segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Espelhos da vida


A gente passa muito tempo pela vida sem perceber como o Universo em sua perfeição infinita nos dá tudo que precisamos para crescer, de uma forma precisa.
Fugimos léguas de nos olhar nos espelhos que a vida nos oferece a cada dia porque lá no fundo sabemos que ali vamos enxergar a nós mesmos...
E, às vezes, é muito mais fácil colocar a culpa de tudo que nos acontece nos outros a ter que assumir responsabilidade sobre o que experimentamos na vida...
Mas quando temos consciência que tudo aquilo que nos acontece é, de uma forma ou de outra, responsabilidade nossa, isso nos dá a possibilidade de mudar a nossa realidade.
Quando despertamos para o fato de que os acontecimentos ao nosso redor e, as pessoas também, são espelhos para partes nossas que não conseguimos enxergar, isso faz uma diferença enorme. A partir de então, agradecemos ao Universo quando nos deparamos com coisas que nos incomodam, porque sabemos que ali, ao invés de incômodo, existe na verdade uma chave para que a gente se conheça mais um pouco... Não podemos mudar o outro... mas, sempre podemos transformar em nós o que nos incomoda no outro e isso muda tudo ao nosso redor, inclusive "os outros".
Não adianta fugir desses espelhos que a vida nos oferece para o nosso crescimento, porque eles sempre voltam, como outras pessoas ou situações, que vão refletir exatamente algo que pede por transformação e que vai fazer com que nossa consciência se amplie mais um pouco.
Quando nos abrimos para receber todo o aprendizado que a vida nos oferece vamos nos encantar como tudo pode se tornar muito mais leve e como esse aprendizado pode ser mais divertido. Experimente jogar com vida... um jogo de crescimento.... Deixe de lado todo julgamento e os preconceitos e desperte a cada dia sabendo que existe algo para você descobrir sobre você mesmo e que as pistas vão vir através dos reflexos do espelho fornecidos pelas outras pessoas. Não fuja dos espelhos... não adianta, porque você só está adiando um processo de curas profundas. Lembre-se sempre: o que você vê de errado no próximo também existe em você, somos todos Um, portanto toda cura é autocura. Na medida em que você melhora o mundo também melhora. Assuma esta responsabilidade. Ninguém mais precisa fazer este processo, só você.
E, pouco a pouco, esse jogo de olhar no espelho da vida vai se tornando cada vez mais claro e mais natural... e vamos nos rendendo à infinita sabedoria do Criador que sempre nos proporciona o que precisamos... na hora certa... nem mais... nem menos.



Nelson Matheus Silva

sábado, 24 de outubro de 2009

Viver não dói


Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecidouma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intensoe que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrerpelas nossas projeções irrealizadas,por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silênciosque gostaríamos de ter compartilhado,e não compartilhamos.Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porquenosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livresque deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,mas por todos os momentos em quepoderíamos estar confidenciando a elanossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendoconfiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos,nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca,e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.


Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O pensamento e a mediunidade



O pensamento é uma função da inteligência dos Espíritos. Ao contrário de muitas opiniões, o pensamento não nos é imposto, não é determinado por Deus e não é imutável. Todos os nossos pensamentos são de nossa escolha, mesmo quando aceitamos ou assimilamos os de outras pessoas ou Espíritos. Essas escolhas correspondem com nossa forma de ser, nossas aptidões, sentimentos, conhecimentos, tendências, experiências, gostos, aspirações, temores, desejos, orgulho, inclinações, e tudo o mais que nos caracteriza como a individualidade que somos.


Nossos pensamentos podem ser mudados a hora que quisermos e do jeito que acharmos melhor, sem que com isto deixemos de ser nós mesmos, porque essas mudanças correspondem ao estágio em que estamos, no processo de auto valorização e maturação. Quando o amadurecimento relativo não existe, a pessoa diz, e até pensa que mudou, mas seus atos demonstram que não o fez.


Alem do que, todos os equívocos resultantes das escolhas, são parte natural do processo evolutivo. Porque, em cada momento, parece-nos que tal ou qual escolha é a melhor. Posteriormente descobriremos, por exemplo, que nos iludimos com algo ou a opinião de alguém. Portanto, não tínhamos, no momento da escolha, o discernimento que agora temos. Esse processo de maturação é que se chama de Lei da evolução dos Espíritos.


2. Os estudos espíritas sobre o pensamento, não podem esquecer que ele se ?materializa? fluidicamente e se propaga através dos fluidos.


3. Naturalmente, por sermos Espíritos, atraímos e nos ligamos a Espíritos. Ou seja, é através dos pensamentos que os Espíritos se aproximam e se ligam conosco. A Mediunidade nada tem a ver com isto.


4. Pensamentos nossos e pensamentos dos Espíritos, entrando em sintonia fica estabelecida a ligação fluídica e as trocas de idéias ocorrem. Isso se dá a qualquer hora, ou melhor, nas vinte e quatro horas de cada dia. Perceber e/ou entender o que vem dessa relação é ter a mediunidade funcionando.


5. Unindo os raciocínios 1, 2 e 3 temos: conforme as escolhas quanto ao que pensamos (e sentimos), fica determinado o tipo de Espíritos que mais convive conosco. O que pode ou não ser reconhecido. Se o for, e no grau que for, é porque a mediunidade está em funcionamento.


Lembremos: no que se refere as nossas companhias espirituais, elas são fruto do que sentimos e pensamos e não das palavras que proferimos. Palavras pouco significam se os pensamentos diferem delas. A verdade de cada um é o que há dentro de si. O que nem sempre corresponde com o que é falado. Ou seja, não nos basta dizer que pensamos só no bem. É preciso realmente pensar!


Estudar de forma mais objetiva a Mediunidade, implica em examinar como estamos encarando e utilizando o pensamento, para saber com que tipo de Espíritos estamos convivendo, porque são esses que mais nos influenciam. Ignorar esse fato, é desprezar um imenso campo de observação sobre si mesmo, e o entendimento do porque as coisas na nossa vida são como são.


Desejamos viver de forma mais eficiente e feliz com os recursos mediúnicos. Pedimos isso nas preces. Mas não contabilizamos as situações e atos, diários, resultantes da maneira como costumamos pensar sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre a vida em geral.


Os Espíritos bons nos ajudam, mas não podem evitar aquilo que provocamos com os pensamentos negativados que cultivamos. Costumamos não perceber tudo o que vem das ligações espirituais que nos prejudicam, e as mantemos; e também não distinguimos todas as orientações boas que tentam nos proteger.


Pensa-se, erroneamente, que só evocamos Espíritos quando os chamamos pelo nome ou por algum recurso que os identifique. Essa é uma forma mais ostensiva de evocação. Porem, quando pensamos, como que chamamos Espíritos que pensam de forma parecida. Isso também é evocar, mas de forma não intencional.


Ao pensar, criamos uma onda vibracional ou entramos numa já existente, que engloba encarnados e desencarnados. Há uma rede de interrelacionamentos nos ligando a todos.


É exatamente por certas maneiras nossas de pensar e sentir que atraímos este ou aquele Espírito. Essa sintonia, no geral, não é percebida e acabamos por ter a participação dessas criaturas em nossa vida, sem nos darmos conta do que ocorre. É claro que se forem bons Espíritos, a influência será benéfica; se forem maus e interesseiros, estimulam formas de pensar, sentir ou agir, agressivas, desarticuladas, medrosas, hipócritas, mesquinhas, mesmo que não notemos que estamos obedecendo a influências externas. Obviamente, essas condutas não serão provocadas se não as tivermos dentro de nós, como hábito ou como tendência. Por isso a auto-observação quanto aos próprios pensamentos se faz tão necessária.


Cabe aqui a pergunta: a quem estou servindo?


Ou, a mesma pergunta feita de outra forma: A qual senhor estou servindo?


E a Mediunidade (nossa ou de outro) entra nessa realidade, como o recurso ?salvador?, porque permite perceber essas companhias espirituais e até entender o que querem conosco, despertando-nos para a responsabilidade do que costumamos pensar.


Intuição e inspiração são tipos mediúnicos nos quais o pensamento dos Espíritos é transmitido mentalmente para o médium, mesmo que este não distingua o que ocorre.


É engano usar o termo inspiração apenas para artistas, pois está presente na vida diária de todos nós; ou só com significado de coisas boas e belas, pois pode ser o contrário; e, só para médiuns, pois todos estamos em relação mental com Espíritos.


Desprezar intuições e inspirações é jogar fora um grande instrumento de ajuda, para tudo na vida.


Já temos a possibilidade, através do estudo espírita, de desenvolver maior confiança em nós mesmos, nas nossas percepções e nos recursos mediúnicos que possuímos, guardando a certeza de podermos desenvolver potencialidades que hoje observamos em outras pessoas, mas que não constituem privilégio algum.


Comecemos por observar o que pensamos, porque pensamos e quanto tempo pensamos em determinados assuntos, para irmos descobrindo que tipo de companhias espirituais estamos cultivando, as quais influenciam, e muito, nossa vida, nossos relacionamentos e nossas atividades.


Como e com o que temos nos ocupado mentalmente?


Estamos discernindo as consequências de nossa vida mental?
Cristina Helena Sarraf

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Voce é refém da vida?


Abaixo transcrevo um caso clínico do Dr. Osvaldo Shimoda que ilustra muito bem os benefícios de uma terapia regressiva. Se algum dos meus pacientes permitir, publicarei suas histórias para que voces possam ver que quando realmente buscamos e fazemos nossa parte, conseguimos fazer algumas transformações em nossa vida.

"Por que a minha vida está travada, bloqueada e não flui?
Vem sempre algo para me prejudicar?
Por que os meus relacionamentos amorosos não dão certo, só atraio homens casados ou comprometidos, não consigo casar, constituir uma família?
Por que os meus relacionamentos afetivos são sempre conturbados?
Por que não me encontro, afetiva e profissionalmente?
Por que sou fechado, tímido, inseguro, tenho medo de me expor em grupo, me sinto rejeitado, solitário?
Por que esse vazio, essa angústia; minha vida não tem sentido?
Por que não evoluo, não prospero financeira e profissionalmente?
Por que...


Caso Clínico:Por que a minha vida está bloqueada, nada dá certo? Mulher de 35 anos, solteiraA paciente veio ao meu consultório se queixando de que nada dava certo em sua vida, e se dava, tudo vinha com muita dificuldade, com muito sacrifício. Queria entender, portanto, por que a sua vida estava travada na área afetiva, familiar, profissional e financeira. Após o término da terapia, ela me enviou um e-mail de agradecimento pelos benefícios que essa terapia trouxe em sua vida. Vou transcrever na íntegra o seu e-mail:"Olá Dr. Osvaldo, É com muita alegria que venho falar sobre os benefícios que obtive após passar por essa maravilhosa terapia. Como o senhor já tratou de muitos pacientes, talvez não lembre com detalhes do meu caso. Por isso, vou procurar relatá-lo da forma mais breve possível para não ocupar muito o seu tempo, pois sei que o senhor é uma pessoa muito ocupada. Nasci de uma família de classe média, católica, sou a mais velha de quatro irmãos, a minha vida sempre foi muito difícil, muito sofrida. Passei por duas grandes enchentes em São Paulo, onde a minha família perdeu tudo. Meu pai era bancário e minha mãe professora, Vivíamos (eu e meus irmãos) indo da casa para a escola, mas sempre tudo foi muito complicado: nasci a fórceps, contraí todas as doenças infantis possíveis e imagináveis, sempre caía e quebrava algum osso, na adolescência era o patinho feio, fazia tudo para agradar, parecia que uma nuvem negra andava sobre minha cabeça; tudo, mas tudo mesmo, dava errado. Passava de ano sempre com muita dificuldade, me esforçava tanto, vivia estressada, daí apareciam as alergias, era horrível. Com muito custo terminei a escola. Enquanto as meninas da minha idade se preocupavam em namorar, eu tinha que cuidar da casa e dos meus irmãos. Tentava trabalhar fora, pois não agüentava mais ficar como "empregada". Mandava currículos, os entrevistadores ligavam para marcar a entrevista, e quando chegava lá parecia que eu era o 'demônio', era impressionante, me ignoravam ou me destratavam. Isso aconteceu por várias vezes. Então, resolvi ficar em casa mesmo, cuidando dos serviços domésticos. Meus pais não entendiam por que eu não conseguia nada; era sair de casa e algo dava errado. Um dia estava indo procurar emprego, e dentro do ônibus, sentada na cadeira do corredor, a pessoa do lado abriu a janela e do nada senti algo atingir meu rosto: alguém fora do ônibus jogara algo tão fedido, que tive que descer do ônibus; era sempre assim. Assaltos então... perdi a conta. E namorado, ninguém me via, eu era invisível. Enquanto isso, meus irmãos prosperavam; meu irmão (dois anos mais novo que eu) já estava na faculdade e fazia estágio em uma multinacional; minha irmã mais velha terminara a escola com louvor e estava noiva de um rapaz muito bom; a caçula, a mais mimada, tinha tudo, ela era o meu oposto, não fazia esforço para nada e as coisas vinham para ela, sem grandes sacrifícios. Meus pais deram um carro para o meu irmão logo que ele passou na faculdade; a minha irmã mais velha ganhou um carro do noivo, e eu andava de ônibus sempre lotado. Não consegui tirar a carta de motorista, então deixei pra lá. Já me acostumara com as dificuldades de minha vida. Eu tinha uma energia tão ruim, era uma coisa tão esquisita que até a minha família se cansou de mim, já nem mais participava de nada, pois tudo o que eu ia fazer dava errado. Vivia no meu cantinho, com a minha tristeza, um grande vazio, sem perspectiva, sem nada.Naquela altura do campeonato, com 35 anos, já tinha ido a todos os lugares, buscado todas as religiões, tudo o que me ensinavam eu fazia. Nem preciso falar sobre a minha auto-estima, um medo de tudo, um horror! Ah, consegui fazer também terapia, com muito custo, sem esquecer que o terapeuta faltava mais do que ia às sessões.Então, um belo dia, folheando uma revista no consultório de meu terapeuta, li uma reportagem do senhor e fiquei impressionada. Pela primeira vez na vida senti alegria. Saí do consultório ainda com o que li a respeito de sua terapia. Liguei, mas como tudo em minha vida sempre vinha com muita dificuldade, sua secretária falou que a lista de espera era de seis meses; na hora, fiquei decepcionada, mas pensei: Tenho seis meses para levantar o dinheiro. Deixei meu nome na lista e aguardei ansiosa para a minha entrevista de avaliação. O 'dia D' chegou, saí de casa bem antes da hora, pois sabia que podia acontecer alguma coisa de ruim, isso era frequente. Cheguei antes do horário, estava muito ansiosa, nervosa. Sabia que não era certo depositar todas as fichas em uma pessoa, mas confiei, acreditei. O senhor me passou tanta confiança, lembro que ao relatar todos os acontecimentos de minha vida quase acabei com sua caixinha de lenços, o senhor lembra? Eu só queria entender por que minha vida era tão difícil, tudo acontecia comigo, tudo truncado, em todos os aspectos: familiar, financeiro, relacionamento, tudo mesmo. Eu lembro que na minha adolescência não era tão revoltada, mas era triste; então, eu pensava: se era para passar por tudo aquilo em minha vida, que passasse com consciência e resignação.Bom, o dia da 1ª sessão chegou, lembro-me que choveu tanto que quase não consegui chegar, mas já estava acostumada. Para a minha decepção, não consegui quase nada nessa primeira sessão, fiquei triste, tão chateada, mas o senhor me falou que era devido à minha ansiedade, e que eu tivesse fé. Na semana seguinte, lá estava eu, e veio então a história de minha vida passada que foi a causa, que desencadeou todo o sofrimento da vida atual.Eu me vi como uma mulher com vestido de época, era mais ou menos no ano de 1830, tinha uns 19 anos, era morena, muito bonita, mas muito má. Conheci um homem, que se chamava Afonso, muito rico, ele era viúvo e tinha três filhos (depois identifiquei como meus três irmãos de hoje; por isso, eu tive que me dedicar a eles).Esse homem acabou se apaixonando por mim, ele achava que eu podia cuidar dele, da casa e também dos seus filhos. Eu, particularmente, estava de olho no dinheiro dele. Aceitei me casar com ele e fiz da vida daquelas crianças um inferno. Barrava tudo o que elas queriam fazer, colocava remédio para dar dor de barriga para que eles não conseguissem estudar, viviam deitados, tinham febre... Meu marido não entendia, ele dizia: 'meus filhos sempre foram saudáveis, nunca me deram trabalho, por que agora estão sempre doentes'? Eu respondia: meu amor, acredito que seja porque estou cuidando deles como a mãe que eles não tiveram. Já lhes falei que não quero ficar no lugar dela, mas eles fazem questão de me afrontar; não quero fazer intriga, mas veja como eles estão doentes.Desta forma, fiz com que o meu marido ficasse contra os filhos; este era meu intuito: tirar aquelas pestes da minha vida, não agüentava mais o choro, as brigas, tudo. Consegui mudar tudo naquela casa, não queria que nada lembrasse a 'finada', que se chamava Cecília. Por isso, troquei todos os empregados, era uma pessoa que se não gostasse de algo ou de alguém, dava um jeito de mudar, não queria saber se aquela pessoa iria sofrer, se tinha família; enfim, eu era muito mimada, as coisas tinham que ser do meu jeito. Dr. Osvaldo, quando voltei da regressão, não conseguia parar de chorar, pensei: como pude ser tão ruim, infantil com todos naquela vida passada? Eu me sentia a pior das pessoas; realmente, merecia passar por tudo o que estava passando na vida presente. Cheguei em casa, a minha irmãzinha caçula estava no portão, eu a abracei com tanto amor e carinho, ela não entendeu nada, mas eu sabia o que tinha feito. Eu falei para ela: 'te amo, minha irmãzinha querida, você merece tudo de bom, merece ser feliz, me perdoe por tudo o que fiz, por favor'. Ela me abraçou, e começamos a chorar. Da mesma forma, fiz com meus outros dois irmãos: pedi perdão do fundo de meu coração; pela primeira vez, vi minha família unida, senti uma grande alegria.Ainda faltava mais uma sessão, tinha que saber o que tinha acontecido com o meu marido daquela existência passada?Na última sessão, senti no consultório um calor tão gostoso, senti também um cheiro de rosas, vi um homem e uma mulher, estavam de branco e nas roupas tinham detalhes que pareciam de ouro. Intui que era o meu marido Afonso daquela vida passada e a mulher dele, a Cecília, a que tinha falecido; comecei a chorar, não conseguia olhar para eles, sentia vergonha do que tinha feito no passado, pedi perdão. Afonso me falou: 'Minha querida e amada irmã, como você evoluiu, estamos tão felizes por seu crescimento, é para você que deve pedir perdão, não para nós; somos apenas companheiros de viagem, apenas instrumentos para que possamos alcançar a perfeição, se perdoe'. Cecília pegou a minhas mãos, mas me sentia tão sem graça, que não olhava diretamente para ela, ela sorriu, passou as mãos em meu rosto e me disse: Você está livre, minha menina; estamos aqui torcendo por você, vá e viva!Dr. Osvaldo, o senhor me perguntou naquela sessão se eu queria fazer alguma pergunta ao casal; na verdade, eu só agradecia, e um sentimento de amor tomou conta de mim, pois realmente me sentia livre. Eles agradeceram, e os vi indo embora.Desta forma, consegui entender que tudo que acontecia de errado em minha vida, na verdade, era a minha alma que cobrava, ou seja, eu que me cobrava, estava me autopunindo por ter prejudicado àquela família da vida passada. Saí do seu consultório leve, pois tinha obtido a resposta, havia entendido a causa de meu problema. E aconteceu exatamente como o senhor havia me dito antes de iniciarmos as sessões de regressão, de que 'A Verdade Vos Libertará', como dizia o mestre Jesus Cristo.Dr. Osvaldo, já se passou um ano após o término da terapia, e a minha vida hoje é outra. Já estou no primeiro ano da faculdade de Psicologia, consegui um emprego na empresa em que meu irmão trabalha que é na área de RH, também estou namorando, ele é um homem muito bom e honesto, estamos planejando casar no início de 2010.Enfim, Dr. Osvaldo, estou tão feliz, que gostaria que todas as pessoas soubessem da mudança que essa terapia provocou em minha vida. Se o senhor quiser, eu autorizo a publicar o meu caso, pois, da mesma forma que fui beneficiada ao ler o caso clínico que o senhor publicou em seu site e, com isso, me fez procurar essa terapia, acredito que outras pessoas serão também beneficiadas ao lerem o meu caso. Agradeço a Deus, ao casal Afonso e a Cecília (meus mentores) e ao senhor; rezo para que tenha muita saúde e que possa continuar a ajudar um maior número de pessoas. Que Deus te abençoe"!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Previsões 2010

No ano de 2010, será mais difícil esconder a verdade.
As paredes que separam o fato da ficção se enfraquecerão sob a força da consciência de luz emergente da humanidade.
A transparência se tornará o slogan dos tempos.
O que isto significa? E como isto é relevante para vocês, Transformadores Divinos?
A um nível global, isto significa que muitas das disparidades e disfunções do seu mundo sairão das sombras da ignorância.
Enquanto isto acontece, situações há muito tempo fora do equilíbrio, serão vistas como prejudiciais, até mais do que no presente.
Do mesmo modo, verdades universais sobre a energia e a interligação de toda a vida surgirão na tendência atual com velocidade crescente.
Haverá um crescente sentimento de consciência por todo o planeta de que muitas coisas não são realmente como elas pareciam ser por muito tempo.
Até bem recentemente, o pensamento da tendência atual esteve em um compartimento envolvido firmemente sob controle.
O ano de 2010 anuncia um enfraquecimento neste controle.
As coisas fora do pensamento convencional que vocês há muito acreditavam como verdadeiras, receberão menção digna de nota de fontes improváveis.
Não se surpreendam quando ouvirem que algumas figuras públicas de alto nível acreditam que provavelmente há vida em outros planetas.
Estejam preparados para anúncios de curas para enfermidades devastadoras.
Algumas enfermidades podem até ser re-classificadas, enquanto os pesquisadores compreendem mais plenamente como funcionam os sistemas interligados de energia do corpo.
A história do planeta passará por um microscópio também, enquanto os pesquisadores e cientistas surgem com soluções para a crescente lista de preocupações do mundo.
Pessoas que estavam aparentemente adormecidas anteriormente começarão a se conectar com um desejo de uma vida mais centrada no coração.
Por baixo deste desejo, estará uma lembrança de que há uma força espiritual que está no âmago de cada ser.
Esta é a chispa Divina que está em toda a vida.
Os estágios iniciais desta recordação se manifestam tipicamente como um descontentamento geral.
Quando a insatisfação aumenta suficientemente, a pessoa começa a questionar mais intensamente e pedir coisas diferentes do que elas estavam acostumadas a receber.

Compreendendo os Outros
Isto está sendo mencionado aqui, assim vocês compreenderão mais facilmente quando os seus amigos, colegas e amados começarem a despertar e a agir de modo diferente do que antes.
Vocês se encantarão, naturalmente, diante do seu despertar, entretanto as suas ações podem parecer desconcertantes.
Algumas vezes o seu questionamento será mascarado em debates ou lamentações absurdas.
Pode parecer que algo da sua irritação seja devido a algo que vocês fizeram.
Freqüentemente, o que vocês fizeram ou não fizeram, é somente um catalisador para o seu descontentamento.
Assim, não é pessoal.
Se puderem se lembrar disto quando forem lançados no centro do caos do despertar da outra pessoa, será mais fácil para vocês encontrarem o seu centro.
Durante o ano de 2010, vocês terão amplas oportunidades de aprimorar as suas habilidades de discernimento.
Enquanto a prevalência da transparência aumenta, vocês terão muito a ponderar e a examinar.
Algo da informação verídica que venha à luz será maquinada lado a lado com mentiras.
Isto significa que parte do que lhes for mostrado é verídico, mas a cena global pode ser enganosa.
Algo que pretenda ser transparente apresentará uma mistura de informação verdadeira e não tão verdadeira.
Na verdade, contudo, a verdade surgirá em todas as coisas com o decorrer do tempo.
Os véus da decepção não mais podem ser mantidos no lugar, pois o planeta se dirige para uma consciência mais elevada.
O obscuro - seja o bem, o mal ou o repulsivo - se tornará naturalmente cada vez mais transparente.

Vocês Como Transformadores Divinos
Lembrem-se de que vocês, como Transformadores Divinos, vieram à Terra agora para estarem na vanguarda das mudanças, envolvidos com a mudança do seu planeta em luz.
Ser um Transformador Divino significa que vocês estão se movendo para uma criação consciente e resgatando o seu poder.
Vocesestão reconhecendo o espírito e que vieram do Espírito.
Vocês estão encontrando meios de retornar ao ser centrado no coração, que é a sua verdadeira natureza.
Vocês estão percebendo que a maior parte das pessoas se esqueceu de sua herança Divina.
Vocês estão observando como as pessoas aprenderam a estar desconectadas umas das outras e da força Divina que se pretende ser o estímulo da vida.
Devido a sua consciência e experiências anteriores, vocês estão entre aqueles que estão assumindo o comando durante estes tempos de crise planetária.
Tenham em mente que estar adiante ao longo do caminho, não os tornam especiais ou melhores do que qualquer outra pessoa.
Entretanto, a sua luz e os modos com que a expressam, podem representar uma tremenda ajuda aos outros que estejam nos estágios iniciais do despertar.
Sua luz pode ser também uma força benéfica fundamental para outros trabalhadores da luz que viajam ombro a ombro com vocês.
Seus companheiros precisam saber que eles não estão sozinhos.
Vocês se dão o lembrete de que isto é um esforço em grupo.
Vocês podem se ajudar a se mover mais facilmente através do caos, e permanecer sãos.
Vocês podem ser a rocha da estabilidade uns para os outros.
As pessoas em sua esfera energética de influência estão se defrontando com desafios semelhantes aos seus - grande incerteza, mudanças arrebatadoras, reconfiguração econômica, caos contínuo, e relacionamentos inamistosos.
Eles encaram estas coisas, independente do fato de que estejam tão preparados como vocês estão.
Nesta existência e até em vidas passadas, vocês fizeram o trabalho e a preparação que algumas pessoas estão somente iniciando agora.
Sua preparação adiantada os ajudará intensamente em 2010.
Um fator que os esteve ajudando até agora, mais do que vocês provavelmente reconheçam, é que vocês foram introduzidos a muitas ferramentas úteis para lutar e aprenderam alguns princípios sobre como responder à vida com a razão orientada intuitivamente.
Vocês descobriram que a solução para a paz é aprender como criar a paz em si mesmos.
Vocês sabem, sem dúvida, que o seu relacionamento com o Espírito é a cola que une todas as peças desconectadas.
Agora é o momento de colocar tudo o que vocês aprenderam em ação.
É importante que ajam em relação ao que sabem.
Façam isto até quando sentirem que não têm todas as respostas.
Comecem de onde vocês estão, e mais respostas virão até vocês, quando necessário.
Confiem que as suas ações infusas na luz farão uma diferença no que acontece em seguida - no próprio progresso de sua alma e no futuro de sua amada Terra.
Lembrem-se de que os humanos têm uma idéia distorcida do tempo.
Pode parecer como se ninguém estivesse se preparando para a grande mudança de vida na Terra.
Ao olho destreinado, o atual tumulto pode parecer um fenômeno recente.
Este ponto de vista é contrário ao modo com que o seu universo realmente funciona.
Quando vocês compreenderem mais e mais, trata-se realmente dos ciclos que estão continuamente em movimento.
O ciclo do atual processo de despertar da sua Terra esteve ganhando momentum por muitos anos.
Entretanto, agora há um processo de ampliação envolvido.
Isto significa uma ruptura muito mais rápida dos véus que há tanto tempo mantinham as pessoas na ignorância.
Isto significa quantidades crescentes de transparência envolvendo todos os aspectos da sua sociedade. Isto é significativo.
Transparência e a Grande Mudança
A tendência em direção a uma maior transparência nada tem a ver com a política, com a religião, ou desejos de grupos de interesse especial.
Do mesmo modo, nada tem a ver com o que está certo ou errado.
O movimento para uma maior clareza segue mão a mão com a grande mudança das eras.
Esta mudança envolve um afinamento dos véus que há tanto tempo mantêm as massas na escuridão.
Muitos dos problemas do mundo foram construídos por muito tempo, entretanto, somente recentemente isto começou a se tornar aparente para a população em geral.
Do mesmo modo, a jornada da vida para as pessoas encarnadas na Terra hoje é um ciclo de energia contínuo, colocado em movimento no decorrer das existências.
Há uma tendência de cada vez, incluindo esta existência, de esquecer o que aconteceu antes e ter amnésia sobre os presentes e falhas de caráter de alguém.
Enquanto a lembrança é precipitada, a resposta individual dependerá de quão evoluída está a pessoa nesta existência e do seu estado de consciência ao ser confrontada com a verdade da mudança da realidade.
A desmistificação da vida, em grande escala, que está ocorrendo agora, é sem precedentes.
Em nenhuma outra existência vocês se defrontaram com o re-exame profundo do que é real, ao que prestar atenção, e como vocês se adaptam.
Ainda que sejam trabalhadores da luz experientes, vocês podem ficar ansiosos ao descobrirem que o seu treinamento anterior da vida fez pouco para prepará-los para o nível de revelação agora em andamento.
Prossigam gentilmente com vocês e com os seus companheiros humanos que estão também encontrando o seu caminho fora da escuridão.
Isto será mais fácil em alguns dias, mas mais difícil em outros.

As Vendas Desaparecem
Em muitos casos, será um pouco como uma corrida de cavalos que após a corrida têm as suas vendas (antolhos) removidas, antes de serem soltos em pasto aberto.
Algumas vezes o cavalo responderá freneticamente, correndo tão rápido quanto possa em direção à liberdade, entretanto, sem ter nenhum destino específico em mente.
Em outros momentos, o cavalo se moverá suavemente e tranqüilamente no campo aberto, sentindo-se confiante e com vivacidade.
Na ocasião, o cavalo permanecerá no lugar, imobilizado e atordoado.
Caso se sinta suficientemente irritado, o cavalo pode empinar e escoicear o seu treinador como uma defesa.
Se for deixado solto com outros cavalos, o seu instinto gregário pode entrar em jogo. O cavalo então seguirá o líder da égua dominante.
As pessoas respondem freqüentemente, similarmente à corrida de cavalos quando defrontadas com a necessidade de fazer mudanças radicais e responder às perguntas sem orientação externa.
Há uma tendência aprendida de fugir das restrições.
Poderia haver mais clareza se as pessoas tivessem mais experiência e confiança em acessar a sabedoria interior do seu coração.
Sem um plano inteligente, a pessoa que dispara à frente não está realmente em melhores circunstâncias do que antes.
Similarmente, as pessoas freqüentemente permitem que o medo seja uma força imobilizadora e não o catalisador para fazer grandes coisas.
A mentalidade compacta é um sério obstáculo também.
Isto é especialmente verdadeiro nos momentos em que as pessoas estão se sentindo isoladas e desejam uma conexão com outros.

Dez Questões para Fazer em 2010
Para que evitem ser como o cavalo selvagem na corrida, em 2010, aqui está uma lista de 10 questões que vocês podem fazer em uma base regular.
Retornem a estas questões sempre que desejarem mais clareza, mais foco, mais equilíbrio, e mais confiança interior sobre a sua jornada de luz.
1 - Enquanto eu considero um problema ou situação, eu estou observando tanto os detalhes relevantes, como a grande cena?
2 - Qual é a parte omitida fundamental da informação que me permitirá ter clareza sobre um problema ou situação?
3 - O que está me impedindo de ver o que eu preciso ver?
4 - Como eu estou sabotando o meu próprio progresso?
5 - De que modos eu estou entregando o meu poder?
6 - Qual é a mudança que eu poderia fazer em minha vida para deslocar radicalmente o condicionamento rígido do passado e me mover para um estado mais iluminado?
7 - Enquanto eu considero as atuais notícias do mundo externo e as profecias sobre 2012, que coisas são realmente verdadeiras, quais são suposições, quais me deixam mais temerosa, e quais me levam a me sentir mais esperançosa?
8 - Quão confortável eu me sinto ao me tornar mais transparente comigo mesma, com os meus amados, e com o meu mundo exterior?
9 - O que eu temo em saber sobre mim mesma?
10- Hoje eu me lembrei de que sou um Transformador Divino, contemplando o que isto significa na ação?

Sua Escolha
Realmente, vocês têm uma escolha a fazer quando se refere à mudança.
Vocês estão aceitando o seu papel como Transformadores Divinos, ou estão se permitindo a ser uma vítima da mudança?
Enquanto continuam a jornada da redescoberta da sua natureza Divina, nós os envolvemos com o nosso amor e bênçãos.

Nós somos O Conselho dos 12.

Dreitos Autorais 2009 por Selácia, Canal para O Conselho dos 12,
* Todos os Direitos Reservados *
http://www.Selacia.com

Tradução: Regina Drumond

domingo, 27 de setembro de 2009

A dificil arte de ser o que se é!


Às vezes, me pergunto: por que é tão difícil sermos simples, essenciais, originais, no sentido da pureza existencial?
Muitas vezes acreditamos que ser simples é apenas agir com sinceridade, não enganando, de forma alguma, aqueles que em nosso caminho passam.
Mas para sermos simples, devemos ser autênticos, pois, afinal, somos seres únicos e jamais encontraremos algum ser igual a nós.
Na verdade, é isso o que buscamos nos outros: seres iguais a nós. Por isso a diferença nos outros nos incomoda.
Para que sejamos autênticos, precisamos agir com sinceridade e pureza, atuando com naturalidade, tendo a coragem de se expor e, também, de mostrar fragilidade em determinados momentos e situações. É preciso ter a coragem de chorar e, muitas vezes, falar coisas que nosso coração sente, tirando os preconceitos e deixando que as máscaras que sempre usamos caiam por terra, doa a quem doer.
Precisamos destruir as barreiras que durante muitas vidas viemos construindo, (por acharmos que as muralhas em torno de nós são as que vão nos proteger dos nossos maiores inimigos). Porém, quando nos vemos cercados por essas altas e fortes muralhas, concluímos que nosso maior inimigo está dentro de nós mesmos, mais protegido que qualquer um. E de nada adianta empunhar poderosas armas de destruição, uma vez que o que devemos destruir está dentro de nossa alma.
Preferimos prender nos nós da garganta as palavras que muitas vezes deveriam ser ditas, mas nos curvamos diante de nossa mediocridade evolutiva e as engolimos.
Preferimos esconder as lágrimas que brotam do mais intimo dos nossos sentimentos, para que nos vejam como fortes, indestrutíveis e infalíveis. E, ao mesmo tempo, preferimos buscar respostas imediatas, a ter que refletir sobre determinadas coisas, só pra mostrar que sabemos, mesmo que superficialmente.
Buscamos ter idéias formadas sobre tudo, mesmo que de forma rasa e sem qualquer tipo de embasamento.
E assim, vamos nos transformando naquilo que não somos, afundando-nos em falsas palavras, atitudes e sentimentos. Mas isso causa aos outros uma sensação de sempre estarmos senhores da situação.
Não que sejamos mentirosos, mas chegamos com a repetição desse tipo de atitude a uma situação em que já nos encontramos perdidos daquilo que realmente somos, e as nossas falsas atitudes passam a ser a nossa verdade, a ponto de esquecermos quem realmente somos, perdendo nossa essência.
E com o passar do tempo, distanciamo-nos de nós mesmos, e um vazio frio e úmido passa a nos envolver, e nossos dias se tornam tristes, nossas amizades vazias, pois nos enterramos em falsidades conceituais para parecer agradáveis aos outros, esquecendo de nossa verdadeira essência: O Amor.
E daí não adianta ficar chorando baixinho, sentindo saudade de nós mesmos, de nossa essência divina.
Sejamos nós mesmos, autênticos e firmes em nossos objetivos.
Certamente muitos se afastarão de nós, pois não seremos mais convenientes para eles; mas outros tantos se aproximação, pois verão que somos simples, sinceros, e nossa essência divina irá brilhar, pois seremos aquilo que realmente sempre fomos: Puro Amor, em essência.




Fernando Golfar

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Comprometa-se

NegritoComprometa-se!
Quanto mais você aceitar tanto seu lado bom quanto o ruim, tanto menos crítico será para com as pessoas que o cercam.
Se estivermos dispostos a agir de forma honesta, cada relacionamento pode tornar-se um espelho.
Quando reagimos com irritação desproporcional ao comportamento de outra pessoa, isso normalmente acontece porque tal atitude espelha algo que não queremos perceber em nós mesmos.
Ao identificar e aceitar as múltiplas facetas de sua natureza, você estará se capacitando a aceitar com maior facilidade as pessoas e, portanto, a viver mais em paz consigo e com as pessoas que importam em sua vida.
Sob uma perspectiva espiritual, a meta do amor consiste em enxergar você no outro e o outro em você.
Este estado de consciência unificadora é a expressão da divindade na humanidade.
Ao se sentir confortável dentro de si, seu contentamento interior ajuda naturalmente aqueles que estão ao seu redor a se sentirem mais confortáveis.
Um coração repleto de compaixão transmite a mensagem :
“Reconheço você...Conheço você...Aceito você.
Você pode assumir um risco, indo além de seus limites normais, mas isso significa mover-se para fora de sua zona de segurança...vale a pena.
Abraçar o desconhecido nos oferece nossa maior oportunidade de crescimento pessoal, enquanto desperta nossos maiores temores.
Quando você se apaixona torna-se uma pessoa diferente...
Existem vários tipos de relacionamentos apaixonantes...
O amor expande nosso sentido de nós mesmos, algo que, uma vez expandido, jamais retorna a seu tamanho original.
Uma vida desfrutada em amor é a única vida que vale a pena.
Como citado em Coríntios, sem amor, o conhecimento e a caridade são vazios. Entre a fé, a esperança e o amor, o amor é maior.
Comprometa-se a amar sob todas as suas expressões.
Mesmo depois de tanto tempo, o sol nunca diz para a terra, “você me deve”.
Veja o que acontece com um amor como este, Ele ilumina o céu inteiro.
Libertar-se de hábitos exige atenção focada e força de vontade.
Os hábitos preenchem necessidades.
Para abandonar um comportamento indesejável, você deve substituí-lo por um que o gratifique.
À medida que você trouxer para o seu cotidiano influências que apóiem seu bem estar emocional e físico, o alívio temporário que seu antigo hábito lhe oferecia será substituído por conforto e harmonia duradouros.
Procure relacionamentos e comunidades que reforcem seu compromisso de adotar escolhas que promovam a vida.
Somos a soma das escolhas que fizemos.
Lembre-se a cada momento: todo mundo faz seu melhor, com base em seu atual estado de consciência.
Das amebas unicelulares aos seres humanos com trilhões de células, a dança da vida inclui a alternância entre pausa e o movimento.
A vitalidade e o entusiasmo são frutos de uma vida em harmonia com os ritmos da natureza.


David Simon

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Minha mala... um fim?


Quando procuramos ajuda estamos em busca de um fim. Um fim que termine com o que está me incomodando, um fim a alguém que habita meu coração, um fim a uma lembrança, a um sentimento e por aí vai.
Cada um de nós, com sua respectiva história: família de origem, crescimento, escola, amigos, amores, sexo, etc. trazem consigo certa bagagem, uma mala completamente distinta de todas as outras.
E lá meu vou, lanço-me na vida com minha malinha.
E me vou, faceiro, cheio de expectativas me achando o cara porque eu tenho minha mala. Ela é minha e dela me apodero como uma verdade absoluta. Lembre: nela estão à história de cada um de nós, com todas as impressões, percepções e sentimentos das pessoas e da vida. E me sinto munido das ferramentas necessárias para construir minha vida.
Vou seguro (a) achando que tenho as ferramentas necessárias para viver a vida.
Mas, um dia percebi que minha mala não tinha tudo que necessitava e foi exatamente naquele momento, e já faz tempo, em que me vi só e sem saber o que fazer e como reagir. Pensei: Vida, o que é isto? Por quê? Crise! Como assim? Fiz tudo como me disseram e agora isto? Como? Esta é a crise! A falta de ferramentas, a constatação de que, ao contrário do que pensava, eu não tenho tudo de que necessito para viver a vida.
Vida, que queres de mim? Fiz tudo certinho, me lancei na vida bonito (a), como manda o "figurino", o que aconteceu?
Mas, o tombo é inevitável e a queda faz com que percebamos que em alguns momentos da vida estaremos sós. A mala não é tudo e não tem tudo que gostaríamos de encontrar lá dentro, principalmente algumas respostas.
Naquele momento minha mala espatifou-se no chão e na queda percebi que ela era muito menor do que pensava, aliás, bem pequena até. Puxa, quando me atirei na vida achava ela enorme ou era meu ego que eu estava vendo? Que egão!
Quando minha mala caiu no chão ela distanciou-se um pouco de mim, saiu de minhas mãos, daí pude percebê-la melhor. Que estranho, até parece outra mala. Na queda também pude perceber como ela estava desorganizada por dentro e como havia coisas lá dentro que eu desconhecia. Meu Deus, o que é isso tudo? Quanta coisa tem aí dentro!Eu não sou eu!
Humildemente, mas também sem muita alternativa, me abaixo, junto minhas coisinhas e as coloco dentro daquela mala pequena; esta é minha bagagem para a vida. E me vou como peregrino quase despido para outro dia, outro momento, outras pessoas. E vem a insegurança, a solidão. E como desejo dar fim a esses sentimentos; aquele fim que falávamos no início.
Na vida me lanço, mas com outra postura. Antes estava ereto, certo, convicto e com a sensação de ter a vida em minhas mãos. Agora caminho de forma mais lenta, corpo mais curvado, olhar mais reservado e agarrado a minha mala como se fosse meu último suspiro. Agora parece ser um eguinho.
Egão x eguinho, como quero dar um fim nisto!
Para piorar, algo me diz que aquele não foi meu primeiro tombo e que minha mala poderá ficar menor ainda. Meu Deus, o que faço? O que faço comigo?
Bom, na falta de alternativas, tenho que trabalhar com o que tenho e o que possuo é ela: a mala. Então vou para um canto, me sento e tomo a decisão de com ela me entender. Naquele canto faço meu recanto... E vou olhar para mim. Abro minha pequena mala e vejo algumas coisas organizadas com aprumo e outras nem tanto. Algumas nem ligo, mas algumas são de chamar a atenção; elas não expressam o que sou. Puxa, tem algumas coisas nesta mala que até desconheço. Identifico nela um pouco da minha história, dos valores, lembranças, sentimentos, mas também muito do que não sei sobre mim: egão x eguinho, de novo
.O tempo passa... até porque me esqueci dele tentando me achar em mim mesmo. A impressão que tive foi a de que me atirei num infinito de questionamentos e novas percepções.
Vendo minha pequena mala com tão poucas coisas percebi que tinha uma única alternativa: fazer o movimento contrário - olhar para fora de minha mala. Então a fechei com zelo, segurei-a em meus braços e me levantei. Saí do meu canto e comecei a caminhar.
Que fantástico! Tudo parece diferente! Olha só quantas pessoas com malinhas pequenas caminhando, buscando alguma coisa! Não estou só! Choro. E choro mais um pouco. Meus passos têm outro sentido, outro movimento. Penso: vem vida, estou aqui! Animo-me e caminho mais rápido em direção a todas as possibilidades de viver. Mas, na caminhada que ora inicio vejo que alguns não saíram de seus recantos. Perderam-se em si e com suas coisas ficaram aturdidos, quase cegos. Choro.
Outros caminham como eu... Outros ainda nem percebi e outros sei que estão por aí.
Olhando para trás consigo-me ver saindo para a vida com aquela mala grande, me sentindo grande. Hoje me vejo com esta pequena mala, mas me sentindo comigo. Então, egão e eguinho não são mais uma disputa porque no lugar deles está parte do meu eu, o ego. Aquela parte necessária, estrutural para o ponto de partida, para nos tornarmos mais do que somos hoje.
Nessa história toda procurava fervorosamente por um fim... E encontrei um fim para um início.
O fim não existe.
Domicio Brasiliense

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Reciclagem de vida


Não sei se a vida se recicla. Não, talvez não. Mesmo se após um tempo de reflexão decidimos mudar nossa vida, seremos sempre nós mesmos no fim. Mudados, mas nós. Com todas as marcas e cicatrizes para que não nos esqueçamos do que fomos.
Sabemos que jamais poderemos recolar os pedaços das coisas vividas e construir novas. Colchas de retalhos são muito bonitas, mas não passam de colchas de retalhos. Remenda-se panos, recola-se papel ou vidro, mas não se remenda vidas, não se recola momentos passados, coisas que deixamos pra trás.
Recomeçar? Sim. Recomeçar é possível, mesmo (e felizmente!) se já não somos os mesmos. Aprendemos, à custa de dor, mas aprendemos. Não cometeremos duas vezes os mesmos erros, não beberemos a mesma água.
Durante anos vivemos como se não tivéssemos outras alternativas. A vida é assim, é o destino. Mas nosso destino, nós fazemos. Nossas prioridades, escolhemos e aprendemos a viver com elas. E só depois, mais tarde, é que nos questionamos sobre o fundamento das nossas escolhas. Há pessoas que acham que é tarde demais para mudar e continuam na mesma linha, mesmo se conscientes de que talvez esse não tenha sido o melhor caminho. Homens e mulheres que se mataram a vida toda para ganhar dinheiro terminam muitas vezes a vida sozinhos, cheios de dinheiro, vazios de amor.
E felizes há aqueles que descobrem que ainda é tempo para fazer alguma coisa. E que podem redefinir as próprias prioridades e assumi-las. Vai doer, mas vai valer a pena, porque no fim das contas vamos ter a consciência tranqüila de que tentamos. Um dos piores sentimentos que existem é o de não poder recapturar um momento que gostaríamos que tivesse sido diferente. O eu de hoje não teria feito isso ou aquilo, mas o que eu era ontem não sabia o que sei agora. Se soubesse, teria cometido menos erros. Mas temos um Deus tão bom e tão grande que Ele está sempre nos oferecendo a opotunidade de nos redimir e fazer novas escolhas.
E agora? Agora sabemos. Não vamos pegar atalhos. Eles podem ser atraentes, mas nos impedirão talvez de aproveitar as belezas da jornada. O caminho da vida é bonito, apesar de ser mais difícil para uns que para outros. Mas é bonito se sabemos tirar o máximo do que é bom. Noites escuras podem nos fazer ver mais claramente as estrelas. Só veremos o nascer do sol se acordarmos cedo. Coisas simples que a natureza nos ensina.
Reciclagem de vida? Talvez sim. Talvez sejamos, no fim das contas, uma colcha de retalhos da vida. Mas que sejamos então uma bela colcha nova enfeitando um quarto, um coração, talvez mesmo muitos corações e muitas vidas, a começar por nós mesmos.


Leticia Thompsom

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Como voce avalia sua habilidade de fazer escolhas?

Você provavelmente já ouviu falar no ditado: "na vida há duas formas de aprender: pelo amor ou pela dor". Fico imaginando por que, normalmente, só escutamos o que o nosso Eu Superior (seu Deus ou energia que você considera o Puro Ser) tem a nos ensinar quando alguma coisa que julgamos ruim acontece.
De acordo com este ditado temos, geralmente, duas formas de fazer nossas escolhas:
1-pelo amor: analisar honestamente e profundamente nossos valores e crenças, ações e palavras; manter um canal aberto com nosso Eu Superior e fazer disto uma prioridade em nossas vidas, adquirir a habilidade para deixar de lado a consciência de vítima (p. ex: eu me sinto injustiçado) e assumir responsabilidade sobre nossas ações (p.ex.: por me sentir injustiçado eu não tenho compaixão pelos problemas dos outros), ter interesse genuíno nas pessoas sem esperar nada em troca e ser um líder servidor que dedica sua vida para apoiar as pessoas a se tornarem o melhor que elas possam ser.
2-pela dor: perda de pessoas próximas que não tivemos tempo de conviver ou dizer o quanto as amávamos, doenças graves, traições, ser machucado, abandonos, sofrer perdas financeiras, injúrias, sermos julgados e condenados quando somos inocentes etc.
A única forma de colocar esta teoria em prática é expandindo nossa consciência e desenvolvendo habilidades para o autoconhecimento. Todas as respostas estão dentro de nós e precisamos aprender como acessá-las. Precisamos de um mapeamento do que estamos realmente plantando (e não o que achamos que estamos plantando) e escolher o que queremos colher em nossas vidas.
Mas, neste exato momento, você vai precisar refletir que apesar de, instintivamente, já saber disto, talvez você não tenha dedicado tempo suficiente para este tema. Talvez ainda não seja prioridade para você. Afinal existem vários compromissos com que você está envolvido, e como você vai saber se esta é a melhor hora?
Vamos tentar um breve exercício?
. Respire profundamente e relaxe;
. Coloque toda sua atenção neste exato momento no seu Ego. Admire-o. Fique por um minuto ou dois lembrando-se de suas conquistas e do caminho que fez para chegar até onde chegou;
. Respire profundamente e relaxe;
. Agora deixe de ser seu Ego para vê-lo de fora. Como se ele fosse uma bolha e você um expectador. Reconheça esta bolha como parte de você, mas perceba que ela não é você;
. Perceba o que sente agora. Quais as escolhas que você tem feito desde pequeno?
. Você precisa ser o(a) melhor? Bem sucedido(a)?
. Realmente provar para si mesmo(a) e para os outros a que veio? Ser reconhecido(a) e elogiado(a)? Ok. Isto traz satisfação pessoal certo?
. Seu Ego te trouxe até aqui e te ajudou a cumprir seus planos e metas. Ele foi importante. Reconheça e agradeça.
Respire fundo novamente e coloque atenção na sua felicidade.
. Como está a sua saúde? Se sente bem disposto(a)? Calmo(a) e em paz?
. Como você tem se relacionado com a sua família? Tem paciência e amorosidade com ela?
. Conseguiu perdoar fatos do passado que te fizeram sofrer?
. Quanto tempo você tem dedicado a seus amigos? Você os tem incentivado nas dificuldades e participado de suas vitórias?
. Como são suas atitudes no trabalho? Você trata as pessoas com humildade e como gostaria de ser tratado? Fica feliz quando elas são promovidas ou ganham um prêmio ou um bônus? Mesmo se for maior que o seu? Como seus colegas o vêem?
. Como está seu relacionamento com seu Eu Superior? Você tem agido com os outros como um Deus misericordioso agiria? Lembre-se por um minuto das pessoas que tem ajudado sem esperar nada em troca.
Ok. Chegou a hora de equilibrar ainda mais sua vida. Seu Ego é muito importante e te trouxe até este momento. Seja grato pelas suas escolhas: elas foram fundamentais para seu aprendizado e crescimento até aqui.
Agora você precisa fazer uma especialização na sua vida, valores e crenças e ter a convicção que está indo na direção certa. Você pode seguir em frente e se conectar com seu Eu Superior e realmente olhar para dentro de si. Sentir a felicidade a cada passo, a cada dia. Só você pode fazer esta escolha. Nem as pessoas que o amam podem fazer isto por você. É a sua vida.
Apenas lembre-se que o quanto antes você fizer isto, mais rápido vai parar de plantar o que não quer e mais depressa vai colher o que realmente vai te fazer experimentar a felicidade de ser. E, por não saber quanto tempo nos resta pela frente, cada minuto é precioso!
Caio C. Santos
foto: Ferrugem - SC

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Estar em si


Será que você sabe realmente quem você é? Muitas vezes estamos dando o melhor de nós, mas não estamos satisfeitos com o que conseguimos. Isso acontece porque quando não nos conhecemos interiormente, o melhor de nós é muito pobre, muito vazio. Muita gente olha para os filhos, esposa, bens materiais e acha que a resposta está neles. Quando isso acontece, sua imagem perde a referência, você vira personagem da vida alheia. Começamos a inventar desculpas para nossas impossibilidades.


Você começa a estar em si quando percebe que tudo na sua vida depende de você, sua felicidade, sua emoção e sua razão. Estar em si é encontrar paz nos momentos difíceis da vida, é silenciar num momento de incompreensão do outro. É aceitar e compreender a visão de vida de cada pessoa, entender que todos somos iguais sim, mas com pontos de vista e escolhas diferentes.


Estar em si é não ter medo de demonstrar emoção, de chorar quando sentir vontade, com medo que as pessoas achem que você é fraco. É sentir na alma a decepção, mas ter a consciência de que o mundo não acabou. É entender que cada experiência é uma nova lição.


É aprender a curtir ao máximo as pessoas que amamos, pois a perda é inevitável. É ter a humildade para reconhecer os erros, e a sabedoria para crescer com eles. É não cobrar atitude de pessoas que você sabe que não estão preparadas para tal. É dar uma chance a si mesmo em cada novo desafio, e entender que desafios são degraus de subida e não barreiras que devem ser derrubadas. É entender que o fracasso não existe, mas sim, que você aprendeu que ?aquela? maneira de agir não funciona.


Quem está em si mesmo ama livremente, sem cobranças, protegendo suavemente, sem esperar nada do outro, a não ser sua felicidade. Quem está em si mesmo, sabe que antes de amar o outro, precisa amar-se. É saber que não são os outros que lhe magoam, mas sim, que você se "deixa magoar".


É prosseguir sempre, é crescer sempre, é aprender sempre, tendo a humildade suficiente para enxergar e respeitar as diferenças de comportamentos daqueles que não estão no mesmo caminho. É saber que apesar de tudo, apesar da hipocrisia de muitos, apesar do medo de amar e ser amado, apesar de muitos prenderem seus sentimentos mais puros em nome da moral e bons costumes, apesar de todas as ilusões que as pessoas enfrentam e vivem, a vida vale a pena sim.


Estar em si mesmo é ter a real convicção da própria vida, da vida das pessoas, do amor que esta em volta dos corações deprimidos procurando uma brecha para brilhar sua Luz e ascender para um novo mundo. O seu mundo!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Autoconhecimento


O autoconhecimento é um processo lento que pede, antes de tudo, confiança. A espera necessária para alcançar aquilo que buscamos - uma profunda consciência acerca de quem, de fato, somos - só será suportada se existir dentro de nós a confiança de que a semente inevitavelmente germinará.
Se não estivermos preenchidos por essa certeza, nenhum resultado poderá ser obtido e desistiremos diante do primeiro obstáculo que surgir. E eles serão muitos, pois a mente nos coloca inúmeras armadilhas para nos convencer de que viver sob seu domínio é a única forma de existência possível.
A confiança, porém, não pode vir acompanhada de ansiedade ou expectativa, porque estas constituem os principais entraves para um estado de relaxamento e paz. Aqueles que já se encontram nesse caminho, sabem que ao invés de ansiar pelo resultado final, devemos usufruir de cada instante que vivermos durante essa jornada, pois ela em si já se constitui numa grande bênção.
Se focarmos nossa energia na ânsia por obter algum resultado, certamente deixaremos de enxergar os momentos preciosos que a vida vai colocando em nosso caminho. A serenidade e a alegria são os principais critérios para sabermos se estamos de fato no caminho de volta para nosso verdadeiro ser.
Quanto mais preenchidos por estes sentimentos nos mantivermos, mais perto estaremos da fonte original de onde eles emanam: o divino, a dimensão onde o ego e a mente perderam todo o poder e somente a consciência de uma profunda união com tudo o que existe permanece.
Da observação à não-mente... Uma vez que um homem esteja em um estado de não-mente, nada pode desviá-lo de seu ser. Não há poder algum maior que o da não-mente. Nenhum mal pode ser feito a tal pessoa. Nenhum apego, nenhuma cobiça, nenhuma inveja, nenhuma raiva, nada pode surgir nele. A não-mente é absolutamente um céu puro, sem qualquer nuvem.
Existe uma lei intrínseca: pensamentos não têm vida própria. Eles são parasitas; eles vivem na sua identificação com eles.
Quando você diz, 'eu estou com raiva', você está despejando energia vital na raiva, porque você está ficando identificado com ela.
Mas quando você diz: 'eu estou observando a imagem da raiva na tela da mente dentro de mim', você não está mais dando qualquer vida, qualquer alimento, qualquer energia à raiva. Você será capaz de vê-la porque você não está identificado, a raiva é absolutamente impotente, não tem qualquer impacto sobre você, não muda você, não afeta você. Ela é absolutamente oca e morta. Ela passará e deixará o céu limpo e a tela da mente vazia....
E uma vez que você começa a se mover no caminho certo, o seu êxtase, as suas belas experiências vão se tornar mais e mais profundas, mais e mais amplas, com novas nuances, novas flores, novas fragrâncias.
... Esses são os caminhos e o critério de como escolher: se você se move em algum caminho, usa alguma metodologia e isso lhe traz alegria, mais sensitividade, torna-o mais observador e lhe dá uma sensação de imenso bem estar, esse é o único critério de que você está indo no caminho certo. Se você estiver se tornando mais miserável, mais raivoso, mais egoísta, mais ambicioso, mais luxurioso, estas são as indicações de que você está se movendo num caminho errado.
No caminho certo, a sua felicidade irá crescer dia após dia e suas experiências de belas sensações irão tornar-se tremendamente psicodélicas, muito coloridas, com cores que você nunca viu no mundo, com fragrâncias que você nunca experimentou. Então, você poderá seguir no caminho sem qualquer medo de que possa estar indo errado......
A meditação com certeza leva à não-mente, assim como todo rio se move em direção ao mar, sem qualquer mapa, sem qualquer guia. Todo rio, sem exceção, finalmente, alcança o oceano. Toda meditação, sem exceção, finalmente, alcança o estado de não-mente....
Não-mente é uma palavra simples, mas ela significa exatamente iluminação, liberação, liberdade de todas as escravidões, experiência de imortalidade.
Essas são palavras grandiosas e eu não quero que você fique assustado, por isso eu uso uma palavra simples, não-mente. Você conhece a mente... e você consegue conceber um estado em que essa mente esteja sem funcionamento. Uma vez que esta mente esteja sem funcionamento, você se torna parte da mente do cosmos, da mente universal.
Quando você é parte da mente universal, a sua mente individual funciona como uma bela serviçal. Ela terá reconhecido a mestra e ela trará novidades da mente universal para aqueles que ainda estão presos à mente individual.
Quando eu estou falando para vocês, é na verdade o universo que está me usando. As minhas palavras não são minhas palavras, elas pertencem à verdade universal.
Esse é o poder, o carisma e a magia delas."
OSHO - Satyam, Shivam, Sundram - tradução: Sw.Bodhi Champak




Elisabeth Cavalcante
foto: Itapuã

domingo, 13 de setembro de 2009

Me ajude a te ajudar


Quantas pessoas vêm à minha procura precisando de ajuda, querendo compreender melhor a vida e os fatos que acontecem?
Com certeza, amigo leitor, a resposta é que muitas pessoas querem ajuda, precisam muito de uma luz, um direcionamento, mas muitas delas apesar do sofrimento e do desejo de mudar de vida não estão abertas ao novo. Querem mudar, mas apenas para dar certo naquilo que sua mente racional aponta como solução.
Tenho falado em meus cursos e grupos que precisamos abrir a mente, deixar de pensar apenas com o racional porque, como dizem os mestres, a razão é uma competência puramente humana, um aprendizado que se baseia apenas no passado, nas experiências que já tiveram lugar em nossas vidas. Muita gente que já sofreu sérias decepções e diz ter se tornando mais pé no chão, mais racional, muitas vezes está preso ao pessimismo, ao reflexo do que viveu e também não está exatamente sendo racional. Porque a razão deveria ser um estado mais lúcido da mente, um reforço para ações esclarecidas e não é isso que vemos em muita gente que se diz racional.
Afinal, de que adianta saber de tudo de si mesmo, dos seus sofrimentos, se não temos a esperança de seguir em frente de uma outra forma?
E a criatividade? E a esperança em dias melhores e relacionamentos mais afetivos?
Por que por conta de experiências difíceis precisamos nos fechar e não acreditar em mais nada?Por que não podemos mais acreditar em amor depois de um desamor?
Nem sempre a vida é como queremos, mas para o nosso próprio bem, temos de dar oportunidade ao destino. Precisamos nos abrir para o novo.
Todos sabemos de fatos inusitados que mudam a vida das pessoas, por que isso não poderia acontecer conosco?
Claro que pode. Tudo pode. Esta vida é feita de incertezas, e acredito que seja um dos nossos maiores desafios conviver com a incerteza.
Tenho observado que principalmente as mulheres desejam muito controlar a vida. Querem a todo custo saber o resultado das coisas antes de acontecerem, como se pudessem evitar o sofrimento. Mas por que transformamos situações difíceis em verdadeiros monstros?
Talvez se tirássemos das situações o orgulho ferido, a vaidade quebrada, o sentimento de pouca valia, depois de um fora, as situações se tornassem mais fáceis...
Apesar de estarmos vivendo numa época com tantas inovações, internet, viagens ao exterior a preços acessíveis, por que será que ainda damos tanto valor ao que as outras pessoas pensam de nós, das nossas atitudes. Porque nos prendemos ao que os outros vão pensar.
Para uma terapia de fato ajudar alguém é preciso um despojamento desse tipo de barreira criada para proteção. Pode parecer estranho pensar assim, mas precisamos permitir sermos tocados em nossa dor para o outro efetivamente nos ajudar. Sem essa coragem de se abrir ninguém será capaz de entrar no nosso mundo.
É muito comum numa fase de sofrimento as pessoas se fecharem, não querendo muita conversa. Isso acontece porque tentamos evitar falar de algo que traz sofrimento. Queremos fugir, encontrar outros atrativos, mas sempre essas tentativas são em vão porque para onde quer que formos levaremos junto os sentimentos. E sentimentos não se curam apenas com uma mente racional. Sentimentos não se explicam, não se comprimem ou se adaptam àquilo que é esperado de nós.
Quando nos apaixonamos por alguém, nem sempre essa pessoa é adequada, nem sempre a pessoa é livre, ou nós não somos livres. Sentimentos são muitas vezes surpresas até para nossa mente racional. Pois é difícil escolher o que sentir.Vemos muito isso em encontros de Vidas Passadas. Já atendi várias pessoas que reencontram antigos parceiros e, quando isso aconteceu, a chama do amor de então se acendeu de forma avassaladora e mesmo a pessoa sendo séria, casada, não deixou de perceber que ali existia algo forte. Agora fazer ou não a escolha de ficar com essa pessoa mesmo já tendo um compromisso, colocando em risco perder o equilíbrio de amor exigiu um bom diálogo interior.
Assim, amigo leitor, para receber ajuda é preciso compreender que olhar os sentimentos às vezes é doloroso, e exige muito de nós.
Receber ajuda pode mostrar que você está agindo errado faz tempo e que é preciso mudar.Receber ajuda existe também humildade. Talvez você precise pedir e,, inclusive correr o risco de ouvir um não como resposta.
Juliana uma cliente estava justamente nessa condição, precisava de ajuda mas não queria mostrar fragilidade porque numa vida passada perdeu tudo quando o marido morreu e deixou dívidas para a família. Ela que era uma mulher forte, trabalhadora, jovem se sentia como um velha senhora. Esse sentimento de derrota era tão profundo nela que mesmo fazendo terapia convencional não conseguia avançar. Estava presa a um desejo inconsciente de se proteger da dor.
Naquela vida em que tinha perdido tudo, aos poucos tentou preservar ela e os filhos.
Assim, tentava agora manter seu casamento falido novamente pensando nos filhos. Quando conversamos sobre a família moderna, sobre pais que conseguem ficar amigos, inclusive mantendo uma convivência amigável, ela compreendeu que estava fechada, que tinha medo de se abrir e até de olhar para sua história de uma outra forma. Disse que não conseguia pensar no seu apartamento destruído.
Mas por que temos que ser assim tão fatalistas?
Por que ela não pensava em um outro lugar, com uma outra energia, com uma outra decoração?Quando finalmente começamos a olhar para sua vida de uma forma mais leve, o sorriso voltou a enfeitar a face dessa moça que estava se libertando do peso das rugas da mulher perdedora que foi em vidas passadas.
Emoções nascem não apenas do reflexo dos fatos da vida atual, mas também de formas pensamento e crenças que carregamos conosco de muitas vidas.
Para poder receber ajuda é preciso avaliar o conteúdo dessa grande valise que você carrega consigo.
Amigo, Coragem!
Maria Silvia Orlovas

sábado, 12 de setembro de 2009

Vida de um bilionário


Houve uma entrevista de uma hora, na CNBC, com Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo, que recentemente fez uma doação de 31 bilhões de dólares para a caridade. A seguir, alguns aspectos interessantes de sua vida:
1. Comprou a sua primeira ação aos 11 anos, e hoje lamenta tê-lo feito tardiamente! As coisas eram baratas naquele tempo... Incentive seus filhos a investirem.
2. Comprou uma pequena fazenda aos 14 anos, com as economias oriundas da entrega de jornais. Pode-se comprar muitas coisas com pequenas economias. Incentive seus filhos a iniciarem algum tipo de negócio.

3. Ainda vive na mesma casa modesta, de 3 quartos , no distrito de Omaha, a qual comprou após se casar, 50 anos atrás. Diz ele que tem tudo o que precisa naquela casa. Sua casa não possui muros nem cercas. Não compre mais do que você 'realmente precisa', e incentive seus filhos a fazerem e pensarem o mesmo.
4. Dirige seu próprio carro para todo lugar, e não tem motorista particular, nem equipe de segurança à sua volta. Você é o que é...
5. Nunca viaja em jato particular, embora seja proprietário da maior companhia aérea privada do mundo. Pense sempre num jeito de realizar as coisas de maneira econômica.
6. Sua empresa, Berkshire Hathaway, possui 63 companhias. Escreve apenas uma carta anual aos principais executivos destas companhias, dando-lhe as metas para o ano. Nunca promove encontros nem os convoca habitualmente. Nomeie as pessoas certas para as missões certas.
7. Transmitiu aos seus executivos somente duas regras:
Regra nº 1: não perca nenhum centavo do dinheiro de seu acionista.
Regra nº 2: não se esqueça da regra nº 1.
Estabeleça metas e certifique-se de que as pessoas nelas se concentrem.
8. Não costuma freqüentar a alta-sociedade. Seu passatempo, após chegar em casa, é fazer ele mesmo um pouco de pipoca e assistir a televisão. Não tente se mostrar, simplesmente seja você mesmo e faça aquilo que gosta de fazer.
9. Warren Buffet não usa telefone celular, nem tem computador sobre sua mesa.
10. Bill Gates, o homem mais rico do mundo, encontrou-se com ele, da primeira vez, cinco anos atrás. Bill Gates achava que nada tinha em comum com Warren Buffet. Portanto, programara seu encontro apenas por meia hora. No entanto, quando Gates o encontrou, este encontro perdurou por dez horas, e hoje em dia, Bill Gates o considera o seu guru.
Seus conselhos aos jovens: 'Fique longe de cartões de crédito e empréstimos bancários, invista o seu dinheiro em você mesmo, e lembre-se:
A. O dinheiro não cria o homem, mas é o homem quem criou o dinheiro.
B. Viva a sua vida da maneira mais simples possível.
C. Não faça o que os outros dizem - ouça-os, mas faça aquilo que você se sente bem ao fazer.
D. Não se apegue às grifes famosas; use apenas aquelas coisas em que você se sinta confortável. E. Não desperdice o seu dinheiro em coisas desnecessárias; ao invés disto, gaste nas coisas que realmente precisa.
F. Afinal de contas, a vida é sua ! Então, por que permitir que os outros estabeleçam leis em sua vida ?
"As pessoas MAIS FELIZES NÃO TEM, necessariamente, as 'MELHORES' COISAS. Elas simplesmente APRECIAM aquilo que tem"


foto: Itapuã - RS