sábado, 30 de janeiro de 2010

Por que o amor nos consome?



Experenciamos o amor - ou o desamor - nos seus mais diversos níveis de intensidade. Passamos uma vida inteira entre altos e baixos de um sentimento que nos acompanha, seja pela carência ou pelo excesso, e que deixa-nos marcas profundas, "feridas" psíquicas ou agradáveis lembranças que nos trazem sensações de felicidade...
No entanto, porque a busca pelo amor perfeito nos angustia tanto? Por que perseguimos um ideal que nos proporcione "orgasmos" de completude e "gozos" de felicidade?
Justamente porque não conhecemos o caminho do meio entre a experiência do amor caótico e a busca pelo amor que nos proporcione sensação de plenitude. Ou estamos lá embaixo, carentes de algo que ainda não entendemos direito, chamado amor, ou nos encontramos em "ascensão" à procura desse desconhecido que nos complete...
Não conhecemos o "meio-caminho" entre os extremos, porque não paramos a máquina para assimilar os aprendizados de nossas experiências amorosas que nos proporcionam verdadeiras lições de vida. Encontramo-nos, imperceptivelmente, entre o caos e a busca da plenitude... Somos seres cujas experiências de sofrimento e prazer alternam-se como ondas no oceano da vida. Se não possuímos o conhecimento do capitão dos mares, que com a sua experiência e apurada percepção consegue prever tempestades, contratempos e mudar o rumo de sua nau, salvaguardando a sua integridade física e psíquica, ficamos, indefinidamente, ao sabor dos acontecimentos e imprevistos que povoam o oceano da existência.
Náufragos, estaremos à deriva, perdidos, impotentes, desesperados, conformados com o destino... ou à espera do momento mágico que represente o êxtase do salvamento aguardado... Somos indivíduos dos extremos, sendo que os altos e baixos não nos levam a lugar algum, somente se repetem como num interminável ciclo vicioso. Geralmente, não aprendemos a lição e repetimos a dose, vida após vida a oscilar nas relações amorosas, em busca de um amor que nos salve da sensação de caos que experenciamos em certos momentos vitais...
O amor nos consome porque não percebemos o caminho do meio onde encontra-se a sensação de equilíbrio, fonte de respostas esclarecedoras que contribuem ao processo de autoconhecimento.
O amor nos consome porque "ele" não encontra-se "fora", mas dentro de nós... no ponto de equilíbrio que precisamos perceber na relação consigo próprio, na relação com o outrem, com o mundo e com o universo...
Charles Chaplin eternizou uma frase que resume o que precisamos aprender sobre o maior dos sentimentos humanos: "Não morre quem deixou de viver, mas quem deixou de amar".
O amor, portanto, é o nosso maior desafio diante do universo. É a chave que abre a consciência humana para o ingresso de informações que devem ser apropriadas por aquele que está em busca de respostas.
Chave que abre o coração humano para a entrada da energia que envolve, acalma, pacifica, harmoniza e contagia benéficamente... Chave que se adquire quando nos apropriamos de um conhecimento imprescindível para a sensação de equilíbro no exercício do amor: o caminho do meio, aprendizado que passa pelas experiências de dor e prazer nas relações amorosas do espírito imortal.
Quando despertamos para a ligação interdimensional do amor, subimos um degrau na escala evolutiva da consciência. Condição que nos permite trilhar o caminho do meio e perceber que o amor é uma energia sutil, indelével, onipresente, fraterna, harmoniosa e eternamente à disposição do homem.
Flavio Bastos

domingo, 24 de janeiro de 2010

Voce tem metas?

Não temos mais como negar que atraímos para nossa vida aquilo que experimentamos internamente através dos sentimentos e pensamentos, que nos conferem um padrão vibratório.
Essa sintonia determina o universo de acontecimentos posteriores. Todas as situações que aproximamos surgem em consequência desse mecanismo.

O acomodado está vibrando na freqüência (estado de espírito) do comodismo, logo irá aproximar para sua experiência de vida, situações que o mantenha sempre no mesmo padrão.

O triste, magoado da mesma forma.

O doente, também... O saudável e rico igualmente.

Ser criador da sua realidade é pensar e sentir. E se você pode pensar e sentir, logo poderá ser responsável pela sua vida e seus rumos. Os sentimentos são o leme, o pensamento é o motor!
O que está pensando agora? Como está se sentindo nesse momento? O que está almejando? Quais são seus sonhos? Para onde você está navegando, para qual direção?

Sempre estamos navegando (porque estamos vivos nessa experiência física), mas para qual direção?

Você escolhe...

Sim, sempre é você, sempre somos nós, os eternos responsáveis. Isso é livre-arbítrio, a benção de sermos criadores de nossa realidade.

E se você não tem metas, o que acontece? E se você não sonha mais com nada? Não se permite imaginar nada além do que pode ver na realidade atual? O que acontece é que você determina a sua sentença: sua estagnação! Quando ocorre, a pessoa começa a morrer por dentro, e o pior: na maioria das vezes ela nem percebe, até que seja tarde demais.Muitas pessoas nos cursos de formação que ministramos sempre dizem: "Eu não tenho metas, eu não penso nisso, o que Deus me der está bom"...

É muito desconcertante ouvir tais comentários, simplesmente porque Deus entregou em nossas mãos essa capacidade de decidir, assim sendo não podemos devolver a responsabilidade daquilo que ganhamos.

Não ter metas é o mesmo que não querer evoluir. É o mesmo que não querer existir. É suicídio em gotas...

Estamos nos referindo as metas que vem da alma, que trazem alegria de viver pelo simples fato de pensar nelas sendo realizadas. Metas superficiais ou fúteis não sobrevivem ao tempo.

As pessoas não tem metas por terem medo de serem felizes, das mudanças, de terem que agir e não saberem o que encontrar. Outras tem preguiça ou estão viciadas em seus modos de viver estagnados. Tantas outras decidem ter metas muito tarde quando as doenças já as encontraram.

Tenha metas sem medo. Questões pessoais, profissionais, materiais, afetivas, familiares, não importa, escolha o que quiser. Tudo vale desde que as metas estejam sempre alinhadas com o seu coração, o seu propósito maior e a sua identidade.

Não deixe os traumas do passado, as crenças, as histórias tristes drenarem a sua capacidade de sonhar, porque no instante que isso acontece você já começa a abreviar a sua vida. Como sempre, você começa a criar uma realidade mais difícil e dolorida...

Vamos, pense: o que você gostaria de ter ou ser?

Onde queria estar?

Como você quer a sua vida de agora em diante?

Seria bom ter bastante saúde não é mesmo?

Seria bom ter saúde, paz e prosperidade não é mesmo?

Seria bom uma conta bancária recheada, uma família feliz, uma vida harmoniosa com o relacionamento amoroso dos seus sonhos, não é mesmo?

Seria bom viajar periodicamente para lindos locais, descansar em um belo hotel a beira mar, relaxar em uma casa de campo, não é mesmo?

Seria bom ter o reconhecimento profissional que você sempre sonhou, não é mesmo?

Seria bom ter seu carro, sua casa, seus bens materiais e liberdade financeira, não é mesmo?

Ah, como seria bom... Ah como é bom... Ah! Eu posso imaginar... Até consigo sentir como se já tivesse conquistado todos esses itens acima...

E você, consegue imaginar isso tudo para sua vida?

Permita-se, é uma experiência transformadora, é a mais perfeita alquimia da alma.

É aqui que muita gente tropeça, porque não conseguem entender o como. Como alguém que ganha salário mínimo pode pensar em ter uma lancha e uma casa na praia se nem dinheiro para o ônibus tem?

Como podem pensar em férias, conta bancária abundante, se nem saúde tem?

Como podem pensar em relacionamento perfeito se nem se amam ou se aceitam?

Como? Isso não importa... As leis universais funcionam, queira você ou não, acredite ou não!

Você se torna a essência daquilo que pensa e sente predominantemente. Então o segredo é pensar o maior tempo possível em como gostaria que sua vida fosse. Assim toda a energia de sua vida estará alimentando uma nova realidade de que você decidiu criar.

Não tenha preguiça, faça a sua parte e daqui uma hora você já sentirá os acontecimentos à sua volta mudarem para melhor. E quando você, conseguir sustentar na sua mente, o máximo do tempo de seus dias, as imagens das suas metas se realizando, você mudará a sua vida tão drasticamente que as pessoas ao seu redor irão querer conhecer o segredo do seu sucesso e você terá o imenso prazer em dizer: É simples, tenha metas, acredite nelas, sinta, imagine elas se realizando.

Assim você terá calibrado o seu foco para se tornar um grande realizador, você assumira com maturidade a capacidade que lhe foi dada desde sempre: De ser o criador consciente da sua realidade!

Algumas dicas:

- Pense em pelo menos três sonhos esquecidos da sua vida. Você até pode voltar aos pensamentos que tinha na infância, de desejos que tinha.

- Respire fundo, feche os olhos, relaxe os sentidos. Agora mentalize aquele sonho realizado. Procure imaginar como seria, que sentimento você teria com essa meta realizada.

- O seu maior desafio é conseguir atingir internamente o mesmo nível de satisfação que sentirá o dia que sua meta materializar-se em sua vida.

- Faça esse exercício para esses três sonhos ou metas, sejam da infância, sejam de agora, não importa, sonhar é livre.

- Perceba as visualizações que lhe fizeram sentir-se melhor e memorize-as. Daqui pra frente, sempre reserve um tempo para entrar nessa visualização várias vezes ao dia. O que você está sentindo pela força da visualização logo se tornará realidade em sua vida.

Importante: Elimine qualquer sentimento de resistência do tipo que não acredita se isso funcionará, que é besteira perder seu tempo ou que está fazendo papel de ridículo com as mentalizações.

Perguntamos: O que você quer realmente da sua vida? Achamos que quer ser feliz, próspero, saudável, não é mesmo?

Então tente, é o mínimo que você tem a fazer e não custa nada!

Bruno J. Gimenez

domingo, 10 de janeiro de 2010

O perdão

Um dos ensinamentos mais difíceis que podemos tirar das lições do MESTRE JESUS é o de perdoar àqueles que nos ofenderam, nos machucaram, nos causaram dor.
A regra é perdoar 70 X 7, mas como perdoar tudo isto se não conseguimos, ao menos, entender o processo que é o perdão?
Tudo o que as pessoas nos fazem de ruim, segundo a lei de ação e de reação, volta para elas. Perdoar é não torcer para que eles sofram.
Perdoar é compreender que elas são tão falhas como nós mesmos, só que escolheram errar na tentativa de fazer algo certo.
Até quando uma pessoa quer se vingar, ela acredita que quer fazer o que é certo.
Tudo o que querem fazer de mal tem a justificativa de que é para o bem daquele que vai receber o castigo.
Perdoar é descer do pedestal e ver que estamos todos no mesmo chão.
Perdoar é entender que se outro errou é que não conseguia fazer algo melhor.
Perdoar é compreender o erro do outro e relevar.
Relevar não nos obriga, necessariamente, a aprovar o que o outro fez de ruim, significa que podemos entender o que aconteceu, que não concordamos com o ocorrido, que doeu, mas que podemos entender, aceitar e perdoar.
Nós podemos.
Mas por que queremos manter o poder de quem nos faz mal?
Por que não destituímos os menos bons de seu falso reinado de maldade?
Por que não lhe mostramos que compreendemos o que eles fazem, que não aceitamos para nossa vida, mas que podemos entender os motivos que os levaram a errar?
Por qual motivo, definitivamente, insistimos em manter os ofensores em seus postos distintos de maldade?
Já está na hora de mostrarmos que eles erraram sim, mas que seu erro é compreendido.
O perdão não só alivia o nosso coração como envergonha àquele que nos atacou. Em um momento ou em outro ele terá consciência do mal feito e ficará muito avexado por ter, além de causado mal, recebido a nossa compreensão.
As pessoas nobres se fortalecem no medo que cultivamos de que elas sempre poderão nos fazer mal, mas, na medida em que começarmos a demonstrar que entendemos o que fazem qualquer intenção já estará, por si, descaracteriza.
Porque quem faz mal, quer ver o nosso sofrimento e quando se depara com nossa nobreza em compreender e perdoar se enfraquece.
Quanto mais perdoarmos, menos fortes se sentirão os ímpios e mais ativos estaremos no exercício do bem.
Dê-se esta chance.
Desconstitua o mal com a sua compreensão.
Você pode.
Merit Rabanés

Renovação

Se nós fizermos uma busca nos cartões, e-mails, mensagens de celular e telefonemas que recebemos durante o final de ano, iremos perceber que as pessoas de nossos relacionamentos desejam que tenhamos paz, plenitude de amor, muito dinheiro no bolso, saúde, felicidade e absoluto sucesso em nossas determinações. Em outras palavras, nos tornamos, rapidamente, milionários de sentimentos e emoções, algo que o dinheiro não consegue comprar.
Certamente, estes dias são os maiores momentos de energia positiva que se vive durante o ano. Ano Novo é "sinônimo" de desejo para recomeçar e renovar.
Provavelmente, trata-se da maior concentração de boas energias, superior, até, da que reinava nas épocas em que ganhamos um campeonato mundial de futebol de campo.
Sim, não tenho dúvidas de que o Ano Novo supera todas as energias positivas contidas em qualquer outra data em que tenhamos algum tipo de comemoração. Nada se compara e é tão repleto de boas energias quanto estes momentos. Portanto, experimentamos nesta época a situação adequada para uma excelente renovação de propósitos e princípios. O ambiente se torna superfavorável, em todos os sentidos e opções...
Ora, se tudo é favorável, onde se posicionam, então, as dificuldades para que efetivamente tenhamos as tão almejadas mudanças e conseqüentes conquistas?Na nossa postura estática.
É porque simplesmente só queremos mudar...
Uma mudança só acontece quando de fato superamos a nós mesmos.
Não adianta mudar de cidade para morar, se levamos conosco todas as nossas falhas e valores ultrapassados. Uma efetiva renovação precisa acontecer de dentro para fora. É em nossa maneira de encarar todas as nossas dificuldades e desavenças que moram as nossas razões efetivas de não se conseguir ser melhor.
Muitas pessoas sequer gostam de si mesmas... Como podem, então, querer gostar do meio em que vivem? Como podem querer realizar uma nova vida? Como podem achar que haverá mudanças em suas ações diárias?
Mudar significa fazer algo que nunca se fez. Isso é o princípio de se mudar. Só querer é ótimo, mas a atitude é que fará a diferença.
Não gostar de si mesmo é, por exemplo, permitir-se continuar fazendo aquilo que não nos dá prazer em realizar. É ser submisso às vontades de quem vive próximo da gente. É aceitar o sim quando nosso interior exige que seja não.
As verdadeiras alterações só acontecem se estivermos conscientes de que o maior esforço sempre terá que ser nosso. Romper barreiras se faz necessário para que a Renovação aconteça. Qualquer desconforto só é superado por ações mais fortes do que os danos que ele nos causa. Reclamar é bom, mas nada resolve se não houver ação. Reclamar tem que funcionar como alarme, sendo logo seguido por severas atitudes de efetiva renovação em pensamentos e ações.
Renove-se hoje para evitar que o mesmo aconteça no final do ano que vem.
Seu destino está em suas mãos, no exercício correto do seu Livre-arbítrio; porém, insisto, renovar significa explicitamente vencer vícios e hábitos que já não nos servem mais. O resto, ou seja, só a intenção, é apenas retórica sem qualquer serventia.
Wagner Borges

sábado, 9 de janeiro de 2010

Espiritualidade e consciencia


Espiritualidade é um estado de consciência; não é doutrina, não!


É o que se leva dentro do coração.


É o discernimento em ação!


É o amor em profusão.


É a luz nas idéias e equilíbrio na senda.


É o valor consciencial da alegria na jornada.


É a valorização da vida e de todos os aprendizados.


É mais do que só viver; é sentir a vida que pulsa em todas as coisas.


É respeitar a si mesmo, para respeitar o próximo e a natureza.


É ter a plena noção de que nada acaba na morte do corpo, pois a consciência segue além, algures, na eternidade...


É saber disso - com certeza -, e não apenas crer nisso.


É viver isso - com clareza -, sem fraquejar na senda.


É ser um presente, para si mesmo, para os outros e para a própria vida.


Espiritualidade é brilho nos olhos e luz nas mãos.E isso não depende dessa ou daquela doutrina; depende apenas do próprio despertar espiritual; depende do discernimento consciencial se unir aos sentimentos legais, no equilíbrio das próprias energias, nos atos da vida.


Ah, espiritualidade é qualidade perene; não se perde nem se ganha; apenas é!


É valor interno, que descerra o olhar para o infinito... para além dos sentidos convencionais.


É janela espiritual que se abre, dentro de si mesmo, para ver a luz que está em tudo!Espiritualidade é essa maravilha: o encontro consigo mesmo, em paz.


Espiritualidade é ser feliz, mesmo que ninguém entenda por quê.


É quando você se alegra, só pelo fato de estar vivo!


É quando o seu chacra do coração se abre igual a uma rosa, e você se sente possuído por um amor que não é condicionado a coisa alguma, mas que ama tudo.


É quando você nem sabe explicar porque ama; só sabe que ama.


Espiritualidade não depende de estar na Terra ou no Espaço; de estar solteiro ou casado; de pertencer a esse ou aquele lugar; ou de crer nisso ou naquilo.


É valor de consciência, alcançado por esforço próprio e faz o viver se tornar sadio.


Espiritualidade é apenas isso: SER FELIZ!


Ou, como ensinavam os sábios celtas de outrora: SER UM PRESENTE!


Paz e Luz.
Wagner Borges

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Mude de atitude


Veja uma lista de atitudes pessoais capazes de esgotar as nossas energias.
Conheça cada dessas ações para evitar a 'crise energética pessoal':
1. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo
Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.
2. Pensamentos obsessivos
Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental - torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.
3. Sentimentos tóxicos
Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.
4. Fugir do presente
As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: 'bons tempos aqueles!', costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele Sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.
5. Falta de perdão
Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e a si mesmo fica 'energeticamente obeso', carregando fardos passados.
6. Mentira pessoal
Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.
7. Viver a vida do outro
Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.
8. Bagunça e projetos inacabados
A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro 'escape' de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe 'diz' inconscientemente: 'você não me terminou! você não me terminou!' Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.
9. Afastamento da natureza
A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O que voce está fazendo para ter um ano novo diferente?


Chegamos a mais um final de ano e, como de costume, é hora de decidir onde passar o Natal, Réveillon e o que queremos vivenciar em 2010. Época de promessas e de muitos planos para começar um ano realmente diferente!

Você quer melhorar o relacionamento com sua família, resolver conflitos, criar oportunidades, gerar prosperidade, viver um amor verdadeiro? Ótimo!

Então, o que você está fazendo efetivamente para que seus planos se concretizem?

Para colher resultados diferentes você precisa plantar o que nunca plantou antes. Obviamente tudo isto é muito fácil de falar e difícil de colocar em prática, pois você é a mesma pessoa de 2009 e dos anos anteriores e, se não conseguiu mudar até agora, o que leva a crer que em 2010 será diferente?

O propósito deste artigo é incentivar a não fazermos de 2010 mais um andar em nossos "castelos de cartas" e deixar a vida para depois!

Para uma mudança efetiva você precisa descobrir quem você realmente é! Seus pensamentos, suas crenças e sua essência! Precisará enxergar com muita clareza tudo aquilo que o impede de dar o próximo passo e, então, desenvolver as habilidades necessárias para vencer estes obstáculos.

A partir daí, você poderá encontrar seu propósito, aquilo que faz seus olhos brilharem e o que faz você sentir que a sua vida realmente vale a pena!

Quando você explorar sua consciência vai aprender a manejar a sua "energia criadora" para os seus objetivos e parar de desperdiçá-la com seus medos e limitações. Um verdadeiro alívio! Você vai ter tranquilidade e uma disposição extra para realizar as ações que você precisa para finalmente chegar lá.

Quando você entender como funciona o "jogo da vida", perceber como vem atuando com relação a si mesmo e as pessoas a sua volta, você vai melhorar a sua habilidade de fazer escolhas e inevitavelmente terá os resultados que tanto deseja!


Caio Cesar Santos


"Não deixe quem você é impedir o que você poderia ser"
Harry Palmer

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Conversando sobre consciencia, amor, maturidade e emoções

(Uma Entrevista com um dos Espíritos da Companhia do Amor)


- Por que as pessoas tanto temem se abrir para um grande amor?
R. Por causa do rabo preso no próprio ego. Por medo de ficar vulnerável no contato com os outros. E por falta de profundidade para viver com o amor real pulsando no próprio coração. Logo, somando-se esses fatores, observa-se, claramente, o porquê das relações humanas serem tão complicadas. A maioria quer viver um grande amor, mas só na teoria, ou na base de um romantismo distorcido. Contudo, o amor não vive de teorias ou de fantasias de romance. A realidade cobra posturas e posições claras e, por vezes, surgem atritos variados e dificuldades de relacionamento. Sem maturidade e verdade, não há amor que resista.


- Como é possível as pessoas se amarem e, ao mesmo tempo, brigarem tanto?
R. Meu caro, quando o coração aperta, não é fácil!
Então, lhe digo o seguinte: "Quem vive cheio de emoções pequenas e instáveis, não tem condições de suportar a força e a luz de um grande amor."E as pessoas brigam mesmo é por arrogância encruada e rasura consciencial.A maioria carrega um monte de penduricalhos emocionais agarrados no coração, causando peso e agonia. E se pelam de medo de soltar tais bugigangas afetivas. Aliás, não sabem nem viver sem elas.


- E pessoas presas de ciúmes doentios? O que se passa com elas?
R. Insegurança crônica! Falta de doses cavalares de bom senso! Ou traumas trazidos de outras relações anteriores, dessa ou de outras vidas.
Trata-se de doença crônica da mente. Precisa ser combatida e tratada adequadamente. E algumas pessoas ensandecidas de ciúmes e emoções gosmentas tomam atitudes drásticas, mesmo sem causa verdadeira para tanto. Gritam, esperneiam e brigam facilmente, movidas por suspeitas, muitas vezes infundadas. Algumas mais parecem detetives investigando a vida do parceiro(a). Fuçam no celular e na bolsa alheia, procurando provas do suposto crime da pessoa amada. Pena que elas não procurem sabedoria nem consciência com tanta vontade.


- Certa vez, você me disse que as pessoas com baixa auto-estima perderam o respeito, inclusive por si mesmas. Você pode me falar mais alguma coisa sobre isso?
R. Claro. "Está na ponta da língua", como se dizia antigamente.
Quem não respeita a si próprio, não tem como respeitar aos outros. E nem a própria existência. Por isso, é prioritário recuperar a auto-estima e batalhar para melhorar. Isso não pode depender de contextos exteriores, é coisa de dentro, no cerne da própria inteligência.Estar bem" é um estado de consciência! Depende da pessoa não se conformar com estados internos deprimentes. Ninguém deve aceitar climas sombrios dentro do coração. E nem manchas cinzentas toldando o raciocínio. É essencial trabalhar em cima disso. E, se for preciso, procurar ajuda para vencer a miséria de dentro. Mas, sempre lembrando que toda ajuda externa, por melhor que seja, depende da vontade da própria pessoa de melhorar.
Fazer terapia ajuda muito. Rezar também. E procurar clarear a "cuca" com idéias bem arejadas. Porém, a principal força de renovação está dentro dela mesma. O objetivo é resgatar essa parte essencial e trazê-la para a vida. E se a própria pessoa não quiser melhorar, quem poderá dar jeito nela?
É por isso que o Papai do Céu criou o Dr. Carma; quando a pessoa empaca igual burro teimoso, é Ele que vem resolver a parada. E se o amor e a inteligência não convencem, Ele entra com a medicação certa: a dor (física, moral ou espiritual, tanto faz). E a sabedoria popular registra isso com a seguinte máxima: "Quem não evolui pelo amor, vai pela dor!"


- Como lidar com as emoções?
R. Meu caro, não tem técnica para isso aí, não.O lance é observar a si mesmo e aprender com os próprios erros, e evitar repeti-los tolamente. As emoções não são boas ou más, e fazem parte do ser humano. Boa ou ruim é a forma como os homens lidam com elas. Alguns explodem facilmente; outros se retraem e não enfrentam a verdade de frente; e outros mais, se deixam levar sem reação saudável.A maioria exagera mesmo! Partindo para cima, ou correndo de medo, as pessoas são presas fáceis de suas confusões afetivas; são verdadeiros joguetes, sendo balançados, para cá e para lá, ao sabor de suas próprias sandices emocionais.Como falar de amor real para quem está cheio de tantas fantasias distorcidas e rasura emocional?


- O choro alivia a alma?
R. Depende do tipo de choro, e de quem chora, pois há choros de vários tipos.Alguns choram porque seu ego foi ferido de alguma maneira. Esse é o verdadeiro motivo das pessoas não processarem muito bem suas perdas afetivas. Outros choram porque não conseguiram o que queriam, seja lá o que for. E outros, ainda, choram de chantagem emocional.
E essa choradeira não dá em nada! Porque não é choro d'alma, é choro do ego!O choro que lava a alma é aquele que vem da alegria espontânea e do amor verdadeiro. E, falando direto, na lata, como manda o figurino, as pessoas choram muito, por isso ou por aquilo, mas, quem chora pela falta de consciência em si mesmo? Ou pela falta de qualidade de suas emoções? E quem chora pelo Papai do Céu?


- Como fica o coração que permite a entrada do ódio e da vingança?
R. Um lixo! E coração não é lugar de tranqueiras emocionais.
O ódio deixa a pessoa doente, por dentro, e causa sérios bloqueios nas energias, empatando o impulso da vida de fluir livremente pelo sistema.
Odiar custa caro! Mesmo assim, tem gente que se deixa levar...E, novamente eu pergunto: "Como falar de amor para gente assim, tão infeliz e apagada?"


- E a solidão? Fale algo sobre isso.
R. Que solidão, meu caro? Isso não existe!
Nesse mesmo momento, se alguém lhe visse, diria que você está sozinho. E, no entanto, eu estou aqui junto com você. O outro nome da solidão é "cegueira espiritual".
Alguém pode estar sozinho no plano físico, mas, sem sentir solidão, estando bem consigo mesmo; enquanto outros podem estar no meio de uma multidão, mas sentindo-se deslocados e solitários. Tudo depende de como as pessoas lidam com isso.
O ser humano tem necessidade de se relacionar, é de sua própria natureza. Porém, às vezes, também precisa ficar sozinho, para refletir e reciclar a si mesmo.
Agora, o pior é ter tudo o que se quer na mão, mas, ainda assim, sentindo-se insatisfeito e infeliz. Então, a solidão aparece e cobra seu preço.
E a pior solidão é a daquele que não reconhece a presença do Papai do Céu em todas as coisas. E o mundo está cheio de gente assim.


- Você sabe do caso de minha amiga que foi traída e tomou um chute do parceiro, e viu o que eu disse para ela na ocasião. Então, você pode me falar algo a respeito disso?
R. Quando a pessoa está bem consigo mesma, tomar um chute não é o fim do mundo. Ela processa bem o fato, até porque sua auto-estima é boa e seu respeito por si mesma é maior. Ela absorve o golpe e supera rapidamente, seguindo em frente... Inclusive, porque conhece bem seu coração e sabe que nada sujo pode habitar ali, muito menos a mágoa ou remoques de qualquer tipo. E ela sabe de seu valor e confia em sua luz.
Em contrapartida, se a pessoa não estiver bem com ela mesma, carregará seu coração de peso e dor. E isso só causará prejuízos em sua vida. Se o ego dela for grande, não suportará a rejeição e se sentirá no papel de vítima.
Às vezes, perder alguém pode ser de grande valia para a maturidade tomar seu lugar. O lado bom é o da quebra do ego, mostrando o que precisa ser trabalhado dentro da pessoa. Então, diga para sua amiga que, se ela se considera do bem e da luz, que supere logo a tristeza e siga em frente... E, se ela for boa como pensa, compreenderá isso claramente.
E, diga mais uma coisa para ela: "Não precisa ser santa para superar uma situação dessas; basta ser razoável consigo mesma. E não valorize tanto o que aconteceu; afinal, quem perdeu uma boa pessoa foi ele. E, por favor, dê um jeito de ser feliz, com alguém ao seu lado, ou não, quem sabe? O que não se pode admitir, em hipótese alguma, é a perda da luz do coração."


- Como você é um craque nesses lances emocionais, deixe algum toque final para os leitores.
R. Craque é o Papai do Céu, meu chapa! Ele bate um bolão e o campo d'Ele é o universo inteiro. Ele é o Cara!
O meu apontamento final é o seguinte: "O Amor é maior do que tudo; não tem idade e nem vê aparência; não é medido por valores materiais, esses ou aqueles; jamais julga ou cria dramas; não é drástico e nem machuca; é, verdadeiramente, um estado de consciência.
Para aguentar um Grande Amor no coração, só sendo uma grande pessoa; porque sua luz é intensa e fere os olhos de quem não quer enxergar além de suas ilusões."Meu caro, fique bem feliz, sempre..

P.S.:Muita gente voa nos aviões de suas ilusões, e chega em parte alguma.
Contudo, quem é esperto (e desperto), salta fora desses vôos ruins.
Quem ama, realmente, só voa de primeira classe, nas asas do Papai do Céu.Na Terra ou no Astral, o Amor é a força de tudo o que é forte.
Quem sabe disso, é feliz.

- Companhia do Amor -A Turma dos Poetas em Flor.
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges.)


- Nota de Wagner Borges:

Ah, o amor!Aplaca a fera;
Amansa o ego;
Abre os olhos;
Faz rir de nada;
Faz a luz eclodir;
Faz viver;
E derrete o coração...
Ah, derrete, sim.
E quem ama, sabe.
E agradece.
Porque o Amor é um presente.
E faz a consciência virar sol.


Paz e Luz.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Homenagem à Patty

a
O texto a seguir é de uma amiga muito querida. É uma pessoa vibrante. Exala vida por todos os poros e especialmente no brilho do seu olhar, que nunca se apaga. Para mim, exemplo a seguir, pois é uma guerreira. Seu nick name: Patty Danada. Ela é de origem uruguaia. Portanto existem alguns errinhos de concordancia mas preferi não editar o texto.
Quando cheguei a Brasil, me chamaram muitas vezes de “mulher danada”...fui pesquisando que era aquilo de “danada”, sabia o que era “tempo danado”, “menino danado”...eu...”mulher danada”?Perguntando aqui e lá...explicaram-me que mulher danada era uma mulher que quer tudo...guerreira, sem meias tintas, sem meias voltas, sem meio dias, sem “meia-boca”...gostei disso e virou apelido até no meu email. Alguns disseram que tinha uma conotação ruim...mas sendo danada...eu não tinha medo de conotações ruins. Sempre quis tudo...palavras inteiras, não vazias, palavras são compromisso , são conteúdo o não são nada.Gosto das verdades nuas e cruas, doídas, na cara, roupa limpa...sempre. Adoro discursos eternos, banhados de álcool, caprichados , tentando explicar sentimentos, vivencias, quando as palavras não alcançam e tem que ser apimentadas com caricias e beijos.Vivo nos extremos, os extremos me arrastam....quero pessoas inteiras; dias inteiros, de 25 horas, overlapping o amor, sobrepondo caricias; luas cheias; bocas que beijam, que salvam, que engolem.A quatro mãos, a quatro pernas, quatro por quatro sem mirar para trás, mas sempre com tempo para cheirar as flores, para olhar nos olhos, para mesmo sem ter nunca suficiente, “perder” tempo para alguém que precisa ...piloto automático nunca...Claro que tive que me acostumar a aceitar das pessoas o que elas querem oferecer, o que podem, que muitas vezes não é tudo...por qué muitos não vem o maravilhoso de viver por inteiro comprometidos com a vida, com as pessoas, nos relacionamentos?...compromisso...isso falta hoje...verdade...palavras cheias....tudo o mundo se ama no orkut, no facebook, tudo mundo tem Saudades....saudades é uma palavra demasiado bonita para ser usada em vão...quem tem saudades vai atrás do objeto de sua saudade...porque a única maneira de matar a saudade e com a presença...quem sente Amor, vai atrás de fazer o possível...de cuidar- o de perto...de vivi- o segundo a segundo...Não quero perder a ilusão mesmo sendo que a ilusão às vezes me perde...Continuou vivendo sem mapas, quebrando a cara...porque mesmo tendo vivido bastante, cada dia amanhece é para mim o primeiro, cada dia é um alumbramento, um batizado, um milagre...e saio à rua a sentir o vento, a chuva, o amor, como si fosse a primeira vez....Não sou uma mulher que se pendura dos homens para resolver coisas, vou para frente, resolvo, não desmereço quem me ajuda, mas vou atrás....Não sou frágil, mas às vezes , a fragilidade me alcança...e queria só viver no território de um abraço, daquele abraço donde achei a paz....às vezes....Às vezes a solidão pesa demais porque é tão bom compartilhar...só que compartilhar é com aqueles da minha tribu, dos desassossegados, dos que querem entender mesmo sabendo que nem sempre da,..dos que procuram, dos que contemplam...então si não é dessa raça, dos loucos, dos danados, dos malucos por a vida...melhor me esqueça...vida...melhor me esqueça...
(a foto é a vista que se tem da sacada de sua casa)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Agir com coragem e determinação


Esta é a tônica do especial de hoje, que nos convida ao movimento consciente. Ação que dá seguimento à observação clara, aquela que nasce da nossa essência, que no silêncio interior encontra inspiração, respostas e o indispensável estímulo. Somos seres perfeitos e dispomos de tudo; absolutamente tudo o que precisamos está ao nosso alcance, pronto para o uso... só falta fazer. Realizar nossa missão (todos temos uma), cumprir nossa única tarefa na teia da vida para que nossa encarnação tenha valido a pena, mesmo que a contribuição tenha sido aparentemente silenciosa, humilde e bem longe dos holofotes, da aprovação alheia, da cobertura da mídia.
Se ainda precisamos -todos nós-, discorrer sobre isto, é sinal que não estamos cumprindo com nossa tarefa; provavelmente estamos acomodados, cansados de tanto trabalhar, de tantas dificuldades nos assolando diariamente e exigindo um enorme dispêndio de energia, que acaba nos deixando apáticos, por vezes indiferentes e até totalmente adaptados com a situação. Sei bem como é fácil ao chegar em casa, cair na tentação de ligar a TV e desabar no sofá na esperança que a cada vez mais pobre programação das emissoras nos brinde com algo legal, positivo e que nos distraia a mente, nos permitindo relaxar e dar finalmente algumas boas risadas.
No entanto, se ainda nos encontramos assim, esperando que o dia termine o quanto antes, e que a noite -com seus raros sonhos-, nos permita uma fugaz escapada da realidade e da rotina, bem... algo precisa ser feito e o quanto antes. Precisamos -quem sabe- resgatar a energia, a curiosidade e o deslumbramento daquela criança que fomos, feliz e incansável por suas descobertas, sua capacidade de achar um mundo novo em um simples objeto de pano, num animal doméstico, no céu noturno cheio de estrelas prateadas...
Quando foi que nos perdemos no caminho, nos afastando tanto assim da Fonte, da Origem, do Universo ao qual pertencemos de fato desde sempre?Será que o mundo da ilusão (O real é o de quando éramos crianças), conseguiu nos formatar num padrão distorcido, embotar nossa consciência, embaçando quase por completo nossa visão? Abafamos nosso poder, bastando nos rendermos e aceitarmos por completo os valores materiais, o consumismo compulsivo e predominante, esquecendo de vez nossa linhagem divina... Quanto tempo e energia desperdiçaremos ainda antes de retornar ao caminho correto? Como podemos nos contentar com as migalhas de um banquete trivial quando nos espera um êxtase permanente, magnífico e sagrado -impossível de descrever, só experimentando-, que nos pertence desde sempre, sendo parte de nossa natureza e, ainda melhor, que mora dentro de nós mesmos!?
Por que entregamos a outros, ardilosos e sombrios sugadores, nossa energia divina!? Como e quando abrimos mão da essência e deixamos os valores perenes de lado, esquecidos?! É indispensável assumir novamente a autonomia e a integridade de nossas opiniões, criando coragem para sairmos de um círculo vicioso de controle e condicionamento externo, que nos esmaga e massifica. Precisamos cerrar fileiras, manter os olhos bem abertos para evitar que as trapaças urdidas pelos manipuladores de plantão nos tirem a saúde, a paz e o centramento. É urgente voltarmos a vibrar autoconfiança, auto-estima e, acima de tudo, amor incondicional, aquele que cura, resgata, volta para nós multiplicado e que se encontra por toda parte, abundante e sempre disponível a todos como a luz, o ar, a água...
É imprescindível reconhecer e resgatar a sublime energia da Unidade, ter atração pelas diferenças, enxergar muito além do físico, do palpável; navegar sem medo no grande mar do inconsciente, nele encontrando alento e respostas pertinentes às necessidades da Alma. Não há como esquecermos ainda de que nossa passagem pelo planeta azul é fugaz, rápida e corresponde a uma simples respiração do Universo, tendo sempre em mente que a impermanência é a mais constante companheira de jornada, sugerindo-nos evitar o desperdício de tempo e energia com aspectos supérfluos e desnecessários da existência.
É preciso darmos toda nossa contribuição criativa, empregando os recursos de que dispomos em nossa área de atuação, em nossa casa, à nossa volta, quer seja tarefa simples ou complexa, remunerada ou gratuita. Quanto antes descobrirmos nossas potencialidades, melhor será para todos, mais belo e florido nosso pedaço de mundo se tornará. E esses preciosíssimos dons inatos farão toda a diferença, serão como um lindo buquê cheio de habilidades, capacidades e competências que em muito superam o aprendizado educacional atualmente disponível em seus vários níveis. Acredite nisso, acredite em Você.
Procuremos também libertar-nos de preconceitos e prejulgamentos adquiridos ao longo da caminhada que não estejam em sintonia com a verdade, herdados de familiares e educadores ainda limitados em sua evolução, mantendo-nos abertos e atentos para idéias novas, bem como para experiências interiores inesquecíveis e transformadoras. A perene busca pelo autodesenvolvimento normalmente passa longe da aceitação de doutrinas e crenças, seguidas pela grande maioria, que ainda se encontra adormecida, mas que pode estar a um passo do despertar, quando tocada da forma correta e no momento certo.
E sempre é bom lembrar o quanto vale a pena limpar nosso fardo, procurando nos libertar dos obstáculos internos, das feridas da infância, dos velhos erros, de tudo que não é amor. Muitos têm andado com perseverança no caminho e, de forma por vezes criteriosamente suave ou até instantânea, começaram a manifestar novos talentos, liberando como por magia toda a criatividade latente... e esta matéria prima também está abundante em cada alma humana... Sim, quando agimos e reagimos a partir de nossa essência, de nosso centro, conseguimos milagres, chegando a tocar o núcleo de Luz dos outros com minúsculas, mas poderosas sementes luminosas, mesmo que estes seres ainda se encontrem longe de empreender sua própria busca. É a lei de afinidade em ação, que atrai pessoas similares e repele as indiferentes, as ainda destrutivas, superficiais, mas que também, em data certa, chegarão lá...
E isso é tudo. Não me surpreende mais tanta repetição de temas; provavelmente estejamos todos precisando ler, reler, meditar e passar a vivenciar sempre, a cada momento, a cada passo dado, as leis do amor. A ter alegria, felicidade e orgulho em assumir e deixar transbordar em nossa vida o verdadeiro Amor. Incorporar o sentimento que supera de longe qualquer outro, que dispensa livros e ensinamentos dogmáticos, o que todos -do mais humilde ao mais dotado- podem compreender por completo: "Ame ao seu próximo como a si mesmo".

Sim, somos um só - eu sou o outro Você.


Sergio

domingo, 22 de novembro de 2009

Se pudesse redirecionar minha vida, teria voltado ao passado e caído no erro de mudar muitas coisas, teria feito de mim um completo idiota, ignorante e sem idéias destrutivas ou pensamentos ruins.
Se pudesse, faria de mim a pessoa mais vegetativa da terra, sem capacidade de ao menos tentar pensar.O tempo passa sem passar, as coisas existem sem existir, os preços a pagar são claros se erros são cometidos e erramos a todo instante, mas nem somos condicionados


a pagar alguma coisa, a menos que o que esteja em questão seja a nossa própria “dignidade”. Mas, será que a “dignidade” existe, humanamente falando? Eu sou digno por pensar que posso fazer bem à humanidade? Eu continuaria sendo se, por um deslize, fizesse tudo ao contrário? Quantos seriam capazes de me perdoar por um erro e quantos de fato me perdoariam? Eu mesmo me daria a chance do perdão para jamais voltar a cometer tal erro?
Tão incapaz de tomar decisões de autonomia própria, começo a duvidar da possibilidade...
Se pudesse voltar no tempo, ainda que fosse um erro fazer, faria viver quem queria que continuasse vivo e nada faria a aqueles que nunca tive contato algum.
Eu estaria sendo justo com as pessoas que sofreram por aquele que partiu? Estaria sendo justo com aquele que já havia partido trazendo-o de volta à vida?
Quantos eu não teria matado se tivesse feito tal escolha? Quantas histórias teriam que ser reescritas por minha causa?
Mas, na verdade, sei que nada disso tudo que foi descrito eu posso fazer e, ainda que exista a possibilidade e esta seja tentadora, eu sei que não faria nada, mesmo para mudar erros cometidos por mim, pois, se insistisse em fazer, estaria deixando de aprender etapas importantes da vida. Estaria mudando não só a mim, mas o mundo em que vivo. Faria quem estava triste feliz e, em contrapartida, quem estava feliz, triste.
Se eu pudesse escolher algo para mim nesse instante, acho que escolheria deixar as coisas como estão, porém, transportaria minha vida a um sonho e faria de cada um, seres felizes e amados. Transformaria o amargo em doce, o sujo em limpo, a dor em alegria, o ódio em amor e a mim em algo incapaz de fazer mal a alguém.
Me faria criança e deixaria permanecer apenas os aprendizados para continuar sendo bom, e, então, eu permaneceria nesse sonho até o fim dos meus dias que jamais existiram, só para não sentir a dor de viver podendo fazer o bem e o mal, para ser bom, apenas bom.
E você, seria capaz de não fazer nada se pudesse fazer tudo?
Bruno Miranda

sábado, 21 de novembro de 2009

Parar de evitar a si mesmo

Em geral, evitamos olhar de frente para os conflitos, sejam eles dentro ou fora de nós. Vamos protelando os fatos desagradáveis da vida com a "esperança" de que eles mudem com o tempo. Alguns se resolvem por si mesmos: outros, no entanto, quando vêm à tona, são verdadeiras explosões.
Tendencialmente, preferimos nos acomodar. Evitamos o confronto tanto externo como interno. No entanto, é ao admitir nossas falhas e fraquezas que começamos a cultivar uma boa estima, a confiança em nossa capacidade de refletir e de enfrentar os desafios básicos da vida. Na medida em que evitamos a nós mesmos nos tornamos vítimas passivas dos infortúnios da vida. Isto é, deixamos de contestar o que vemos e sabemos a respeito de nós mesmos. Quando recusamos a nós mesmos, perdemos a oportunidade de transformação.
Olhar de frente requer aceitação, um antídoto direto da tendência de evitar o que nos incomoda. Aceitar nossas falhas é uma atitude que desperta o autocomprometimento. Quanto mais aceitamos o que ocorre em nosso interior, mais perto estamos de nós mesmos e assim, podemos nos tornar agentes ativos em nosso desenvolvimento interior.
Aceitar é um modo de parar de lutar contra nós mesmos e de adquirir autorespeito. Quando aceitamos nossas falhas deixamos de sentir vergonha de nós mesmos. Nos tornamos testemunhas de nosso próprio processo de sofrimento. Aqui ocorre a verdadeira mudança: uma vez que não temos mais porque evitar a consciência de nossas falhas, torna-se mais difícil deixar de admiti-las! Uma vez tão próximos de nossa verdade interna, surge o desejo autêntico de fazer algo melhor por nós mesmos.
A esta altura, o desejo de mudar não está mais sustentado pelo desconforto de ser quem somos, mas sim pela vontade de nos oferecermos melhores condições!
A partir do momento em que aceitamos nossas falhas, elas deixam de ser fardos que temos que carregar inevitavelmente. Há um novo acordo interno. A autoresponsabilidade faz com que nos sintamos dignos de nós mesmos.
Quando nos decepcionamos, sentimos raiva de nós mesmos. Nestes momentos, aceitar nossas falhas poderia parecer concordar com nosso mal estar. Mas, não é isto... aceitar nossas falhas não quer dizer dar a mão à palmatória! É, sim, um ato de autocompaixão.
A ação compassiva baseia-se principalmente em não lutar contra, mas "com". A medida em que deixamos de atuar contra nós, mas com nós mesmos, desenvolvemos a autocompaixão.
O budismo nos inspira a sermos guiados pela sabedoria da compaixão. Yongey Rinpoche escreve em Alegria de Viver (Ed.Campus): "Quanto mais claramente vemos as coisas como são, mais dispostos e capazes nos tornamos de abrir nossos corações a outros seres."... "Ao aprender ver de onde a outra pessoa está vindo, qual é sua real condição, teremos menos chances de nos envolver num conflito, pois a clareza de saber distinguir as nossas limitações das limitações criadas pela outra pessoa irá nos proteger de não continuar agindo unilateralmente."
Neste sentido, ver com clareza gera energia, disposição para enfrentar o que em geral evitamos. Se aplicarmos a frase "Ao aprender ver de onde a outra pessoa está vindo" a nós mesmos, estaremos tendo uma atitude de autocompaixão. Admitir nossa real condição torna-se um modo de não gerarmos mais conflitos para nós mesmos, pois a clareza de saber distinguir as nossas limitações das limitações criadas por nosso hábito de evitar o confronto irá nos proteger de não continuar implicando com nós mesmos.
Quando passamos a acolher nossas falhas, nossa mente sossega, pois não precisamos mais escapar ou resistir. Aliás, para quem busca despertar a coragem de encarar a si mesmo, há uma frase poderosa a ser dita para antes de dormir: "Universo me revele a verdade".


Bel Cesar

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Sabedoria


"E no meio do inverno eu descobri que dentro de mim havia um verão invencível".


Quando li essa frase de Rubens Alves, tremi. Definia-me. Acho dentro de mim , invariavelmente, muitos verões. Ou pelo menos primaveras, quando o tempo ainda não está totalmente firme, mas as flores garantem o frescor das manhãs, e os pássaros chamam alegria. Sou uma otimista incorrigível. Tenho baques, como tantos, mas ponho a culpa nos hormônios e sigo em frente.
A única coisa que me pega de jeito, e me derruba se eu deixar, é o não seguir o que penso. É o não fazer o que sei ser o melhor para mim. Tenho em minha frente as respostas e ignorantemente ignoro. Isso acaba comigo, esta fraqueza, essa fragilidade humana que me impede de ser feliz.Mas a minha capacidade de sair do buraco é imensa. Talvez tenha aprendido que depois da tempestade vem um dia lindo, que o sol brilha mais depois da chuva. E que a parte mais escura da noite é de madrugada, pouco antes do amanhecer de um novo dia.
Não, não sou perfeita. Sou é teimosa. E aprendi a esperar o melhor momento. A usar de estratégias para ser feliz. Não dou mais murro em ponta de faca, nem choro pelo leite derramado. Espero, sempre, o melhor tempo para agir. O meu melhor tempo de reagir. Talvez seja uma falha, talvez seja uma vantagem.
Não sei. Só sei que dentro de mim sempre há um verão invencível.

Joyce Diehl

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Vencendo os obstáculos


Compreender o que nos impede de alcançar um estado de paz interior é um passo fundamental para tirar do caminho os obstáculos. Eles sempre são criados a partir de nossa mente.
Muitas pessoas se vêem de tal maneira dominadas pelas emoções, que nem sequer conseguem perceber o mecanismo que a mente utiliza para criar as limitações que -elas acreditam- existem em suas vidas.
Ao invés de focar no exterior, o movimento deve ser contrário, ou seja, voltar-se para seu próprio interior e buscar ali as razões do sofrimento. Não é fácil perceber isto, e muitos chegam até mesmo a odiar o terapeuta ou qualquer outra pessoa que tente lhes fazer enxergar esta verdade.
É muito comum que nesta etapa do processo muitos abandonem o tratamento, por considerar um absurdo que não tenham suas queixas compreendidas, e seu sentimento de vitima legitimado.
Somente quando se consegue ultrapassar este primeiro estágio, que constitui um verdadeiro choque, é possível começar a adquirir alguma consciência a respeito dos truques que a mente cria para nos manter sob seu domínio.
Aos poucos, vamos conseguindo perceber nas mais diversas situações, os pensamentos recorrentes que dominam nossa mente e nos mantém presos aos padrões de comportamento que insistimos em repetir.
Libertar-se da inconsciência só se torna possível através da prática permanente da atenção. Ela é a chave mágica que pode nos libertar da dualidade e levar-nos a um estado de consciência mais elevado, onde o sentimento de unidade com tudo o que existe passa a prevalecer.
"A coisa mais difícil, quase impossível, para a mente, é permanecer no meio, é permanecer equilibrada. E o mais fácil é movimentar-se de um pensamento para o seu oposto. Movimentar-se de uma polaridade para a polaridade oposta é a natureza da mente. Isso tem que ser entendido muito profundamente, porque sem que você entenda isso, nada poderá levar você à meditação. ....Quando você permanece no meio você não está reunindo momento algum. E essa é a beleza disso: um homem que não está reunindo momento algum para se mover a qualquer lugar, pode estar à vontade consigo mesmo, pode sentir-se em casa.....O tempo é criado pelo movimento da mente, exatamente como o movimento do pêndulo. A mente move-se, você sente o tempo. Quando a mente não está se movimentando, como você pode sentir o tempo? Quando não há qualquer movimento, o tempo não pode ser sentido. Cientistas e místicos concordam nesse ponto: que o movimento cria o fenômeno do tempo. Se você não está se movendo, se você está parado, o tempo desaparece, a eternidade chega à existência. .....A segunda coisa a ser entendida a respeito da mente é que a mente sempre quer o que está distante, nunca o que está perto. O que está perto é enfadonho, você fica farto dele. O distante lhe dá sonhos, esperanças, possibilidades de prazer. Assim, a mente sempre está pensando no distante.....Para a mente, o oposto é magnético e a não ser que, através da compreensão, você transcenda isso, a mente continuará movendo-se da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, e o relógio continua. Ele tem continuado por muitas vidas e é assim que você tem sido enganado - porque você não compreende o mecanismo.De novo o distante torna-se atraente e de novo você começa uma nova caminhada.....A mente é dialética, ela faz com que você se mova repetidas vezes em direção aos opostos. E isso é um processo infinito, ele nunca se acaba, a não ser que você, de repente, o abandone; a não ser que, de repente, você se torne consciente do jogo; a não ser que, de repente, você se torne alerta a respeito da trapaça da mente, e você pare no meio.Parar no meio é meditação. A terceira coisa: Porque a mente consiste em polaridades, você nunca é um todo. A mente não pode ser um todo, ela é sempre metade. ....A mente não é um mecanismo simples. Ela é muito complexa e através da mente você nunca pode tornar-se simples, porque a mente segue criando enganos. Ser meditativo significa estar alerta para o fato de que a mente está escondendo alguma coisa de si, de que você está fechando os olhos para alguns fatos que estão perturbando.Mais cedo ou mais tarde aqueles fatos perturbadores virão à tona, vão apoderar-se de si, e você irá em direção ao oposto. E o oposto não está longe, num lugar distante, em alguma estrela. O oposto está escondido atrás de si, dentro de si, na sua mente, no próprio funcionamento da mente. Se você puder compreender isso, você irá parar no meio. ....Quando você está equilibrado, a mente não está lá - então, você é um todo. Quando você é um todo, você é sagrado, mas a mente não está lá. Assim, meditação é um estado de não-mente. Através da mente esse estado não é alcançado. Através da mente, qualquer coisa que você fizer, ele nunca será alcançado. ....Quando eu digo meditação, eu quero dizer: ir além das polaridades opostas, deixar de lado todo o jogo, olhar para o absurdo disso e transcendê-lo. A própria compreensão se torna transcendência. .....Se você puder compreender isso, a meditação acontecerá em si.Na verdade, ela não é algo a ser feito, ela é uma questão de compreensão. Ela não é um esforço, ela não é algo a ser cultivado. Ela é algo a ser profundamente compreendido. Compreensão dá liberdade. Conhecer todo o mecanismo da mente é transformação. ...A felicidade somente pode acontecer para o todo, nunca para a parte.... Você é um reino dividido, existe um conflito constante dentro de si. Você diz alguma coisa mas aquilo nunca é o que você quer dizer, porque o oposto está ali impedindo, criando uma barreira.A mente entra quando você está dividido. A mente alimenta-se com a divisão. ....O que é felicidade? Felicidade é a sensação que surge em si quando o observador se torna o observado. Felicidade é a sensação que surge em si quando você está em harmonia, não fragmentado, uma unidade, não desintegrado, não dividido. Essa sensação não é algo que vem de fora. Ela é a melodia que cresce em si a partir da sua harmonia interior.....Muitas vezes, em meditação, você tem alguns vislumbres. Lembre-se: sempre que você sentir tais vislumbres, não diga: "quão belo é", não diga "quão amoroso é", porque é assim que você perde o vislumbre. Sempre que o vislumbre vier, deixe que ele esteja ali....Quando em meditação você tiver um vislumbre de algum êxtase, deixe que ele aconteça, deixe-o ir fundo. Não divida a si mesmo. Não faça qualquer declaração, senão o contato será perdido". OSHO - do livro, The Empty Boat.

Elisabeth Cavalcante