingiu levemente a cabeça do garoto.
Irritado, Daniel esbravejou e maldisse a pedra, sob o olhar atento e gozador de seu mestre, que se divertia com a situação.
Passados aqueles momentos de agitação do garoto, Jonas o chamou a sentar-se sob uma árvore e começou a falar:
− Daniel, essa pedra fez com que me lembrasse de uma história, que traz grandes ensinamentos para a nossa vida. Deixe-me contá-la a você… E assim começou:
“Há muito tempo, houve um reino em que as pessoas não respeitavam mais umas às outras. A intolerância entre elas era tanta que Deus ordenou que uma chuva de pedra se abatesse sobre o reino, até que Ele mesmo voltasse a ordenar que a chuva parasse.
Dessa maneira, as pessoas tiveram que se recolher às suas casas e o contato com os demais seres humanos passou a ser muito raro. Mas, também as dificuldades de viverem isolados começaram a se mostrar cada vez maiores. E eles começaram a entender que precisavam uns dos outros.
Foi então que um cientista inventou uma armadura para proteger as pessoas contra as pedras. Assim, todos passaram a usar armaduras e puderam voltar a sair de suas casas e se relacionar novamente com os demais.
Porém, com o tempo, as armaduras passaram a servir também como elementos de divisão, de segregação, entre os homens. Os guerreiros faziam questão de armaduras cada vez mais fortes, para mostrar o seu poder. Os pobres se limitavam às armaduras mais baratas, que lhe ofereciam um mínimo de proteção, enquanto os ricos ostentavam armaduras cobertas de ouro e pedras preciosas, que mostravam a sua “superioridade” social. Já as pessoas de mau caráter optavam por armaduras mais fechadas, que escondiam seus olhos e suas verdadeiras intenções. E, assim por diante, cada um procurava ter a melhor armadura que pudesse comprar e que o tornasse especial, diferenciado, dentro da classe a que pertencia.
Dessa forma, a preocupação maior do ser humano passou a ser com a armadura que vestia, ou iria vestir no futuro. E ninguém mais conhecia um ao outro… Apenas conheciam a armadura que cada um usava.
Assim, o tempo passou, as gerações passaram, de modo que não usar uma armadura passou inclusive a ser passível de punição pelas autoridades locais.
Mas um dia um jovem se revoltou com tudo aquilo e decidiu que nunca mais usaria uma armadura. Saiu para a rua com roupas de tecido normal, e assim passou a viver. Até que foi preso e julgado por sua insanidade.
Durante o julgamento, um dos acusadores o questionou, preocupado:
− Meu jovem… Você sabe que está errado perante a nossa lei e que está sendo julgado por não usar armadura. Mas, diga-nos somente uma coisa: como é que as pedras que caem do céu não o ferem?
Espantado, o jovem somente retrucou:
− De quais pedras você está falando?…
Deus havia parado com a chuva de pedras já fazia muito tempo, porém os homens, preocupados apenas com a aparência de suas armaduras, nem ao menos haviam reparado que elas não eram mais necessárias.”
Jonas concluiu, então:
− Essa história pode nos ensinar diversas lições. Mas há uma em especial para a qual eu gostaria de chamar sua atenção:
Muitas vezes trazemos do nosso passado coisas de que nem ao menos recordamos sua origem − são pensamentos, comportamentos e atitudes que eram adequados a uma determinada época em que vivemos, mas que já não nos servem mais. Carregamos essa carga extra, que somente nos atrasa e dificulta a nossa caminhada. Continuamos a usar armaduras para nos proteger de pedras, quando as pedras já não mais existem.
Por isso é importante parar a cada dia e pensar com cuidado sobre quais as armaduras que estamos vestindo e que já não são mais necessárias. Não importa o que o levou a usar essas armaduras, olhe com cuidado e perceba se já não é hora de abandoná-las.
Saber a hora de abandonar aquilo que não nos serve mais, abandonar o passado, deixar o passado no passado, é fundamental…
Somente estando livre das cargas do passado é que você poderá caminhar decididamente, vivendo melhor o seu presente e construindo um futuro mais feliz.
Gilberto Cabeggi

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Obesidade

As causas na visão holística

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é definida como um problema de saúde pública, integrando a lista dos dez fatores de risco para saúde global e classificada como epidemia. Os dados da OMS revelam que há 300 milhões de obesos no mundo e, destes, um terço está nos países em desenvolvimento. 

Segundo estudos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de pessoas obesas está aumentando. As pesquisas indicam que há cerca de 17 milhões de obesos no Brasil, o que representa 9,6% da população. 

O curioso é que 70% das pessoas que estão acima do peso, não sofrem de fome, mas sim de vontade de comer, ou seja, não comem apenas para abastecer o físico, mas utilizam-se do alimento a fim de suprir uma carência, desequilíbrio emocional ou como compensação.

Mas afinal, obesidade é apenas uma doença física? Está relacionada à estética e moda ou local e época? É decorrência de emoções e sentimentos em desalinho e mal resolvidos? O que leva uma pessoa a se alimentar diariamente de forma desregrada e engordar a cada semana, a cada mês, sem que tenha força para buscar uma solução definitiva?

A questão é bastante polêmica e objeto de estudo há muito tempo, tanto no que tange as causas como soluções.

Porém, entendo que enquanto você acreditar que o excesso de peso é apenas um problema hereditário, distúrbio de glândulas, descontrole alimentar, vida desregrada, ou seja, identificar o causador da doença somente como fator externo, não obterá a cura profunda e definitiva.

Não há como negar que tais fatores são auxiliares no aumento de peso, mas deve-se compreender que há uma causa mais profunda e íntima, ligada à consciência, de acordo com os pensamentos, sentimentos e atitudes constantes.

Desta forma, a obesidade não pode mais ser vista apenas como uma doença do físico, mas principalmente dos corpos emocional, mental e espiritual. É o organismo (o qual é o reflexo do interior), mostrando que a essência, a alma, está doente.

Nesta senda, conclui-se que é possível obter mudanças físicas significativas e duradoras somente quando descoberta a verdadeira origem da obesidade. Curar a causa, considerando que a gordura corporal é apenas o efeito.

Vemos casos em que ocorre uma perda de peso bastante significativa, mas em poucos meses, os quilos eliminados e alguns mais retornam, desmotivando ainda mais o indivíduo.

Isto ocorre porque a causa primária da obesidade não foi curada e ninguém consegue permanecer uma vida inteira de dieta, pois é preciso aprender comer e não compensar as desilusões na alimentação. A comida não pode ser utilizada como companheira nos momentos de tristeza e solidão, nem como vilã, quando em processo de emagrecimento.

Oportuno mencionar que muitos são os casos em que as pessoas não dão atenção à saúde ao buscar o emagrecimento do corpo físico, mas à moda, à mídia, que mostra a magreza excessiva como sinônimo de beleza.

Antes de tudo, é necessário a autoaceitação e entender o real motivo de estar engordando, verificando se realmente está acima do peso ou com algum distúrbio alimentar (bulimia, anorexia), emocional ou mental, que faz com que a realidade seja mascarada.

Em outras situações, as pessoas estão tão descontentes com a vida que recorrem à dietas malucas e tidas como milagrosas, colocando em risco sua saúde. Porém, sabe-se que inexiste beleza do corpo físico que cure a autoimagem. 

É fato que o indivíduo obeso tem a vida altamente prejudicada, seja nos aspectos pessoal, profissional, familiar, social e ainda tem sua saúde debilitada, o que gera várias doenças decorrentes do peso excessivo. 

E quando isso tudo ocorre, com certeza, traz prejuízos à alma: sentimentos de inferioridade, culpa, desprezo por si mesmo, desespero, falta de iniciativa.

Assim, muitas vezes as pessoas utilizam-se de dietas sem acompanhamento de profissionais capacitados, bastante restritivas, que além de não funcionarem, afetam a saúde física e psíquica. 

E nesta luta contra a balança, comida e imagem pessoal, o obeso tenta vários métodos, que percebemos cada vez mais difundidos e alguns disponíveis a qualquer classe econômica, mas que trazem perigos para a saúde.

Mas será que existem formas de emagrecimento eficazes e permanentes? Será que a mente, o pensamento positivo, a persistência, a autoestima, a espiritualidade podem contribuir para o emagrecimento? E como atingir tal estado? O que é preciso eliminar da vida para ser feliz e saudável?

Primeiramente, você precisa eliminar a vitimização de sua vida, pois, não é o marido, por exemplo, que lhe deixa acima do peso, não é o chefe, que considera chato que dificulta o seu emagrecimento, não são os filhos, nem a vida agitada, nem a falta de tempo, mas somente você.

É preciso olhar para dentro, para essência, e entender os sentimentos, pensamentos e emoções e, o quanto eles contribuem para que você continue a se alimentar em demasia, a fim de compensar uma vida sem propósito. Identificar qual a emoção ou sentimento desencadeado no momento da alimentação, a partir de então, você perceberá que está comendo para suprir uma necessidade emocional, mental, ou espiritual, mas não física.

Em segundo lugar, agradeça o corpo que tem, pois é seu templo sagrado, a morada de sua alma, feito sob medida para mais uma jornada evolutiva.

Sabemos que a gratidão é um dos sentimentos mais nobres e libertadores. Se você quer saúde e felicidade deverá agradecer suas bênçãos, ser grato por tudo que tem em sua vida em todos os setores e por tudo que conquistará. Ao ter consciência da perfeição divina, certamente os cuidados com o físico se intensificarão, à medida que o exterior é o reflexo do interior.

Então, se o corpo físico está inchado e gordo, como será que está seu interior? Será que o sentir e pensar não está intoxicando a morada física?

Porém, não esqueça de não colocar-se na posição de vítima, pois, não foi Deus, o Universo, que fez você engordar, mas você mesma.

Prosseguindo, se até o presente momento as escolhas que você fez em sua vida não foram acertadas ou lhe trouxeram angústia e tristeza, coloque um ponto final nisto e parta para ação. Na condição de humanos, inseridos no mundo da matéria, muitas vezes ocorre a falha, mas o que não pode ocorrer é permanecer no erro.

E a comida, em alguns casos, é uma forma de autopunição e autossabotagem, falta de coragem para eliminar da vida tudo que não traz felicidade, seja um relacionamento, uma mágoa, um trabalho que não traz satisfação, um desafeto não resolvido.

Então, a partir de agora, responsabilize-se por todos seus atos, agradeça as benções que possui e esqueça o passado, não alimente a mágoa, o ressentimento por si própria ou por terceiros.

Inicie um programa de exercícios físicos, nem se for uma caminhada de quinze minutos diários, pois quando você se exercita, se sente mais disposto, com mais coragem e discernimento em suas escolhas e projetos, inclusive, os pensamentos tornam-se mais rápidos.

Nesta senda, percebemos que a lentidão da pessoa gorda não é apenas do corpo físico, mas da mente, de seus pensamentos, pois normalmente o gordinho espera sentado a vida lhe levar. Aguarda para fazer exercícios, para iniciar uma reeducação alimentar, para tomar decisões, dependendo de fatores externos e terceiros.

Sabemos que o Universo não é estático, desta forma, como também somos parte integrante do Todo, nossa natureza é o movimento, a atividade física. Observando as crianças, percebemos que estão em constante movimento, sentindo prazer em tal escolha. Para elas permanecer parado não é algo natural.

Desta forma, se você sente indisposição para atividade física, apenas acostumou-se com o comodismo, com um estilo de vida sedentário, porém, pode ser modificado.

Ao iniciar uma atividade física regularmente você envia uma mensagem para seu corpo de que está novamente ativo, pois o movimento é sua verdadeira natureza.

Outro fator importantíssimo é você não esquecer que ?somos o que pensamos ou tememos ser?. Você não é gordo, está gordo ou acima do peso, o que é bem diferente.

Substitua os pensamentos depreciativos de sua imagem física por elogios, perdão, amor por si próprio, pois se você amar-se verdadeiramente, ocorrerão mudanças positivas em todos os aspectos do ser.

Não se iluda fingindo para você mesmo que pensar, sentir, agir de forma positiva não lhe trará benefícios, pois não fomos nós que inventamos a lei universal da atração e, há milhares de anos Grandes Mestres e personalidades da história tratavam sobre o assunto.

O imprescindível para ter coragem, disposição e persistência para realização das mudanças necessárias, sem dúvida, é a busca da verdade interior. A pessoa obesa ou acima do peso, embora tenha passado uma vida em tentativas frustradas de emagrecimento, dando atenção ao invólucro físico, ainda não tentou o mais importante, que é dar atenção e cuidados a sua essência, através de autoconhecimento, seja através de terapia, meditação, reiki, regressão, oração, ou tantos outros métodos de cura natural e holística.

Portanto, não esqueça que você é um ser espiritual vivendo uma experiência física e precisa dar atenção a sua alma, buscar espiritualidade (que é diferente de religião), se conhecendo, prestando atenção as suas emoções, sentimentos, pensamentos, curando os aspectos negativos e dando ênfase aos positivos.

Isso porque, a fome interior não é saciada com a alimentação da terceira dimensão, mas apenas e unicamente com comida/alimento espiritual.


Viviane Draghetti

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Crescimento

A idéia de crescimento, em geral, está relacionada aos aspectos físicos do ser humano, porém, ele é muito mais amplo e ultrapassa os limites do crescimento biológico.

Crescer, no sentido mais profundo, significa superar a dimensão meramente animal e ir além da busca pela satisfação das necessidades básicas à sobrevivência.

Se não nos dedicarmos ao desenvolvimento de nosso crescimento emocional e espiritual, certamente levaremos uma vida muito menos preenchida da verdadeira satisfação.

Esta é uma tarefa que deveria, pelo menos a princípio, ser estimulada desde nossa mais tenra infância. Entretanto, não é o que acontece à maioria das pessoas. 

Vamos, aos poucos, direcionando o foco de nossa vida ao mundo exterior, na busca de conquistas materiais, que embora necessárias, não constituem, em absoluto a única razão da vida.

Ao contrário, se não alimentarmos a dimensão interior de nosso ser, ao perdermos momentaneamente as bases materiais que nos sustentam, podemos sucumbir de modo definitivo ao desespero, à angustia e à depressão.

Refazer esta rota e retomar o caminho do qual fomos desviados, resgatando a conexão com a única realidade verdadeira, -o divino-, só pode ser possível se estivermos firmemente determinados a fazer de nossa vida uma trajetória de paz e alegria, ao invés de um simples caminhar ao encontro da morte.

Você disse recentemente que a maior parte da humanidade está vegetando, não vivendo. Por favor, explique para nós a arte de viver de maneira que a morte possa tornar -se também uma celebração.

...O homem nasce para atingir a vida, mas tudo depende dele. Ele pode perdê-la. Ele pode seguir respirando, ele pode seguir comendo, ele pode seguir envelhecendo, ele pode seguir se movendo em direção ao túmulo - mas isto não é vida. Isto é morte gradual, do berço ao túmulo, uma morte gradual com a duração de setenta anos.

E porque milhões de pessoas ao redor de você estão morrendo esta morte lenta e gradual, você também começa a imitá-los. As crianças aprendem tudo daqueles que estão em volta delas e nós estamos rodeados pelos mortos. Então, temos primeiro que entender o que eu quero dizer por ‘vida’. Ela não deve ser simplesmente envelhecer. Ela deve ser desenvolver-se. E isto são duas coisas diferentes. Envelhecer, qualquer animal é capaz. Desenvolver-se é a prerrogativa dos seres humanos. Somente uns poucos reivindicam o direito.

Desenvolver-se significa mover-se a cada momento mais profundamente no princípio da vida; significa afastar-se da morte - não na direção da morte. Quanto mais profundo você vai para dentro da vida, mais entende a imortalidade dentro de você. Você está se afastando da morte; chega um momento quando você pode ver que a morte não é nada, apenas um trocar de roupas ou trocar de casas, trocar de formas - nada morre, nada pode morrer. A morte é a maior das ilusões que existe.

Para se desenvolver, simplesmente observe uma árvore. Enquanto a árvore cresce, suas raízes estão crescendo para baixo, mais profundas. Existe um equilíbrio; quanto mais alto a árvore vai, mais fundo as raízes irão. Você não pode ter uma árvore de cento e cinqüenta pés de altura com pequenas raízes; elas não poderiam suportar tal árvore imensa. Na vida, se desenvolver significa crescer profundamente para dentro de você mesmo - que é onde suas raízes estão.

...Para mim o primeiro princípio da vida é meditação. Tudo o mais vem em segundo lugar... Meditação significa entrar na sua imortalidade, entrar na sua eternidade, entrar na sua divindade. E a criança é a pessoa mais qualificada porque ela ainda está sem a carga da educação, sem a carga de todo o tipo de lixo. Ela é inocente. Mas infelizmente a sua inocência está sendo condenada como ignorância.

Ignorância e inocência têm uma similaridade, mas elas não são a mesma coisa. Ignorância também é um estado de não conhecimento, tanto quanto a inocência é. Mas existe também uma grande diferença, que passou despercebida por toda a humanidade até agora. A inocência não é instruída - mas também não é desejosa de ser instruída. Ela é totalmente contente, preenchida...

O primeiro passo na arte de viver será criar uma linha de demarcação entre ignorância e inocência. Inocência tem que ser apoiada, protegida - porque a criança trouxe com ela o maior tesouro, o tesouro que os sábios encontram depois de esforços árduos. Os sábios têm dito que se tornaram crianças novamente, que eles renasceram.

...Limpe a sua mente de tudo o que não é conhecido por você, de tudo o que é emprestado, tudo o que veio da tradição, convenção, tudo o que lhe foi dado pelos outros. Simplesmente, desfaça-se disto. Novamente seja simples, mais uma vez seja uma criança. E este milagre é possível pela meditação.

...O ser é você e descobrir o seu ser é o começo da vida. Então, cada momento é uma nova descoberta, cada momento traz uma alegria. Um novo mistério abre as suas portas, um novo amor começa crescer em você, uma nova compaixão que você nunca sentiu antes, uma nova sensibilidade a respeito da beleza, a respeito da bondade.
Você se torna tão sensível que, inclusive, a menor folha de grama tem uma imensa importância para você. Sua sensibilidade torna claro para você que esta pequena folha de grama é tão importante para a existência quanto a maior estrela; sem esta folha de grama, a existência seria menos do que é. E esta pequena folha de grama é única, ela é insubstituível, ela tem a sua própria individualidade.

E esta sensibilidade criará novas amizades para você - amizades com árvores, com pássaros, com animais, com montanhas, com rios, com oceanos, com estrelas. A vida se torna mais rica enquanto o amor cresce, enquanto a amizade cresce... Quando você se torna mais sensível, a vida se torna maior. Ela não é um pequeno poço, ela se toma oceânica.

...A meditação lhe traz sensibilidade, uma grande sensação de pertencer ao mundo. Este é o nosso mundo - as estrelas são nossas e nós não somos estrangeiros aqui. Nós pertencemos intrinsecamente à existência. Nós somos parte dela, nós somos o coração dela.
Em segundo lugar, a meditação irá lhe trazer um grande silêncio - porque todo o lixo do conhecimento foi embora, pensamentos que são partes do conhecimento foram embora também... Um imenso silêncio e você é surpreendido - este silêncio é a única música que existe. Toda música é um esforço para manifestar este silêncio de algum modo.

...A morte deveria ser uma aceitação pacífica, uma entrada amorosa no desconhecido, um alegre despedir-se dos velhos amigos, do velho mundo...
Comece com a meditação e muitas coisas crescerão em você - silêncio, serenidade, êxtase, sensibilidade. E o que quer que venha da meditação, tente trazê-lo para a sua vida.

Compartilhe isto, porque tudo o que é compartilhado cresce mais rápido. E quando você atingir o momento da morte, você saberá que não existe morte. Você pode dizer adeus, não existe necessidade de nenhuma lágrima de tristeza - talvez lágrimas de felicidade, mas não de tristeza”.
Osho, O Livro da Cura.


Elisabeth Cavalcante

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Sete ideias de felicidade

Um grande executivo amigo meu me pediu para falar sobre felicidade para um grupo de altos executivos de empresas. Vou contar pra você o que eu contei pra eles: as sete ideias da felicidade.

1. Todos nós, homens e mulheres, temos “TPM”. Com uma diferença: as mulheres sabem quando estão de TPM, mas os homens não! Nesses dias é melhor tomar cuidado e não agir de modo impulsivo. Muito cuidado para não colocar o seu mau humor em cima de ninguém.

2. Felicidade é ter equipe. Quando você tem uma equipe, seja na sua vida profissional ou na vida pessoal, tem com quem dividir as responsabilidades e os esforços, tem alguém que ajuda você, de modo que pode viver mais tranquilo e feliz.

3. O mestre Osho diz que “somente os perdedores podem ganhar a felicidade”. O espírito de querer ganhar sempre cria uma situação insustentável e ansiosa. Quem quer ganhar todas as disputas, perde a vida.

Felicidade é um estado de aprendizado, de evolução. Você perdeu? Aprenda. Na verdade, ninguém erra. Ou você acerta, ou aprende. 

4. Na vida não existe preto nem branco. Nada é tanto o céu ou é tanto a terra. Ninguém é tão maravilhoso que não tenha defeitos e ninguém é tão defeituoso que não tenha virtudes. Compreenda esse equilíbrio e não crie expectativas irreais.

5. As pessoas não brigam com você. Elas brigam para jogar as próprias frustrações nas suas costas. Elas brigam contra aquilo que você representa. 

6. Os caminhos do sucesso não levam à felicidade. Para ter sucesso você tem de correr atrás de um objetivo. Para ser feliz você tem de gostar daquilo que tem neste momento.

7. Tenha alto astral. Sorria, conte uma piada, brinque. Não se leve tão a sério. 

Cuide bem de você e seja feliz. Você merece!

Roberto Shinyashiki

Um dia perfeito

Uma noite dessas, você vai para a cama sabendo que viveu um dia perfeito, que fez o que devia e queria fazer para avançar sua vida e a daqueles com você; um dia no qual você esteve ao lado das pessoas certas e no qual você foi a pessoa certa de se estar ao lado; um dia no qual você dorme agarrado à quem você quer estar agarrado, que também adora viver isso com você.

Mas enquanto este dia perfeito não chega, você pode fazer com que partes dele aconteçam.

Talvez você não possa fazer tudo o que quer fazer, então faça hoje o que você deve fazer. Talvez você não possa estar ao lado das pessoas certas, mas pode ser a pessoa certa de se estar ao lado; talvez você não vá dormir agarrado a quem você ama, mas pode dar o primeiro passo em direção a esta pessoa.

Uma noite dessas, você vai para a cama sabendo que viveu um dia perfeito.

Mas hoje à noite, dependendo do que você fizer, você pode ir para a cama sabendo que fez o que deveria fazer, foi quem deveria ser e moveu-se para a direção que queria se mover.

Hoje à noite você pode deitar a cabeça no travesseiro e dizer: estou mais próximo, ou próxima, de um dia perfeito. E isso, aliado ao fato de estar vivo, somente isso, já torna este um dia quase perfeito!

Aldo Novak

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Olhe para dentro de voce

Se você está com olhos bem abertos, experimente fechá-los...
Agora abra-os somente para o lado de dentro.
Chegou a hora de visitar por uns instantes seu mundo interior.
Passeie calmamente aí por dentro de você,
detendo-se longamente às boas imagens que você tem guardadas.
Não há qualquer problema em visitar o seu arquivo,
ou o seu velho baú, desde que seja para buscar inspiração no passado, alimentar e dar força ao presente. Atenha-se ao que de mais precioso você viveu.
Alguém especial vem se formando e se moldando pelo tempo e pela história desse tempo.
Você é feliz pelo sonho de criança que você vem cultivando dia após dia, ano após ano.
Se quiser abrir os olhos, abra-os bem e procure revelar a criança que ainda brilha em você
Agradeça.
A vida continua.
Hoje vai ser mais um dia na construção da sua história.
As cenas do dia que começa também vão ficar marcadas, e você poderá visitá-las.
Hoje você escreve mais uma boa página nessa história.
Está no ar a criança que você sempre preservará dentro de si.
Coração aberto, sorriso pronto, abraço fácil, beijo sincero.
Na rua, no trabalho, em casa, todo mundo vai notar que está diante de alguém muito especial. 



Carlos Drumond de Andrade



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Diminua o ritmo

Sempre que você sentir que está ficando infeliz, diminua o ritmo, não se apresse, faça movimentos suaves como no tai chi chuan.

Se estiver triste, feche os olhos e deixe o filme passar muito lentamente. Observe o que está acontecendo de acordo com uma perspectiva abrangente.Faça tudo sem pressa, de forma que você possa ver cada ato separadamente. Se estiver ficando irritado, faça a mesma coisa — mergulhe lentamente no sentimento.

Durante alguns dias, reduza o ritmo de sua vida. Ande mais devagar do que o habitual, tome um banho mais demorado, coma com mais vagar e mastigue mais vezes.

Quando você reduz o ritmo de todas as coisas, automaticamente a máquina do seu corpo diminui a velocidade. Não há diferentes mecanismos em ação, apenas um único mecanismo orgânico — o mesmo que lhe permite andar, falar e ficar irritado.

É uma experiência única: seus pensamentos e desejos tornam-se mais lentos, todos os seus velhos hábitos ficam diferentes. 
Reduzindo todos os ritmos, você verá que a tristeza, a raiva e a violência também diminuirão.

Isso lhe dará uma chance de ver como você está lidando com as coisas.

Osho, em "Uma Farmácia Para a Alma"

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Responsabilidade


Cansei de me flagrar em circunstâncias em que eu jurava que havia ocorrido uma falha do cenógrafo na montagem do ambiente: tudo o mais poderia estar no lugar correto, mas não era para eu estar ali. Aí era um tal de listar os supostos culpados, lamentar a má sorte, um blablablá triste toda vida, sob o fundo musical de “Ó, Deus, como sou infeliz”. Muitas cenas depois, porque só o tempo é capaz de nos dar olhos que veem um pouco além das aparências, comecei a encaixar as peças daquelas tais circunstâncias e a perceber que estive exatamente onde eu me coloquei. Nem um centímetro a mais nem a menos. Eram os meus sentimentos, minhas dores pendentes de cura, minha resistência à mudança, minhas crenças equivocadas sobre mim, que me atraíam para aqueles cenários. Peças encaixadas, descobri que, no fim das contas, a roteirista o tempo todo era eu.

Se a história não me agrada, preciso aprender a reescrevê-la até que se torne parecida com a ideia que passa pelo meu coração. O roteiro só muda quando eu assumo a minha responsabilidade por ele e me trabalho para ser capaz de modificá-lo. Não adianta culpar o cenógrafo.

Ana Jácomo

domingo, 29 de janeiro de 2012

Faça as pazes com seus desafios

Você já deve ter lido a frase que diz que a grama do vizinho é sempre mais verde. E já pensou sobre isso? Por que será que olhamos a vida do outro achando que é mais feliz?

Acho que infelizmente pensamentos superficiais tomam conta da maioria das pessoas. Alguns exibem uma falsa felicidade para se afirmarem e outros compram esta idéia porque aceitam a condição de vítimas, já que a vítima precisa afirmar sua condição infeliz. 

São aprisionamentos, condições obscuras da mente. Pois pensar que podemos mudar nosso destino, resgatar nossos karmas com alegria dá muito trabalho e, de fato, tenho que concordar que mudar a forma de ver a vida exige esforço no aprendizado. Mas confesso para você, amigo leitor, que não quero mais ficar reclamando da vida, dos políticos, da injustiça da sociedade. Porque já descobri que isso não muda nada.

As pessoas não mudam sua atitude porque as criticamos. Os governos não mudam porque não concordamos. As coisas só mudam quando a gente muda, quando arregaçamos as mangas e trabalhamos com afinco na mudança do nosso pequeno mundo, e se muitas pessoas fizerem essa reforma interior e assumirem para suas vidas essa mudança de postura, com certeza, toda a sociedade sofrerá esse impacto favorável.

Poderia aqui criticar o descaso com a educação, a necessidade de uma mudança na saúde pública e tornar esse artigo um desabafo político, mas de que isso iria adiantar? Talvez algumas pessoas concordassem comigo, mas seria mais uma reclamação vibrando num mundo de pessoas descontentes, mas prefiro focar a minha atenção e chamar você para olhar e refletir sobre o que lhe faz feliz.

Aliás, essa é uma boa pergunta para você fazer para si mesmo: o que lhe faz feliz? O amor de alguém? A atenção que recebe? O carinho? Uma mesa farta? Um local bonito, com boa energia para descansar? Um abraço apertado?
Certamente, somos felizes quando nos sentimos aceitos, amados, respeitados, queridos e para isso precisamos do apoio, da aceitação, do compartilhar com as pessoas. A felicidade nasce em nós, no nosso interior, mas quando vem para fora é para ser trocada, compartilhada com alguém. E não me refiro apenas a um par romântico, apesar dessa troca ser muito boa. 

Precisamos do outro de forma geral, do amigo, do irmão, do sorriso do colega. Precisamos do bem do mundo a nossa volta. Precisamos ver e talvez caminhar pela grama do vizinho e se ela estiver muito linda, muito verde, melhor! Porque se ele é nosso vizinho significa que a nossa casa se enfeita com a bela vista. Por isso, faça de uma vez por todas as pazes com seus desafios e os enfrente. Não para uma briga, mas com coragem de analisar o que lhe acontece com o objetivo de mudar, de crescer e de vencer aquilo que limita sua felicidade. E se a felicidade amanhã não será possível porque as coisas estão muito complicadas para você, programe-se para ser mais feliz na próxima semana, no próximo mês, mas não adie muito essa felicidade porque a vida é sua, mas o tempo é de Deus, e só ele sabe o dia em que você não estará mais por aqui, nem para reclamar, nem para ser feliz!


Maria Silvia Orlovas

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O tecido da vida

O tecido de que é feita a vida é composto por muitas tramas, algumas simples, outras com grande multiplicidade de cores e formas, que formam um grande mosaico.

E a principal matéria-prima deste tecido é, sem dúvida alguma, a emoção. Cada pequeno ato que praticamos, estejamos nós conscientes ou não, é direcionado por uma emoção.

Até mesmo a simples decisão de escolher o sabor de um sorvete é ditada pela sensação de prazer que ele nos proporcionará. Se estamos tristes, certamente buscaremos naquele alimento, uma forma de compensação, ainda que momentânea, para esta emoção.

Por essa razão, é essencial que permaneçamos conscientes das emoções que estão predominando em nós. Elas farão toda a diferença e determinarão se nossa vida será feliz ou miserável.

E, se as emoções são as principais componentes do tecido da vida, sem qualquer sombra de dúvida, o amor, a fonte mais poderosa de emoções positivas que temos à nossa disposição, coloca-se como o fio mais valioso deste tecido.

Quando vivemos em perfeita sintonia com nossa essência, com a fonte de amor que habita dentro de nós e que nos originou, nossa vida se transforma num êxtase permanente, pois o coração está sempre no comando.
Senti-lo pulsando a cada instante e conectando-se profundamente com o coração de cada ser que encontramos em nosso caminho, é a única maneira de conhecermos o real e verdadeiro sentido da palavra felicidade.

Busquemos, então, a cada dia, honrar o divino em nós, amando-nos e vivendo em perfeita sintonia com ele, pois só assim nossas ações serão totalmente fiéis aos anseios de nossa alma.

... O coração é o centro negligenciado. Quando você começa a prestar atenção nele, ele começa a funcionar. Quando ele começa a funcionar, a energia que estava automaticamente indo para a mente, começa a se mover através do coração. E o coração está mais próximo do centro de energia. O centro de energia está no umbigo – assim, bombear energia para a cabeça é, na verdade, um trabalho árduo.

É para isso que existem todos os sistemas educacionais: para ensiná-lo a bombear energia do centro, diretamente para a cabeça. Para ensiná-lo a se desviar do coração. Dessa maneira, nenhuma escola, nenhum colégio, nenhuma universidade ensina a sentir. Eles aniquilam o sentir, porque sabem que, se você sentir, não poderá pensar.
Se você sentir muito, então, a energia ficará parada no centro do coração, não irá para a cabeça. Ela só pode ir para a cabeça quando o centro do coração é completamente negado. Ela tem de ir para algum lugar, tem de encontrar uma saída. Se o coração não for a saída, ela irá para a cabeça.

De fato, todo o sistema educacional desenvolvido em todo o mundo é para ensiná-lo a evitar o coração, a como tornar-se mais e mais mental e a como bombear a energia diretamente para a cabeça.

Assim, o amor é negado, o sentimento é negado, condenado – é quase um pecado sentir. A pessoa tem de ser lógica e racional, não emocional. Se você for emocional, as pessoas dirão que você é infantil – de certa forma, eles estão literalmente certos, porque só uma criança sente.

Uma pessoa adulta instruída, culta, condicionada, pára de sentir. Ela se torna quase seca, madeira morta – não flui mais nenhum sumo dali. Daí haver tanto sofrimento: o sofrimento é por causa da cabeça.

A cabeça não pode celebrar, não há nenhuma celebração possível através da cabeça – ela pode pensar sobre e sobre e sobre, mas ela não pode celebrar. A celebração acontece através do coração.

Assim, a primeira coisa é começar a sentir cada vez mais e mais. Torne-se uma morada de amor, um santuário de amor; este é o primeiro passo. Uma vez que você dê este primeiro passo, o segundo será muito, muito fácil.

Primeiro, você ama – a metade da jornada está completa. E assim como é fácil mover-se da cabeça para o coração, é ainda mais fácil mover-se do coração para o umbigo. No umbigo você é simplesmente um ser, puro ser.

OSHO, For Madmen Only.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Nexo


Olhando daqui, percebo que pessoas e circunstâncias tiveram um propósito maior na minha vida do que muitas vezes eu soube, pude, aceitei, ler. Parece-me, agora, que cada uma, no seu próprio tempo, do seu próprio modo, veio somar para que eu chegasse até aqui, embora algumas vezes, no calor da emoção da vez, eu tenha me rendido à enganosa impressão de que veio subtrair. A vida tem uma sabedoria que nem sempre alcanço, mas que eu tenho aprendido a respeitar, cada vez com mais fé e liberdade.

O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos.

Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo, invariavelmente. Curvo meu coração em reverência a todos os mestres, espalhados pelos meus caminhos todos, vestidos de tantos jeitos, algumas vezes disfarçados de dor.

Eu mudei muito nos últimos anos, mais até do que já consigo notar, mas ainda não passei a acreditar em acaso.

Ana Jácomo

Compreenda



Compreenda... que você é uma consciência imperecível.
Compreenda... que viver é importante para aprender e crescer.
Compreenda... que tudo passa, e importante é a lição que fica.
Compreenda... que "não vale a pena ganhar o mundo, mas perder a alma".
Compreenda... que a verdadeira prosperidade é o equilíbrio de corpo e alma.
Compreenda... que o Céu e o inferno são portáteis, estão dentro de cada ser.
Compreenda... que é o amor que dá graça às coisas da vida.
Compreenda... que o espírito não nasce nem morre, apenas vive sempre!
Compreenda... que não adianta uma roupa brilhante, se o olhar é opaco.
Compreenda... que espiritualidade não é religião, mas um estado consciencial.
Compreenda... que passos levianos não trilham caminhos profundos.
Compreenda... que há um AMOR IMANENTE que lhe ama profundamente.
Compreenda... que suas energias revelam o que você pensa e sente.
Compreenda... que quem planta pimentas, jamais poderá colher morangos.
Compreenda... que a ignorância é a grande dor que aflige o ser.
Compreenda... que a ignorância termina onde começa o conhecimento.
Compreenda... que a ignorância tem um fim, mas o conhecimento não!
Compreenda... que vale a pena viver, vale a pena ter vindo à Terra.
Compreenda... que a Mãe Terra lhe recebeu de braços abertos. Honre-a!
Compreenda... que há um Himalaia inteiro dentro de você. Escale-o!
Compreenda... que os grandes mestres ajudam em silêncio.
Compreenda... que o nascer do sol não faz barulho.
Compreenda... que o despertar de sua consciência é igual ao nascer do sol.
Compreenda... que ser iniciado na LUZ demanda responsabilidade luminosa.
Compreenda... que há uma canção sutil. Escute-a!
Compreenda... que há coisas que não se entende, só se sente!
Compreenda... que há um AMOR que lhe compreende. Aceite-o!
Compreenda... que você não pode ser enterrado ou cremado. Você é espírito!
Compreenda... que no escuro da caverna, foi a Mãe Divina que lhe guiou.
Compreenda... que há vozes sutis que revelam coisas grandes no coração.
Compreenda... que há amigos invisíveis que lhe inspiram. Sintonize-os!
Compreenda... que quando há arrogância, desaparece a simpatia.
Compreenda... que todos os seres, você e eu, somos COMPREENDIDOS!
Compreenda... que o AMOR QUE AMA SEM NOME compreende.
Compreenda... que vale a pena viver, para sempre aprender!
Compreenda... Compreenda... Compreenda...


Wagner Borges

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O convite



"Não me importa o que você faz para sobreviver. Quero saber qual a sua dor e se você tem coragem de encontrar o que seu coração anseia.
Não me importa saber sua idade. Quero saber se você se arriscaria parecer com um louco por amor, pelos seus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me importa saber quais planetas estão quadrando sua lua. Quero saber se você tocou o âmago de sua tristeza, se as traições da vida lhe ensinaram, ou se omitiu por medo de sofrer.
Quero saber se você consegue sentar-se com as dores, minhas ou suas, sem se mexer para escondê-las, diluí-las ou fixá-las.
Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se pode dançar com selvajaria e deixar o êxtase preenchê-lo até o limite sem lembrar de suas limitações de ser humano.
Não me importa se a estória que você me conta é verdadeira.
Quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro para si mesmo, se pode suportar a acusação da traição e não trair sua própria alma.
Quero saber se você pode ser fiel e consequentemente fidedigno.
Quero saber se você pode enxergar a beleza mesmo que não sejam bonitos todos os dias, e se pode perceber na sua vida a presença de Deus.
Quero saber se você pode viver com as falhas, suas e minhas, e ainda estar de pé na beira do lago e gritar para o prateado da lua cheia.... "Sim"!
Não me importa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem.
Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de pesar e desespero, exausto, e fazer o que tem de fazer para as crianças.
Não me importa saber quem você é, ou como veio parar aqui. Quero saber se você estará ao meu lado no centro do fogo sem recuar.
Não me importa saber onde, o que, ou com quem você estudou. Quero saber o que sustenta o seu interior quando todo o resto desaba.
Quero saber se você pode estar só consigo mesmo e se verdadeiramente gosta da companhia que carrega em seus momentos vazios.
Feliz caminhada a todos.....
Desejo que encontrem a coragem e sabedoria para serem verdadeiros consigo mesmos. Obrigado por permitir-me partilhar um presente..."

Oriah Mountain Dreamer